José Angel Valente (Orense, 25 de abril de 1929 – Genebra, 18 de julho de 2000), poeta e ensaísta espanhol, vencedor do prêmio Príncipe de Astúrias das Letras, em 1988
A obra de Valente, foi merecedora de prêmios importantes como o Príncipe de Asturias das Letras-1988, o Prêmio Nacional de Poesia-1993 e o Rainha Sofia de Poesia-1999.
Poeta, ensaísta, professor e tradutor, Valente mereceu também o Prêmio da Crítica duas vezes, em 1960, por Poemas de Lázaro e, em 1980, por Três liçoes de trevas.
Considerado como um dos poetas “mais sólidos”, tanto em língua espanhola como galega, era integrante de uma “geraçao de gigantes” da poesia nacional, sobressaindo-se particularmente na chamada “poética do silêncio”.
Valente foi “o poeta da mística e do silêncio” e “uma das vozes mais rigorosas e exigentes dos anos 50”, disse o poeta Angel González, que pertence à mesma geraçao.
O poeta recebeu o prêmio Adonais pelo livro “A Modo de Esperanza”, em 1954, o Prêmio Nacional de Poesia por “No Amanece el Cantor”, em 1993, e o prêmio Príncipe de Astúrias das Letras, em 1988, além do prêmio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, também em 1998.
Nascido em Orense, em 1929, Angel Valente estudou direito em Santiago de Compostela e se formou em filosofia românica em Madri. Foi professor de espanhol em Oxford e continuou seu exílio voluntário em Genebra, onde trabalhou como tradutor da ONU (Organização das Nações Unidas).
O poeta sempre se manteve longe do temário de sua geração e dos círculos de poder intelectual. “O intelectual tem que estar sempre em estado selvagem”, disse uma vez o autor de “La Memoria y los Signos”.
Valente retratava em suas obras a preocupação com o mundo e com os marginalizados. Esse inconformismo o levou a ser julgado por rebeldia, em 1972, pelo regime de Francisco Franco, por causa da publicação do conto “El Uniforme del General”.
Sua última obra foi “Nadie”, primeira parte de um livro de poemas que deixou inacabado.
Nascido em Orense a 25 de abril de 1929, saiu da Espanha em 1954 e, após residir em Oxford (GB), em 1958 foi para Genebra, onde foi professor e tradutor de organizaçoes internacionais antes de se radicar em Paris, e dirigir um serviço da Unesco.
Em 1986 voltou à Espanha e se instalou em Almería, numa residência que alternou com a de Genebra, cidade onde foi surpreendido pela morte.
José Angel Valente morreu em Genebra (Suíça), em 18 de julho de 2000, aos 71 anos, de câncer, depois de ter sido submetido a uma operação e ter sobrevivido a vários enfartes, um destes ocorrido logo após a morte de seu único filho por overdose.
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u2156 – ILUSTRADA – da Reuters, em Madri – 18/07/2000)
(Fonte: http://www.dgabc.com.br/Noticia/188596 – Cultura & Lazer – Do Diário do Grande ABC – 18/07/2000)


