Filósofo italiano Toni Negri, líder histórico da Autonomia Operaia
Professor, foi o principal teórico do movimento
Imagem de arquivo do filósofo italiano Toni Negri em 2011. — (Crédito da fotografia: Cortesia © Copyright Ulf Andersen / Aurimages / AFP/ REPRODUÇÃO/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)
Antonio Negri, também conhecido como Toni Negri (nasceu em Pádua, em 1º de agosto de 1933 – faleceu em 16 de dezembro 2023, em Paris), filósofo político e professor universitário italiano e ex-líder de movimentos de extrema esquerda, líder histórico do movimento de esquerda Autonomia Operaia.
Negri liderou na década de 1970, na Itália, os movimentos Poder Operário e Autonomia Operária, considerados fundamentais na esquerda radical de então.
O filósofo foi preso em abril de 1979 e condenado anos depois por “associação subversiva e formação de grupos armados”, devido aos confrontos entre ativistas e policiais em Milão entre 1973 e 1977.
Em 1983, Negri foi eleito deputado pelo Partido Radical de Marco Pannella e aproveitou a imunidade parlamentar para se refugiar na França, onde trabalhou como professor universitário.
Negri retornou à Itália em 1997 para cumprir uma pena de 12 anos de reclusão, mas foi liberado em 2003.
Em julho de 1997, após 14 anos no exílio, Negri decidiu retornar à Itália para se entregar à justiça e “virar a página”. Dois anos depois, obteve o regime de semiliberdade.
Natural de Pádua, Negri fundou a Autonomia Operaia em 1973 e foi seu líder e principal teórico até sua dissolução em 1979. Na época, o grupo foi um dos vários que emergiram do movimento estudantil e dos trabalhadores entre as décadas de 1960 e 1970.
O movimento teve um papel importante nos chamados “Anos de Chumbo” na Itália, período de turbulência social e muita violência política de esquerda e direita que decorreram entre 1960 e 1980.
O italiano foi eleito em 1983 deputado pelo Partido Radical com mais de 13 mil preferências, mas no mesmo ano se refugiou na França pelo seu envolvimento nos julgamentos de “7 de Abril” dos militantes da Autonomia Operaia.
Nos últimos anos, Negri havia se posicionado na França contra a reforma da empresa ferroviária estatal e contra a reforma do sistema previdenciário.
Toni Negri faleceu no sábado 16 de dezembro de 2023, aos 90 anos, em Paris, informou à AFP sua mulher, a filósofa Judith Revel.
A informação foi confirmada à ANSA por Oreste Scalzone, ex-líder do Potere Operaio e ponto de referência na capital francesa para os exilados italianos durante o período chamado de “Anos de Chumbo”.
“Além de tudo, permanecerá a importância cultural e intelectual de Toni Negri, que espero que também seja lembrada pelos seus inimigos. Para mim é uma grande perda”, disse o filósofo Massimo Cacciari à ANSA.
(Créditos autorais: https://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo – IstoÉ/ NOTÍCIAS/ MUNDO/ História por admin3 – 16/12/2023)
(Créditos autorais: https://www.terra.com.br/diversao/arte-e-cultura – DIVERSÃO/ ARTE E CULTURA/ ENTRETÊ/ por ANSA – 16 dez 2023)

