Foi o primeiro vencedor do European Jazz Prize do Austrian Music Office

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Trompetista precursor do free jazz na Europa

 

Artista foi o primeiro vencedor do European Jazz Prize do Austrian Music Office em 2002. Em 2013, a Academia Francesa de Jazz concedeu-lhe o Prix du Musicien Européen.

 

 

 

 

Tomasz Stanko, trompetista precursor do free jazz na Europa. (Foto: Agencia Gazeta/Przemek Wierzchowski via REUTERS )

 

 

Tomasz Stanko (Rzeszow, sudeste da Polônia, 11 de julho de 1942 – Varsóvia, 29 de julho de 2018), trompetista polonês, compositor e figura proeminente no jazz de vanguarda e livre há décadas, trompetista virtuoso e precursor do free jazz na Europa nos anos 1970. Músico foi um dos mais influentes no free jazz europeu.

 

Nascido em Rneszow, no sul da Polônia, em julho de 1942, Stanko estreou nos palcos no final da década de 50, em Cracóvia. Ele posteriormente ganhou reputação global como ícone do jazz ao lado de músicos como o baterista Jack deJohnette e o baixista Dave Holland.

 

Trompetista virtuoso e precursor do free jazz na Europa nos anos 1970, o polonês Tomasz Stanko transitava pelas cenas artísticas, desde o final dos anos 1950, primeiro na Polônia e depois no mundo, em busca de novas inspirações e linguagens musicais.

 

Desde o final dos anos 1950, Stanko transitava pelas cenas artísticas, primeiro na Polônia e depois no mundo, em busca de novas inspirações e linguagens musicais.

 

Mestre na arte da balada, desenvolveu uma estética entre a tradição bebop, experimentação e música contemporânea improvisada.

 

Suas performances ao lado de outros gigantes do jazz mundial, e seus quarenta discos, incluindo pela alemã ECM, renderam-lhe muitos prêmios nos Estados Unidos e na Europa.

 

Ele foi o primeiro vencedor do European Jazz Prize do Austrian Music Office em 2002. Em 2013, a Academia Francesa de Jazz concedeu-lhe o Prix du Musicien Europeen.

 

“Tudo me inspira”, disse ele em entrevista à AFP, anos atrás. “O mundo nos oferece quantidades incríveis de obras geniais. Em todos os cantos do mundo, sempre houve artistas geniais, e em nossa era da comunicação e informação podemos finalmente conhecê-los”, complementou.

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Natural de Rzeszow, sudeste da Polônia, fez parte de uma geração de músicos de jazz poloneses que aderiu na década de 1960 a esta nova linguagem musical, graças ao programa “Voice of America” e aos primeiros discos de jazz que cruzaram a Cortina de Ferro.

 

“Para mim, tudo começou com o jazz moderno: Miles Davis, John Coltrane e Chet Baker”, relatava Stanko. Foi ouvindo-os que ele trocou o piano clássico e o violino pelo trompete.

 

“Na época, eu estava imerso no existencialismo, na nova onda do cinema francês e no neorrealismo italiano: pintura, livros de Faulkner e Joyce, boemia parisiense… Tudo me inspirava”, lembrou.

 

“Os encontros com pessoas são muito importantes”, frisou, assim como é o local do concerto: que seja no magnífico silêncio do mausoléu indiano Taj Mahal ou em uma sala ou tomada pela febre revolucionária Laranja da Ucrânia.

 

 

Tomasz Stanko, trompetista precursor do free jazz na Europa. (Foto: Divulgação/Tomasz Stanko)

 

 

Ultrapassando as fronteiras do seu país, Stanko associou-se a músicos ocidentais, nomeadamente ao baterista Jack DeJohnette e ao contrabaixista Dave Holland, com quem chegaria à ECM. Foi para esta etiqueta alemã fundada por Manfred Eischer que, em 1997, gravou – numa formação de septeto que incluía outros nomes maiores do jazz mundial, como o pianista Bobo Stenson, o baixista Palle Danielsson ou o baterista Jon Christensen – Litania, em que toca versões de temas de Komeda – o compositor que fez as bandas sonoras dos primeiros filmes de Roman Polansky, de A Faca na Água (1962) até A Semente do Diabo (1968).

 

Mas, ao longo da sua carreira, Tomasz Stanko liderou também formações de quinteto e de quarteto, com as quais gravou dezenas de discos – entre eles está o também muito elogiado Wislava (2013), um álbum duplo dedicado à poetisa sua compatriota e Prêmio Nobel da Literatura (1996) Wislawa Szymborska (1923-2012).

 

Wislava foi gravado com o quarteto nova-iorquino de Stanko, formado por David Virelles (piano), Thomas Morgan (contrabaixo) e Gerald Cleaver (piano), “uma formação extraordinária que parece feita à medida da música de Stanko, proporcionando-lhe o rigor e a devoção lírica de que tanto necessita, mas também o fogo imprevisível de que só os improvisadores de excepção são capazes e a interação telepática das grandes secções rítmicas”, escrevia o PÚBLICO na recensão então dedicada ao disco.

Tomas Stanko pisou, de resto, mais do que uma vez palcos portugueses, com diferentes formações, nomeadamente no Centro Cultural de Belém (1997), no Festival de Jazz do Porto, em 2002, e no AngraJazz, nos Açores, em 2012, quando foi apresentado, pelo crítico do PÚBLICO Rodrigo Amado, como “um dos últimos grandes heróis do jazz europeu”, e “um dos mais vibrantes jazzmen da sua geração”.

 

Tomasz Stanko faleceu em 29 de julho de 2018, aos 76 anos, em Varsóvia.

(Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/ArteAgenda/Variedades/Musica/2018/07 – ARTE & AGENDA – VARIEDADES / MÚSICA – 29/07/2018)

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2018/07/29 – POP & ARTE – NOTÍCIA / Por France Presse – 29/07/2018)

(Fonte: https://cultura.estadao.com.br/noticias/musica – NOTÍCIAS / MÚSICA – CULTURA / Por Reuters – 29 Julho 2018)

(Fonte: https://www.publico.pt/2018/07/29/culturaipsilon/noticia – CULTURA ÍPSILON – MÚSICA / Por SÉRGIO C. ANDRADE – 29 de Julho de 2018)

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