Economista Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central e criador do Copom
Ele foi presidente interino do BC no governo Fernando Henrique Cardoso
Ele ajudou a elaborar o Plano Cruzado e esteve à frente do BC na crise da desvalorização do real em 1999
Francisco Lafaiete Lopes (nasceu em 1945, em Minas Gerais — faleceu no Rio de Janeiro em 8 de maio de 2026), economista conhecido como Chico Lopes, foi um dos principais nomes da formulação da política monetária brasileira nas décadas de 1980 e 1990, foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio) e da Universidade de Brasília (UnB), além de fundador da empresa de consultoria Macrométrica.
O ex-presidente interino do Banco Central (BC) participou de todos os grandes debates sobre economia brasileira e política econômica da segunda metade do século XX.
Chico Lopes foi diretor da instituição do Banco Central do Brasil, de 1995 a 1998 e presidente interino da autoridade monetária entre janeiro e fevereiro de 1999.
Formado na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), com mestrado na EPGE da FGV do Rio — berço do pensamento acadêmico de linhagem neoclássica e ortodoxa na teoria econômica nacional — e doutorado na Universidade Harvard, nos EUA, Lopes fundou o programa de pós-graduação do Departamento de Economia da PUC-Rio, no fim dos anos 1970.
Lopes também atuou como professor, consultor econômico e foi um dos economistas envolvidos nos debates de estabilização monetária que antecederam o Plano Real.
Francisco Lafaiete de Pádua Lopes esteve envolvido na elaboração do Plano Cruzado, em 1986, e do Plano Bresser, em 1988. Ao longo desse período, teve breves atuações no governo, como quando trabalhou no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 1979.
Mineiro nascido em 1945, e economista influente, Chico Lopes participou da formulação de importantes planos econômicos brasileiros. Ele integrou a equipe responsável pelo Plano Cruzado, colaborou na criação do Plano Bresser e também atuou como consultor informal da equipe do Plano Real.
Chico Lopes entrou para o Banco Central em 1995, como diretor da instituição. Em janeiro de 1999, assumiu a presidência do órgão no lugar do economista Gustavo Franco.
Durante a curta passagem pelo comando do Banco Central, que durou apenas 20 dias, ele se envolveu nas polêmicas de socorro financeiro a bancos e desvalorização do real.
Segundo o BC, a principal contribuição de Chico Lopes para a instituição foi a criação e a institucionalização do Copom (Comitê de Política Monetária), responsável por definir a taxa básica de juros da economia brasileira.
Banco Central
Com passagem pelo Ministério da Fazenda (1987), o economista foi diretor do Banco Central de 1995 e 1998 e presidente interino em janeiro e fevereiro de 1999, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
À época, o Brasil enfrentava uma crise cambial. Lopes foi sucedido por Armínio Fraga e, em março daquele ano, deixou o BC.
Na curta presidência, Chico Lopes vivenciou a transição do regime de câmbio administrado para o câmbio flutuante (sem controle rígido) no Brasil.
A passagem pelo BC coincidiu com a polêmica que envolveu a operação para tentar salvar os Bancos Marka e FonteCidam, em dificuldades por causa da cotação do dólar.
A operação rendeu prejuízo ao BC. Lopes sustentou que as ações eram legais e quis evitar a quebra das instituições e uma possível crise financeira.
A operação de socorro chegou a ser tema de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI do Sistema Financeiro.
Francisco Lafaiete Lopes faleceu no Rio de Janeiro na sexta-feira 8 de maio de 2026, aos 80 anos. Eles estava internado no Hospital Pró-Cardíaco.
Chico Lopes deixa esposa e três filhos.
(Direitos autorais reservados: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/05/08 – O Globo/ ECONOMIA/ NOTÍCIA/ Por Vinicius Neder e Letícia Lopes — Rio de Janeiro e São Paulo — 08/05/2026)
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