Christina Balbão, artista plástica foi a primeira mulher a formar-se escultora no Rio Grande do Sul

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Christina Balbão, artista plástica da arte no Rio Grande do Sul.

Trabalhou no MARGS, e, em 1942, junto com Vera Witgen, foi a primeira mulher a formar-se escultora no Estado do Rio Grande do Sul.

Assistente de Fernando Corona, no Instituto de Artes, tornou-se professora de desenho, tendo passado por sua orientação grande parte dos alunos do Instituto da metade dos anos 40 até 1987, quando se aposentou, compulsoriamente, pela lei dos 70 anos.

No MARGS

Christina ajudou a construir o MARGS desde a sua fundação, em 1954, quando foi contratada pelo então diretor Ado Malagoli, junto com Alice Soares, como assistente técnica.

Ajudou, por exemplo, a colocar massa entre as madeiras do assoalho do foyer do Theatro São Pedro, onde funcionou, nos seus anos iniciais, o Museu de Arte, participando assim literalmente da reforma que colocou o espaço em condições de receber o museu. Preparando a primeira exposição que ali aconteceu, com obras de Weingärtner, ela e Alice visitaram os colecionadores para conseguir o empréstimo das obras. Tempos depois, Alice abandona o museu, em favor de seu trabalho no atelier. Christina, no entanto, permanece até a aposentadoria compulsória, tal como no seu trabalho de professora do Instituto de Artes: foram 33 anos de trabalho no MARGS. Suas lembranças mais vibrantes são as dos primeiros tempos, com a equipe reduzida:

“Fazíamos trabalho de rua e, dentro do teatro, era do chão à parede. A gente montava as exposições também. Lembro de uma, sobre arte mexicana, que montei sozinha, com a ajuda de um funcionário cedido, o Aristides, muito dedicado, que depois foi incorporado à equipe do Museu. Como o espaço no Theatro São Pedro era pequeno, costumávamos usar outros lugares. Nessa exposição sobre arte mexicana, por exemplo, aproveitamos o Instituto de Artes. Havia fac-símiles, grandes fotos de murais mexicanos e os penduramos na paredes do auditório. Usei também outros andares para colocar quadros de artistas famosos mexicanos”. Houve quem visse a mesma exposição em outros Estados e dissesse que a do Rio Grande do Sul ficou melhor montada.

Ela costumava cobrir o horário da noite para compatibilizar com o expediente diurno de professora no Instituto de Artes. “Eu ficava sozinha, no horário da noite, quando havia espetáculos no Theatro São Pedro. O Museu ficava ao nível do que chamavam de balcão nobre. Eu esperava o intervalo das peças, porque era interessante a visitação, mesmo que fosse por pouco tempo. Eu abria a porta de comunicação, então as pessoas vinham da penumbra do teatro e se deslumbravam com a sala iluminada. Nem exigia que perdessem tempo assinando, os que não assinavam eu contava, mais tantos visitantes, porque achava interessante que percorressem as obras. Alguns até se atrasavam para voltar à peça porque ficavam interessados. Era muito eficiente isso. Trabalhandonesse setor, a gente está sempre querendo que haja visitação e para isso vai criando facilidades para as pessoas”. Outro momento que ela lembra com especial carinho foi de uma mostra itinerante, quando o museu levou a Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, em 1964, algumas de suas obras modernistas principais, como as telas de Portinari e Di Cavalcanti.

(Fonte: http://www.margs.rs.gov.br – MARGS 50 ANOS – Mara Frantz, jornalista Jornal do MARGS, nº 88, maio de 2003)

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