Luiz Mario Gazzaneo (1927-2012) – Da clandestinidade para as grandes redações
Com apenas 17 anos, em pleno Estado Novo, o alagoano Luiz Mario Gazzaneo filiou-se ao PCB (Partido Comunista Brasileiro). Anos depois, dava os primeiros passos no jornalismo como crítico de cinema do jornal “Notícias de Hoje”, editado pelo partido em São Paulo.
De lá, seguiu para o Rio de Janeiro, onde em 1959 assumiu a chefia de redação de outra publicação do PCB, o “Novos Rumos”.
Permaneceu no cargo até o jornal ser empastelado pela ditadura militar, em 1º de abril de 1964, um dia depois do golpe.
Após anos na clandestinidade, foi, em 1971, para a revista “Domingo Ilustrado”, da editora Bloch. Passou também por “Fatos e Fotos” e “Cartaz”.
Dois anos depois, Gazzaneo entrou no “Jornal do Brasil”, onde chegou a editor-executivo. Em 1983, foi para “O Globo”, onde trabalhou até 1987. Foi ainda diretor da agência Nova Press, especializada em notícias do Leste Europeu.
Em 1991, deixou a agência para atuar em campanhas eleitorais. Quando já pensava em se aposentar, foi chamado para o departamento de comunicação social do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que coordenou de 2000 a 2010.
“Ele contribuiu de forma exemplar para tornar mais relevante a expressão segundo o IBGE”, diz a atual presidente do instituto, Wasmalia Bivar.
(Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1168680- Rio de Janeiro – 13/10/2012)
Luiz Mário Gazzaneo, jornalista e militante político, trabalhou como repórter e editorialista no Jornal do Brasil e no O Globo e terminou a carreira como assessor de imprensa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Militante político desde a juventude, o jornalista, que no passado era filiado ao Partido Comunista, foi homenageado pelo PPS, partido de que era membro.
Gazzaneo morreu dia 12 de outubro de 2012, aos 84 anos, no Rio de Janeiro (RJ), em decorrência de um enfarte no Instituto Nacional de Cardiologia, no bairro de Laranjeiras, na capital fluminense.
(Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias – BRASIL – Agência Estado – 12 de outubro de 2012)
Filho de uma família italiana radicada em São Paulo, ligou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1944. No ano seguinte, integrou o grupo que organizou o Comício do Pacaembu, quando Luiz Carlos Prestes foi apresentado aos paulistas, após cumprir nove anos de prisão.
Graduado em cinema, começou no jornalismo no jornal Notícias de Hoje, do Partido Comunismo, em São Paulo, como crítico de cinema. Assumiu a chefia da redação do jornal Novos Rumos em 1959, no Rio de Janeiro.
Em 1971, trabalhou com Samuel Wainer na revista Domingo Ilustrado, da Bloch. Também teve passagens pelas revistas “Fatos e Fotos” e “Cartaz”.
Em 1973, ingressou no Jornal do Brasil como redator da Editoria Internacional. No JB, foi ainda chefe de reportagem, editor de Cidade e editor executivo. Em 1983, foi para a agência de notícias do jornal O Globo e ficou na editoria Nacional até dezembro de 1987.
Depois de atuar em agências e campanhas eleitorais, trabalhou, de 2000 a 2010, no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como coordenador de Comunicação Social.
(Fonte: Zero Hora Ano 49 Edição n° – 12 de outubro de 2012)
- Gazzaneo, trabalhou como repórter e editorialista no Jornal do Brasil e no O Globo.


