Jimmy Cliff, cantor jamaicano, um dos nomes mais marcantes da história do reggae
Cliff é considerado um dos pioneiros do reggae.
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Jimmy Cliff (nasceu em 30 de julho de 1944, na Jamaica – faleceu em 24 de novembro de 2025, em Kingston, Jamaica), cantor e compositor, lenda do reggae, é considerado um dos pioneiros do reggae e responsável por levar o gênero ao cenário internacional. Considerado um dos pioneiros do reggae, Cliff lançou mais de 30 álbuns e ganhou dois prêmios Grammy.
Nascido na Jamaica em 30 de julho de 1944, Jimmy iniciou sua carreira ainda muito jovem, imprimindo em sua voz o ritmo que mais tarde ajudaria a transformar o cenário musical global. Além de ser um dos responsáveis por levar o reggae a novos territórios, ele também compartilhou com o mundo narrativas de sua ilha, marcadas por resistência, identidade e força cultural.
Um marco importante de sua trajetória foi o filme The Harder They Come (1972), no qual atuou e que contribuiu decisivamente para expandir o reggae além das fronteiras jamaicanas, apresentando o gênero a novos públicos.
Clássicos como “Many Rivers to Cross” e “Reggae Night” se tornaram símbolos de sua obra e consolidaram Jimmy Cliff como uma das vozes mais influentes e duradouras da música.
O músico jamaicano ganhou dois Grammy com os álbuns Cliff Hanger (1985) e Rebirth (2012) – esse último também apareceu na lista dos “50 Melhores Álbuns de 2012” da Rolling Stone.
Além de receber a mais alta honraria de seu país, a “Ordem do Mérito”, ele tem a distinção de ser um dos dois jamaicanos incluídos no Rock and Roll Hall of Fame, ao lado de Bob Marley.
No cinema, Jimmy protagonizou “The Harder They Come” (1972) e atuou em “Club Paradise” (1986). Entre suas canções mais memoráveis estão: “I Can See Clearly Now”, “Wonderful World, Beautiful People”, “You Can Get It If You Really Want” e “The Harder They Come”.
Em 1980, o jamaicano e Gilberto Gil dividiram o palco em uma turnê pelo Brasil que arrastou multidões e lotou estádios em cinco capitais: Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
No mesmo ano, foi ao ar na TV Globo, o especial “Gilberto Passos Gil Moreira e James Chambers”, musical gravado no Teatro Fênix, que tinha um clima de espetáculo ao vivo, com presença de plateia. Segundo o Memória Globo, no palco, os dois mesclaram clássicos e novidades de seus repertórios.
Gil apresentou faixas como “Realce”, “Super-homem”, “Canção”, “Toda Menina Baiana”, “Aquele Abraço” e “Marina”. Cliff trouxe sucessos como “Wonderful World, Beautiful People” e “Stand Up and Fight Back”. O encerramento ficou por conta de “No Woman, No Cry”, hit de Bob Marley, cantado em coro pelos artistas e pelo público.
Jimmy Cliff morreu aos 81 anos. De acordo com um comunicado divulgado pela mulher do cantor, Latifa, o músico sofreu uma convulsão seguida de pneumonia.
“É com profunda tristeza que compartilho que meu marido, Jimmy Cliff, faleceu devido a uma convulsão seguida de pneumonia. Sou grata à sua família, amigos, colegas artistas e companheiros de trabalho que compartilharam essa jornada com ele”, escreveu.
“A todos os seus fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi sua força durante toda a carreira. Ele realmente valorizava cada fã pelo amor que recebia. Também gostaria de agradecer ao Dr. Couceyro e a toda a equipe médica, que foram extremamente solidários e prestativos durante este processo difícil”, continua a nota.
O jornalista Arthur Dapieve comentou na GloboNews a relação do músico com o Brasil. “Antes de estourar no mundo, ele morou aqui durante os anos 60 e excursionou com Gilberto Gil e gravou com Cidade Negra. Ele participou com músicas em telenovelas brasileiras. Ele é um nome bem ligado à nossa memória afetiva”.

