Rubem Medina, foi economista, empresário e ex-deputado, sócio da Dreamers, grupo de empresas do ramo de comunicação e entretenimento e dono do Rock in Rio, um dos maiores festivais de música do mundo, idealizado por seu irmão, Roberto Medina

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Rubem Medina, empresário e ex-deputado da família que criou o Rock in Rio

Medina participou de programas de TV, teve nove mandatos na Câmara dos Deputados e foi um defensor da democratização durante a ditadura

Por ter entrado na vida política muito cedo, Rubem Medina acompanhou de perto a transformação do Brasil. Ele se elegeu pela primeira vez em 1967, pela Guanabara

 

Rubem Medina (nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de setembro de 1942 – faleceu no Rio de Janeiro, em 14 de maio de 2026), foi economista, empresário e ex-deputado, sócio da Dreamers, grupo de empresas do ramo de comunicação e entretenimento e dono do Rock in Rio.

Com uma carreira voltada para o Rio de Janeiro, ele teve uma vida pública duradoura e exerceu nove mandatos como deputado.

Filho de Abraham Medina e Rachel Medina, Rubem se formou em economia e começou sua carreira empresarial na TV Rio, que foi criada pelo pai. Anos depois, ele se dedicou ao mercado do entretenimento ao lado do irmão Roberto Medina.

Até hoje um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock in Rio, realizado pela primeira vez em 1985, foi idealizado por seu irmão, Roberto Medina.

As primeiras aparições públicas de Rubem foram ainda nos anos de 1950 e 60, como um dos participantes do “Noite de Gala”, o programa de auditório e apresentações musicais veiculado pela TV Rio, e patrocinado pela Lojas Rei da Voz, a icônica rede carioca de rádios e outros eletrônicos que pertencia a seu pai, Abraham Medina. Nascido em Belém, Abraham radicou-se no Rio de Janeiro, onde rapidamente se tornou uma figura lendária da capital carioca nos anos dourados.

Formado em economia, Rubem entrou para a vida política em 1967, quando foi eleito para o seu primeiro mandato para a Câmara dos Deputados, ainda pelo então estado da Guanabara, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Emendaria outros oito mandatos consecutivos como deputado federal até 2003, passando por diferentes partidos, como PDS, PRN e PFL, depois da abertura política dos anos de 1980.

Como deputado e apresentador, foi também um constante defensor da democracia. O seu programa, o “Noite de Gala”, chegou inclusive a ser tirado do ar pela censura, ao vivo, quando Medina defendeu no ar o ex-presidente Juscelino Kubitschek, que acabara de ser preso pelo regime logo após a decretação do AI-5, em dezembro de 1968. O episódio foi narrado pelo próprio Rubem em suas redes sociais.

Foi também integrante da Assembleia Nacional Constituinte, o colegiado eleito em 1987 para fazer a nova Constituição do país após o fim da ditadura militar, tendo participado das comissões que ficaram responsáveis por moldar as novas bases legais ligadas à ordem econômica e à organização institucional.

Vida na política

Por ter entrado na vida política muito cedo, Rubem Medina acompanhou de perto a transformação do Brasil. Ele se elegeu pela primeira vez em 1967, pela Guanabara. No livro “Isto de política, meu caro… uma vida pela democracia”, formado por conversas entre Rubem Medina e o consultor político Jackson Vasconcelos, ele diz que descobriu a vocação política em uma conversa com John Kennedy. No livro, ele conta que tinha só 20 anos na época do encontro e que foi lá que a vocação dele surgiu.

No livro, ele fala sobre ter acompanhado de dentro as consequências causadas pelo AI-5, a abertura política e a eleição do primeiro presidente civil depois da ditadura. Ele também conta ter presenciado a devolução do poder pelo voto direto, a instalação e a conclusão da Assembleia Nacional Constituinte, a eleição e o impeachment de Collor de Mello e o Plano Real.

A mãe, Rachel Medina, diz em dedicatória no livro que não queria ter um filho na política. Mas que viu o propósito abraçar Rubem e que o Rio precisava das “demonstrações de paixão de Rubem pela cidade”.

Rubem também fala da sua relação com a política e do objetivo de registrar sua vida pública em uma obra: “Desejo que esse livro seja a minha gratidão à política e a indicação dela para um povo que, por muitas vezes, não acredita que seja ela o único instrumento para se garantir a democracia, que é a essência da liberdade de uma sociedade que deseje viver dignamente e em paz.”

Ele trabalhou como sócio do Grupo Dreamers até o fim da vida.

Rubem Medina faleceu na quinta-feira, 14, aos 83 anos, no Rio de Janeiro.

A informação foi divulgada nas redes sociais em um comunicado conjunto pela Dreamers, a Rock World e a família. “Seremos eternamente gratos pela importante contribuição na construção da nossa história. Obrigado por ter sonhado conosco, Rubem”, diz uma nota publicada pela Dreamer.

O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado, decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-parlamentar.

Em razão do falecimento, o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado, decretou luto de três dias. Caiado ainda afirmou que encaminhará um projeto de lei em homenagem ao político para dar seu nome a um logradouro ou equipamento público da cidade.

“Rubem Medina teve uma longa trajetória na vida pública brasileira, com nove mandatos como deputado federal pelo Rio de Janeiro, além de importante atuação no setor de comunicação e entretenimento. Merece todas as homenagens”, afirmou Caiado, em nota.

Roberto Medina, irmão e presidente da Rock World, afirmou que Rubem era uma referência de vida e que o amor pelo Rio de Janeiro os unia.

“Éramos mais do que irmãos, grandes amigos, companheiros de vida. Vivemos grandes momentos em todas as fases e ficamos juntos até o fim, com ele ao meu lado na vida pessoal e profissional. Num Rio que precisa de entusiastas e mais apaixonados, vivemos e compartilhamos inúmeros desafios e seguimos sempre juntos. Tínhamos um ao outro, suportando as decisões empresariais e particulares. Sua partida deixa um vazio, mas seu legado se perpetuará como exemplo de homem, pai, empresário e político”, afirmou em nota.

(Créditos autorais reservados: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/05/14 – O Globo/ RIO/ NOTÍCIA/ Por O GLOBO — Rio de Janeiro – 

(Créditos autorais reservados: https://veja.abril.com.br/economia – Veja Abril/ ECONOMIA/ NEGÓCIOS/ Por Juliana Elias – 14 Maio 2026)

Como informações da Agência Câmara

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