Foi o primeiro empreendimento do Brasil a participar ativamente de feiras de arte internacionais

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O empreendimento Thomas Cohn Arte Contemporânea do casal Myriam e Thomas Cohn, fundado em 1983, foi o primeiro do Brasil a participar ativamente de feiras de arte internacionais, além de trazer para o País exposições importantes como a da fotógrafa americana Diane Arbus.

Missão cumprida
A galeria Thomas Cohn encerra 30 anos de atividades que fizeram história na arte contemporânea brasileira

PIONEIRO
Thomas Cohn ajudou na projeção da arte brasileira no mercado internacional

Foi no ano de 1962 que o casal Myriam e Thomas Cohn emigrou do Uruguai para o Rio de Janeiro, quando Cohn foi transferido para a cidade pela empresa em que trabalhava. A paixão pelas artes – que ainda os mantém unidos mesmo depois do fim do casamento – fez com que começassem a frequentar os circuitos expositivos brasileiros, formando uma coleção que já teria 21 anos quando o casal decidiu abrir a Thomas Cohn Arte Contemporânea, em 1983. “Fui introduzido à arte brasileira pelos artistas e amigos que fiz na época em que cheguei ao Brasil: Rubens Gerchman, Antonio Dias, Roberto Magalhães. Para você ter uma ideia, fui o primeiro a comprar uma obra do Antonio Dias, que na época tinha 19 anos”, relembra Thomas Cohn, que manteve com Myriam a sociedade da galeria. Hoje, 29 anos depois, eles anunciam o fim de suas atividades.

O empreendimento de Cohn e Myriam foi o primeiro do Brasil a participar ativamente de feiras de arte internacionais, além de trazer para o País exposições importantes como a da fotógrafa americana Diane Arbus. Em 1997, a Thomas Cohn Arte Contemporânea mudou seu nome para Galeria Thomas Cohn, quando trocou a cidade do Rio Janeiro por São Paulo; nunca, porém, se afastou de sua proposta inicial. “Desde o início, nossa missão foi manter uma galeria que funciona como um centro cultural, fomentando a produção e a descoberta de novos artistas”, diz o galerista, responsável pela revelação de nomes hoje consagrados, como Adriana Varejão e Leonilson, na década de 1980, e novos expoentes como o gaúcho Luciano Sherer. Então por que “retirar o time de campo”, em um momento de pleno aquecimento do mercado de arte nacional e ascensão de artistas brasileiros no circuito internacional? “Hoje existe um grande número de galerias fazendo o mesmo que nós fizemos durante esses quase 30 anos. Quando começamos, não havia quase ninguém que quisesse descobrir novos artistas no Brasil, nossa missão está cumprida”, diz Cohn.

(Fonte: Artes Visuais
– N° Edição: 2204 – 03.Fev.12 – 21:00 – Atualizado em 14.Fev.12 – Nina Gazire)

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