Andrei Voznesensky, ganhou destaque durante o degelo que se seguiu à morte do ditador Josef Stalin e que nunca se curvou ao Kremlin

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Poeta russo do degelo pós-Stalin Andrei Voznesensky

Andrey Andreyevich Voznesensky um dos grandes poetas russos e figura emblemática da era soviética pós-Stalin nos anos 1960 (Foto: prabook.org/Reprodução)

Andrey Andreyevich Voznesensky foi um dos grandes poetas russos e figura emblemática da era soviética pós-Stalin nos anos 1960 (Foto: prabook.org/Reprodução)

Andrei Voznesensky (Moscou, 12 de maio de 1933 – Moscou em 1º de junho de 2010), foi um dos grandes poetas russos e figura emblemática da era soviética pós-Stalin nos anos 1960, que ganhou destaque durante o degelo que se seguiu à morte do ditador Josef Stalin e que nunca se curvou ao Kremlin

Arquiteto por formação e apaixonado pela pintura, Voznesensky acabou optando por tornar-se poeta, e suas obras, que começaram a ser publicadas em 1958, em pouco tempo o tornaram famoso na União Soviética.

Andrei Andreyevich Voznesensky publicou seus primeiros poemas em 1958. Seu primeiro livro, “Mosaic” (1960), provocou a destituição do diretor do editorial e levou o poeta ao brilho da popularidade.

Naqueles tempos, os saraus de poesia instigavam grande público na União Soviética, onde o então líder comunista, Nikita Kruschev, criticava o culto à personalidade de seu antecessor no Kremlin, Josef Stalin.

“Seu ingresso na literatura foi rápido e turbulento. Fico feliz por ter vivido para assistir a isso”, escreveu a Voznesensky quando este tinha 14 anos o poeta e romancista russo Boris Pasternak, futuro ganhador do Prêmio Nobel de Literatura que foi oprimido em seu país. O poeta ainda adolescente lhe tinha enviado alguns de seus versos para ter a opinião de Pasternak.

Voznesensky viveu como recluso nos últimos anos, e seus amigos disseram que ele estava sofrendo de uma doença não identificada.

Como muitos outros jovens escritores, poetas e pintores da chamada “geração dos anos 1960”, Voznesensky desfrutou de alguma liberdade em meio ao degelo político que se seguiu às três décadas de governo brutal de Stalin.

O público e a crítica especializada o tratavam como clássico vivo, que fazia experimentos destemidos com metáforas excêntricas, sistemas rítmicos complexos e efeitos de áudio.

Algumas de suas obras foram convertidas em produções teatrais, como é o caso de “Juno e Avos”, que virou ópera e tornou-se sucesso perene no teatro Lenkom, em Moscou. Outras foram encenadas na Rússia e no exterior.

Andrei Voznesensky morreu em Moscou em 1º de junho de 2010, aos 77 anos.

Com a morte do poeta, o presidente russo, Dmitri Medvedev, expressou condolências aos parentes de Voznesensky, informou o escritório do Kremlin.

O primeiro-ministro Vladimir Putin, em telegrama enviado na terça à viúva de Voznesensky, disse que o poeta amado “tornou-se verdadeiramente uma pessoa de influência dominante”.

“Sua poesia e sua prosa se tornaram um hino à liberdade, ao amor, à nobreza e aos sentimentos sinceros”, disse Putin.

(Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura -3000467 – CULTURA/ POR REUTERS/BRASIL ONLINE – MOSCOU (Reuters) – (Por Dmitry Solovyov) – 01/06/2010)

(Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/06 – POP & ARTE – Agencia EFE – 01/06/2010)

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