Albert Reynolds, ex-premiê norte-irlandês foi figura central para a paz na Irlanda do Norte

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Ex-premiê que foi figura central para a paz na Irlanda do Norte

 criou, na década de 1990, as bases para o acordo de paz com grupos paramilitares

Albert Reynolds (Rooskey, Roscommon, 3 de novembro de 1932 – Dublin, 21 de agosto de 2014), oitavo primeiro-ministro da República da Irlanda e ex-líder do partido Fianna Fail. Sua maior conquista foi na Irlanda do Norte e nas relações anglo-irlandesas, assinando a declaração de Downing Street, em 1993.

Reynolds foi premier em duas ocasiões, em 1992 e depois de 1993 a 94. Apesar de ter passado pouco tempo no cargo, ele foi responsável por um papel central na conquista de um cessar-fogo do Exército Republicano Irlandês (IRA) em 1994, que abriu o caminho para os acordos definitivos de paz em 1998. Tratado convidava todas as organizações paramilitares a abandonarem suas armas.

Reynolds desempenhou um papel crucial no avanço do processo de paz da Irlanda do Norte e teve protagonismo no cessar-fogo do Exército Republicano Irlandês (IRA, na sigla em inglês) de 1994. Nascido em Rooskey, no condado irlandês de Roscommon, em novembro de 1932, liderou o Fianna Fail durante dois governos de coalizão e foi primeiro-ministro entre fevereiro de 1992 e dezembro de 1994.

Reynolds foi nomeado várias vezes ministro e foi eleito primeiro-ministro em 1992, cargo para o qual seria reconduzido em 1993. Antes, prometeu que a sua prioridade seria estabelecer a paz no território, proferindo a famosa frase “quem tem medo da paz?”. O atual presidente do país, Michael Higgins, disse que Reynolds será lembrado como um ministro “dinâmico” e um primeiro ministro “de coragem”.

Albert Reynolds morreu em 21 de agosto de 2014, aos 81 anos, na sua residência em Dublin. A família revelou em 2013 que Reynolds sofria de Alzheimer.

O partido Fianna Fail comunicou que o governo de Reynolds foi, “sem dúvida, sua maior conquista na Irlanda do Norte e nas relações anglo-irlandesas, ao assinar a declaração de Downing Street em 1993”. A declaração, assinada com seu colega britânico John Major, foi o tratado diplomático em que Dublin e Londres se comprometeram a criar o clima necessário para as negociações de paz, convidando todas as organizações paramilitares a abandonar as armas. “Foi a determinação de Reynolds que deu impulso ao processo de paz e ao estabelecimento do cessar-fogo do IRA em 1994″, acrescenta o comunicado do Fianna Fail.

Segundo o partido, foi o próprio Albert Reynolds quem formulou a pergunta central do processo de paz irlandês: “Quem teme a paz?”. Em cima dessa pergunta foi feita toda uma campanha para pacificar o país. A campanha contou com o apoio de setores importantes da Irlanda do Norte, como as igrejas católica e protestante e entidades civis.

Após a divulgação da notícia de sua morte, o presidente do partido Sinn Fein, nascido como braço político do IRA, Gerry Adams, homenageou o político em sua conta pessoal no Twitter, onde assinalou que Reynolds atuou na Irlanda do Norte “num momento muito importante”. O vice-premiê norte-irlandês e ex-comandante do já inativo IRA, Martin McGuinness, elogiou a contribuição do ex-premiê ao processo de paz. “Minhas condolências vão para Kathleen [mulher de Reynolds] e sua família. Albert era um pacificador”, disse.

(Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/mundo – MUNDO – EUROPA – 21/08/2014)

(Com agências EFE e France-Presse)

(Fonte: http://observador.pt/2014/08/21 – MUNDO – IRLANDA DO NORTE – HUGO TAVARES DA SILVA – 21/8/2014)

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