Alfredo Ottaviani (1890-1979), cardeal italiano, decano do Sacro Colégio, ordenado sacerdote em 1916

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Alfredo Ottaviani (1890-1979), cardeal italiano nascido no dia 24 de outubro de 1890, em Roma, decano do Sacro Colégio, ordenado sacerdote em 1916, fez toda a sua carreira na Cúria Romana, onde, graças a posições extremamente conservadoras, ganhou o apelido de “inquisidor impenitente”; significativamente, ao ser elevado ao cardinalato, em 1933, pelo papa Pio XII, escolheu o lema Semper Idem (Sempre o Mesmo); no antigo Santo Ofício (Congregação Para a Doutrina da Fé), do qual foi pró-prefeito a partir de 1959, o prelado afável, gordo e amigo dos doces na vida privada, revelou-se um severo e intransigente defensor da doutrina tradicional da Igreja, combatendo o comunismo e quaisquer ameaças à propriedade e à família; assim, foi o principal artífice do decreto que, em 1949, excomungou o comunismo “pelo seu caráter materialista e anticristão”; em 1960, quando Giovanni Gronchi visitou a União Soviética, acusou o então presidente italiano de “sorrir e adular os assassinos dos cristãos”; um dos “falcões” do Concílio Vaticano II, lutou renitentemente contra as reformas da Cúria e do Santo Ofício; presidente, desde 1967, da Comissão Restrita Sobre a Família e o Controle da Natalidade, atribuiu-se a ele o texto final da condenação, por Paulo VI, da pílula anticoncepcional. Ottaviani morreu no dia 3 de agosto de 1979, aos 88 anos, na Cidade do Vaticano.

(Fonte: Veja, 8 de agosto, 1979 – Edição n.° 570 – DATAS – Pág; 98)

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