Sir Robert Robinson, químico e ganhador do Prêmio Nobel de 1947
Robert Robinson (nasceu em Chesterfield, Inglaterra, em 13 de setembro de 1886 – faleceu em Londres, em 8 de fevereiro de 1975), foi químico britânico, laureado com o Prêmio Nobel de Química em 1947 por suas pesquisas sobre a biologia das plantas e por seus estudos da síntese dos hormônios femininos e sua relação com o controle do câncer.
Sir Robert Robinson, ganhador do Prêmio Nobel de Química em 1947, recebeu títulos honorários de universidades em muitos países e foi membro da Ordem do Mérito, uma das mais altas e exclusivas honrarias da Grã-Bretanha.
Ele nasceu em Chesterfield, Inglaterra, e estudou na Universidade de Manchester. Antes dos 26 anos, já era professor de química orgânica (pura e aplicada) na Universidade de Sydney.
Sir Robert — que foi condecorado com o título de cavaleiro em 1939 — ocupou cátedras nas universidades de Londres, Liverpool, Manchester e St. Andrews antes de se tornar Professor Waynflete de Química em Oxford, onde permaneceu por 25 anos.
Seu Prêmio Nobel foi por pesquisas em biologia vegetal, incluindo alcaloides. Ele também estudou a síntese de hormônios femininos, importantes no controle de certos tipos de câncer.
Obra chamada Elegante
Quando recebeu o Prêmio Nobel em 1947, Sir Robert já havia sido homenageado em muitos países como um dos cientistas mais eminentes da Grã-Bretanha, cujo trabalho se destacava tanto pelo seu alcance quanto pelo que os próprios cientistas chamam de “elegância”.
Embora o prêmio tenha sido concedido a ele por uma linha de pesquisa específica, ele poderia tê-lo merecido também por outras realizações. Entre as principais, destacam-se a síntese de substâncias inteiramente novas com efeitos semelhantes aos dos hormônios sexuais naturais e seu estudo sobre os componentes que conferem cor às flores e frutas.
Ele também desempenhou um papel importante no desenvolvimento da penicilina, foi autor de centenas de artigos científicos e serviu de inspiração para químicos sintéticos em todo o mundo.
Ao mesmo tempo, Sir Robert reconhecia os limites da ciência. Questionado certa vez, em um congresso internacional de química em Nova York, em 1951, se seria possível alterar a natureza humana por meio de substâncias químicas, ele respondeu, com um sorriso: “Não existe um substituto químico universal para melhorar suas condições sociais, econômicas e políticas”.
Quatro anos depois, Sir Robert provocou um alvoroço entre os físicos nucleares ao se tornar presidente da Associação Britânica para o Avanço da Ciência e usar seu discurso de abertura para reacender o antigo temor de que uma reação em cadeia descontrolada de uma explosão nuclear pudesse literalmente destruir o mundo.
Ele também criticou os físicos nucleares por terem muita certeza em suas afirmações de que tal reação era impossível.
Sir Robert foi presidente da Royal Society de 1945 a 1950. Ele também se tornou membro da Academia de Ciências da União Soviética em 1966.
Entre muitas outras honrarias estrangeiras, destacam-se a Medalha de Ouro Paracelso da Sociedade Suíça de Química em 1941, a Medalha Franklin do Instituto Franklin na Filadélfia em 1947 e a Medalha Priestley da Sociedade Americana de Química em 1947. Ele foi condecorado com a Legião de Honra francesa.
Os passatempos de Sir Robert eram o alpinismo, a jardinagem e o xadrez, que ele jogava tão bem que foi nomeado presidente da Federação Britânica de Xadrez.
Robert Robinson faleceu na sua casa de Great Missenden, a 48 quilômetros a noroeste de Londres, em 8 de fevereiro de 1975, aos 88 anos, de colapso cardíaco.
A primeira esposa de Sir Robert, Gertrude, que lhe deu um filho e uma filha, faleceu em 1954. Três anos depois, ele se casou com a Sra. Stearn Hershey Hillstrom, de Nova York.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1975/02/10/archives — New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times/ Especial para o The New York Times/ Por WOLFGANG SAXON — LONDRES, 9 de fevereiro — 10 de fevereiro de 1975)
© 2021 The New York Times Company
(Fonte: Revista Veja, 19 de fevereiro de 1975 – Edição 337 – DATAS – Pág: 91)

