Claudionor Velloso, nacionalmente conhecida como Dona Canô, simbolizou alegria e viveu rodeada de muita gente.
Quando se casou com José Teles Velloso – morto em 13 de dezembro de 1983, aos 82 anos -, que não gostava de festas, foi morar com mais de 20 pessoas na casa da família dele. Em Santo Amaro, constantemente recebeu muita gente em sua casa branca de janelas e portas azuis, onde atendia visitantes de toda espécie e origem, curiosos, fãs de seus filhos e dela também, com a mesma simpatia com que reunia os inúmeros amigos em festas embaladas por boa música, histórias, memórias, serestas na varanda, carurus de 5 mil quiabos e outros atrativos.
Sobre a arte de viver bem, a matriarca disse certa vez numa entrevista quando estava prestes a completar 103 anos: “Se há que tenho orgulho, isso é meu orgulho de dizer. Não acredito muito em orgulho não, acho uma palavra muito pesada. Mas se há, posso dizer que sou orgulhosa.” Sua recomendação para o bem-estar permanente era não levar tudo “na ponta de faca”: “Não precisa a pessoa ser boa, não, basta ser comedida”.
Dona Canô, morreu em 25 de dezembro. A idosa, de 105 anos, esteve internada na Unidade Cardiovascular Intensiva do Hospital São Rafael, em Salvador, até a última sexta-feira (21).
(Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer – Notícias > Cultura – O Estado de S. Paulo – 25 de dezembro de 2012)

