Primeira treinadora brasileira na Europa, Emily Lima abre portas para mulheres: “Objetivo pessoal”
Brasileira estava na seleção peruana feminina desde 2023 e saiu após a disputa da Copa América de 2025
Emily Lima na partida contra o Chile pela Copa América Feminina — Foto: Conmebol
Chegando ao Levante para temporada de 2025/26, Emily Lima se tornou a primeira mulher brasileira a comandar uma equipe feminina da Espanha. Com 15 anos de carreira como treinadora, a técnica retornou para um clube após seis anos trabalhando nas seleções femininas do Equador e Peru.
A idealização de retornar para um clube era um objetivo da comandante. Emily comandou o Equador de 2019 a 2022 e o Peru de 2023 a 2025, disputando uma Copa América Feminina com cada seleção, buscando auxiliar no crescimento do futebol feminino em ambos países.
– O retorno para um clube era algo que eu e minha equipe já procurávamos. Foram anos trabalhando em seleções e são trabalhos muito diferentes. Estávamos buscando algo mais diário e competitivo .
– Era um objetivo pessoal, que tinha como treinadora. Queria estar em uma das ligas importantes na Europa, é algo que me deixa contente e me gera muita vontade de estudar, trabalhar, para que possa estar em outros lugares – contou ao ge.
Antes de comandar as seleções, a treinadora teve outros desafios em clubes, como São José e Santos. Ao todo, como jogadora e técnica, são mais de 30 anos se dedicando ao futebol feminino e colecionando histórias.
Além de ser a primeira mulher brasileira comandando um time na Europa, Emily Lima foi também a primeira a comandar a Seleção feminina do Brasil, entre 2016 e 2017. Depois dela, somente Pia Sundhage aumentou o número.
– Agora é desfrutar e fazer um bom trabalho aqui no Levante, esperar para ver o que pode acontecer mais para frente. Espero fazer uma boa temporada, estou em uma grande liga e era meu objetivo – revelou.
Futebol sul-americano x europeu
Essa não é a primeira vez de Emily Lima na Europa, mas o último momento foi de uma maneira diferente: dentro do campo e jogando bola. Com vivências dentro dos gramados entre as temporadas de 2006/07 a 2008/09, a brasileira vê diferenças para o momento atual.
– Quando joguei aqui, já era diferente da época no Brasil, agora sinto o mesmo. Estão alguns anos na frente do futebol sul-americano, é difícil tirar esse espaço. Alguns países da América do Sul estão conseguindo e com velocidade, é importante.
– O investimendo é totalmente diferente, a estrutura. O que eu também buscava vindo para cá era trabalhar em um lugar profissional de verdade e que respeitasse o futebol feminino – disse.

Marta Emily Lima seleção de futebol feminino — Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Mesmo com as diferenças de investimento, Emily enxerga que pode auxiliar as jogadoras do Levante Feminino e também aprender com elas.
O contrato inicial com a equipe espanhola seria para apenas essa temporada de 2025/26. O clube começa sua caminhada na Liga Espanhola Feminina no sábado (30) contra o Granada, também primeira partida de Emily com o time.
– Podemos somar o nosso conhecimento com as experiências que temos. A parte humana é algo muito forte que levo comigo. Estamos nos adaptando e as jogadoras também para que possamos fazer um bom trabalho.
(Direiros autorais reservados: https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2025/08/25 – Globo Esportes/ FUTEBOL/ FUTEBOL INTERNACIONAL/ NOTÍCIA/ Por Tayna Fiori — São Paulo – 25/08/2025)

