Ella Fitzgerald, primeira-dama da canção foi uma das maiores vozes do jazz e também foi a primeira mulher a ganhar vários Grammy

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A primeira-dama da canção foi uma das maiores vozes do jazz e também foi a primeira mulher a ganhar vários Grammy.

Na primeira cerimônia do Grammy em 1958, Ella Fitzgerald levou para casa dois prêmios: Melhor Performance Vocal – Feminina e Melhor Performance de Jazz – Individual.

No total, ela gravou mais de 200 álbuns e 2.000 canções e ganhou 13 prêmios Grammy. Em 1967, ela também recebeu o Grammy ‘Lifetime Achievement Award’, prêmio pelo “conjunto da obra”.

Ella Fitzgerald, cantora americana. Ella Fitzgerald, cuja morte entristeceu o mundo musical, tinha um hábito curioso. Ao sair às ruas de Los Angeles, reunia grupos de crianças e demorava-se cantando para elas como se estivesse num teatro. As crianças nem sabiam quem era aquela velhinha simpática. Ella Fitzgerald tinha uma personalidade frágil, precisava cantar a todo momento para se sentir viva. Longe dos refletores, era uma pessoa apagada, sem nada a dizer em entrevistas. À frente deles, tornou-se uma das maiores cantoras do século. Com sessenta anos de atuação ininterrupta, Ella fez a carreira mais longa de que se tem notícia no show biz americano.

Mesmo ao passar por cirurgias delicadas – extirpou uma catarata e implantou cinco pontes de safena -, voltava aos palcos pouco depois. Só parou mesmo em 1993, quando teve as duas pernas amputadas abaixo do joelho, por complicações relacionadas à diabete, doença que acabou por matá-la no dia 15 de junho de 1996, aos 79 anos.
Pode-se festejar Ella Fitzgerald por vários motivos. Sua voz tinha uma extensão só comparável à das divas da ópera. Sua técnica era impecável. Permitia-lhe surfar pela melodia e reinventá-la. A maior contribuição de Ella à música, porém, talvez tenha sido a forma como escolheu e gravou seu repertório. Foi através de seus famosos songbooks, álbuns duplos dedicados a um único compositor, que várias gerações no mundo inteiro tomaram contato com a chamada época de ouro da canção americana, os anos 40 e 50.
Compositores como Cole Porter, Irving Berlin, Duke Ellington e os irmãos George e Ira Gershwin podem ser ouvidos nos discos de vários grandes intérpretes. Mas, com os songbooks de Ella – um deles dedicado a Tom Jobim -, eles ganharam passaporte para plateias cada vez maiores.
Ella Fitzgerald e Billie Holiday costumam ser apontadas como as duas maiores cantoras que o jazz já conheceu. Os estilos de ambas, porém, eram opostos. Billie cantava o que vivia: suas interpretações eram emotivas, torturadas – exatamente como sua vida pessoal, marcada pelas drogas.

 

As interpretações de Ella eram sempre alegres, sorridentes, celebrações entre uma cantora e seu ofício. Isso não impediu que passasse momentos difíceis na vida pessoal, marcada pelas drogas. Ella nunca chegou a conhecer seu pai verdadeiro. Foi criada em Yonkers, cidade próxima a Nova York, pela mãe e pelo padrasto, que era português e costumava surrá-la. Começou na vida artística fazendo um teste para dançarina no famoso Appolo Theater, no Harlem. Foi aprovada, mas andava tão maltrapilha que acabou não estreando no palco. Aos poucos, com a ajuda de colegas do jazz, foi-se firmando como cantora.
Ella dizia só temer uma coisa na vida: a aposentadoria. Quando ela se tornou inevitável, depois da amputação das pernas, segundo seus amigos, a mulher começou a morrer junto com a cantora.

(Fonte: Veja, 26 de junho de 1996 – Edição 1450 – Datas – Pág; 129)

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/musica/noticias – ENTRETENIMENTO / MÚSICA / NOTÍCIAS / Artistas femininas que fizeram história / por Bang Showbiz / fornecido por Microsoft News – 13/05/2021)

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