Robert Mueller, foi ex-diretor do FBI que, como procurador especial, liderou uma explosiva investigação eleitoral contra Donald Trump, foi designado para conduzir a investigação que deveria determinar se a campanha presidencial de Trump conspirou com a Rússia para garantir sua eleição

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Robert Mueller, conselheiro especial que investigou mas não acusou Trump, ex-FBI apurou ligação da campanha de Trump com a Rússia

O procurador especial Robert Mueller discursa sobre a investigação da interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, no Departamento de Justiça dos EUA, em Washington, DC, em 29 de maio de 2019 (Crédito da fotografia: cortesia MANDEL NGAN/AFP/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

 

 

Robert Swan Mueller (nasceu em Nova Iorque, em 7 de agosto de 1944 – faleceu em 20 de março de 2026), ex-chefe do ‌FBI que documentou a interferência da Rússia nas eleições norte-americanas de 2016 e seus contatos com a campanha de Donald Trump, mas optou por não apresentar acusações criminais contra um presidente em exercício.

Sua carreira como funcionário público se estendeu por quatro décadas, durante as quais trabalhou tanto para presidentes democratas quanto republicanos.

Mueller, um veterano do Vietnã ferido em combate e graduado pela Universidade de Princeton, atuou como promotor em São Francisco e Boston. Conduziu casos que iam desde homicídios e crime organizado até fraudes bancárias e ataques terroristas.

Dois de seus processos mais notórios tiveram como protagonistas o mafioso nova-iorquino John Gotti e o general Manuel Noriega, do Panamá.

Robert Mueller, ex-diretor do FBI que, como procurador especial, liderou uma explosiva investigação eleitoral contra Donald Trump, esteve à frente do FBI durante 12 anos. Depois, foi designado procurador especial do Departamento de Justiça para conduzir a investigação, entre 2017 e 2019, que deveria determinar se a campanha presidencial de Trump conspirou com a Rússia para garantir sua eleição.

Em 2019, após dois anos, Mueller depôs perante o Congresso sobre a investigação, que Trump classificou em várias ocasiões como uma “caça às bruxas”.

Mueller se aposentou após 12 anos como diretor do Federal Bureau of Investigation ‌em 2013, mas foi convocado de volta ao serviço público por ‌uma autoridade sênior ⁠do Departamento de ⁠Justiça quatro anos depois como conselheiro especial para assumir uma investigação ⁠sobre a interferência eleitoral da ‌Rússia depois que Trump ‌demitiu o então chefe do FBI, James Comey.

Mueller conduziu uma investigação de 22 meses que produziu acusações contra 34 pessoas, incluindo vários associados de Trump, bem como oficiais ⁠da inteligência russa e três empresas russas, e uma série de confissões de culpa e condenações. Mueller acabou não chegando a uma acusação criminal contra o presidente republicano, o que decepcionou amargamente muitos ‌democratas.

Robert Mueller, um republicano de longa data, enfrentou ataques incessantes de Trump e seus aliados contra sua integridade, enquanto tentavam desacreditar a investigação e o próprio advogado especial. Trump usou as mídias sociais, discursos e comentários para a mídia para atacar Mueller, acusando-o de conduzir uma “caça às bruxas fraudulenta” com motivação política, de ser “desonesto”, de se cercar de “bandidos” e de ter conflitos de interesse.

“É tudo uma grande farsa”, disse Trump em 2019.

“Absolutamente, não foi uma farsa”, afirmou Mueller em audiência no Congresso, mencionando as inúmeras acusações decorrentes da investigação.

Após se aposentar em 2013, trabalhou em um escritório privado em Washington.

Robert Mueller morreu aos 81 anos, segundo noticiou a ⁠mídia.

A morte foi relatada pelo MS NOW e ‌por um jornalista do New York Times que publicou uma declaração atribuída à família Mueller. Não foi informada a ‌causa da morte de Mueller, um ‌condecorado veterano da Guerra do Vietnã que liderou ⁠o FBI após os ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos.

No sábado (21), Trump comemorou o falecimento de Mueller: “Que bom, estou feliz por ele estar morto”, escreveu Trump no site Truth ⁠Social. “Ele não pode mais prejudicar pessoas inocentes!”

O New York Times informou em 2025 que Mueller sofria de mal de Parkinson.

(Direitos autorais reservados: https://www.terra.com.br/noticias/mundo – MUNDO/ NOTÍCIAS/ Por: Will Dunham – 21 mar 2026)

Reuters – Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters.

(Direitos autorais reservados: https://veja.abril.com.br/mundo – MUNDO/ Por Da Redação* – 21 mar 2026)

(com informações da AFP)*

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