Jean-Louis Bertucelli, provocou sensação com Remparts d’Argile

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Jean-Louis Bertucelli , 

Nos anos 1960, e depois de estudar ciências e piano, ele chegou ao cinema como técnico de som. Logo, seduzido pela mise-en-scène, virou diretor. 

Pai da também cineasta Julie Bertucelli, Jean-Louis provocou sensação com Remparts d’Argile, sobre a vida numa aldeia da Argélia, onde o olhar de uma viúva filtra a enquete do autor sobre a miséria coletiva. Os habitantes protestam, o governo colonial (francês) lança contra eles o Exército.

Baseado num livro famoso de P.J. Jouve, Paulina 1880 permanece no meu imaginário pela beleza da atriz grega Olga Karlatos, um furacão que assolou brevemente o cinema europeu por volta de 1970. Ela apareceu também em Esposamante, do italiano Marco Vicario, com Laura Antonelli e Marcello Mastroianni.

Nunca vi L’Imprécateur, que lança virulento ataque às multinacionais, mas vi Docteur Françoise Galland, com Annie Girardot, mais um retrato (sólido) de mulher forçada a  viver segundo regras estabelecidas pelos homens. Annie, a eterna Nadia de Rocco, ganhou o César, o Oscar francês, de melhor atriz. 

Jean-Louis Bertucelli morreu aos 71 anos, em Paris.

(Fonte: http://cultura.estadao.com.br/blogs/luiz-carlos-merten – LUIZ CARLOS MERTEN – 08 Março 2014)

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