Jane Russell, mito do cinema americano, foi um dos maiores símbolos sexuais de Hollywood.

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Jane Russell (1921–2011), mito do cinema americano
Jane Russell foi um dos maiores símbolos sexuais de Hollywood. Seus seios provocantes invadiram os sonhos de gerações ao se destacarem no pôster do western “O Proscrito” (1943), desfiando a censura americana, a moral antiquada e os costumes medievais.

Não a chamavam de escultural à toa. Numa era muito anterior ao silicone, seu corpo tinha curvas que só se tornariam comuns após a popularização da cirurgia plástica. Tudo, claro, graças à engenharia do gênio Howard Hughes.
O lendário diretor, produtor, engenheiro, pioneiro da aeronáutica e gênio transtornado descobriu Jane Russell atrás de um balcão, quando ela trabalhava como recepcionista no consultório de um dentista. Imediatamente encantou-se com suas formas arrojadas e, impulsivo, resolveu transformá-la em estrela de cinema. Mas enquanto filmava sua estreia, em 1941, sentiu que a câmera não lhe fazia justiça.

Hughes empregou então sua habilidade em engenharia para criar o protótipo de um novo sutiã, com uma armação que enfatizava ainda mais os atributos da atriz.

O protótipo trazia arames na parte de baixo, empinando os seios, e ficava fixo mesmo se as alças fossem retiradas dos ombros. É basicamente o design que sobrevive até hoje nas sessões de roupas íntimas femininas. E Jane Russell foi a primeira a usá-lo.

A engenharia do “Aviador” permitiu aos seios da atriz levantarem vôo. Empinados como nenhum outro de sua época, eles também se tornaram os mais vistos. Hughes os estampou no pôster de “O Proscrito”, western em que o fora-da-lei Billy the Kid acabou virando coadjuvante.

Com a camisa aberta, quase revelando toda a obra estrutural do diretor, o pôster levou os censores a exigirem cortes nas cenas indecentes. Hughes só se dispôs a cortar 30 segundos e continuou enfrentando restrições.

O filme ficou aguardando aprovação por dois anos, até o diretor resolver transformar o banimento em propaganda. Desafiou a censura e o lançou por conta própria em 1943. Ficou em cartaz só uma semana, sendo retirado por ordem da associação dos produtores.

Hughes nunca mais dirigiu outro filme, mas nunca desistiu de “O Proscrito”. Em 1946, finalmente superou a resistência da Associação dos Produtores e pôde lançá-lo aos cinemas. Cinco anos após sua filmagem, ele pôde estrear e se tornar um dos maiores sucessos de bilheteria dos EUA. Esta história é rapidamente evocada no filme “O Aviador” (2004), de Martin Scorsese.

Sob produção e proteção de Hughes, Jane estrelou vários filmes e se encaixou como uma luva em papéis de mulher fatal, como “Seu Tipo de Mulher” (1951) e “Macau” (1952), ambos ao lado do ator Robert Mitchum. Durante a filmagem do último, testemunhou o lendário diretor alemão Josef von Sternberg ser demitido por Hughes em pleno set, e ser substituido por outra lenda do cinema, Nicholas Ray. Eram os primeiros sinais de que o produtor não conseguia mais controlar sua compulsão obsessiva.

Ela fez apenas mais um filme para Hughes e não renovou o seu contrato. O filme em questão, “Um Romance em Paris” (1953), trazia as marcas da obsessão de Hughes pelo corpo da atriz. Filmado em 3D, incluia trajes mínimos, desenhados pelo próprio produtor, com o objetivo de delinear ainda mais suas curvas e revelar detalhes que normalmente são escondidos pelas roupas. A chamada do pôster era “J.R. in 3D!” O grupo católico Legião da Decência condenou a produção, que gerou mais um escândalo.

Dez anos depois de provocar com “O Proscrito”, os atributos de Jane continuavam a ser literalmente os maiores símbolos da sexualidade cinematográfica. E sua escalação, ao lado de Marilyn Monroe, em “Os Homens Preferem as Loiras” (1953) não poderia ter tido um resultado diferente: um marco hollywoodiano.

Jane viveu a morena, que disputava com a melhor amiga Marilyn a atenção dos homens numa boate. As duas eram showgirls, o que era escandaloso na época, mas cada uma encontrava, no desfecho da famosa comédia musical, seu final feliz conservador, com direito a casamento duplo.
“Os Homens Preferem as Loiras” acabou virando o primeiro grande sucesso comercial de Marilyn Monroe, marcando-a como intérprete de loiras fúteis e não exatamente brilhantes. Jane Russell, por outro lado, fixou no imaginário popular que as morenas tinham muito mais conteúdo. Ela até estrelou a sequência, “Eles se Casam com as Morenas” (1955).

Nos anos seguintes, ela se dedicou à música, sua maior paixão. Em 1957, ganhou lugar cativo em Las Vegas, apresentando um espetáculo musical no Hotel Sands. Dizem que Howard Hughes comprou o hotel, nos anos 60, por causa da atriz.
Ela só estrelou mais cinco filmes após retornar à Hollywood em 1964. O último foi “A Morte Não Marca Hora”, em 1970. Seus trabalhos finais foram nas séries dos anos 80 “Yellow Rose” e “Hunter”, e uma campanha de TV como garota propaganda de uma famosa marca de sutiã.

Foi casada três vezes. Por causa de abortos na juventude, era incapaz de ter filhos, mas adotou três crianças. Em 1955, ela fundou a World Adoption International Fund (WAIF), uma organização para ajudar famílias americanas a adotar crianças de países pobres. Ela tocou o mundo e suas mãos e assinatura estão gravados para sempre no Hollywood Boulevard, ao lado das mãos e assinatura da amiga Marilyn Monroe.
A atriz Jane Russell, mito do cinema americano morreu aos 89 anos de idade e feleceu na segunda (28/2/11) em sua casa, em Santa Marina, Califórnia, devido a problemas respiratórios.
(Fonte: www.pipocamoderna.mtv.uol.com.br – 1° de março de 2011)

Jane Russell (Minnesotta em 1921 – Santa Marina, Califórnia, 28 de fevereiro de 2011), atriz norte-americana, a morena que contracenou com Marilyn Monroe em Os Homens Preferem as Louras (1953).
Nascida no Minnesotta em 1921, a atriz começou a sua carreira no cinema em 1943 graças ao produtor Howard Hughes, que lhe deu um papel no western The Outlaw – A Terra dos Homens Perdidos. Hughes descobriu-a quando ela trabalhava como recepcionista num consultório dentário.

O seu grande papel foi em “Os Homens Preferem as Louras”, mas a atriz contou com uma carreira particularmente ativa, entre finais dos anos 40 e inícios dos anos 60. Para além de mais de duas dezenas de papéis em filmes, Russell entrou ainda em séries televisivas. O seu último papel foi uma participação na série Hunter, em 1986. Conhecida também pela sua beleza e pelo seu corpo voluptuoso, os seios da atriz tiveram direito a uma homenagem geográfica, no Alaska, onde dois montes foram batizados simplesmente como Jane Russell’s Peaks.

Kim Davis, a diretora de um centro de apoio jurídico à infância que contava com o apoio da atriz, foi quem deu a notícia. Aos 89 anos, Jane Russell “morreu em casa, rodeada pelos filhos”.
(Fonte: www.vousair.com – Cinema/ Por Pedro F. Pina – 01 Março 2011)

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