William Glasser, psiquiatra americano, aplicou sua teoria da escolha para a educação

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O psiquiatra americano William Glasser aplicou sua teoria da escolha para a educação. De acordo com esta teoria, o professor é um guia para o aluno e não um chefe .
Glasser explica que não se deve trabalhar apenas com memorização, porque a maioria dos alunos simplesmente esquecem os conceitos após a aula. Em vez disso, o psiquiatra sugere que os alunos aprendem efetivamente com você,  fazendo .
Além disso, Glasser também explica o grau de aprendizagem de acordo com a técnica utilizada.

William Glasser (Foto: cepalosllanosinfantil/Divulgação)

William Glasser (Foto: cepalosllanosinfantil/Divulgação)

William Glasser (Cleveland, Ohio, 11 de maio de 1925 – Los Angeles, Califórnia, 23 de agosto de 2013), foi um psiquiatra americano, nascido em Cleveland, em maio de 1925. Foi um grande colaborador da psiquiatria, contribuindo com a terapia da realidade e a teoria da escolha, defendendo que a maioria dos problemas psicológicos estão relacionados muitas vezes à experiência de satisfação das pessoas e não exatamente a um problema mental. Uma ideia disruptiva para a época, onde a psiquiatria convencional estimulava demasiado o uso de medicamentos.

Glasser também foi responsável por tratar de teorias mais amplas, sobre temas como casamento, gestão e até educação. Fez afirmações contundentes sobre o processo de aprendizado, a favor que de que o aluno aprenda fazendo. “A boa educação é aquela em que o professor pede para que seus alunos pensem e se dediquem a promover um diálogo para promover a compreensão e o crescimento dos estudantes” (GLASSER, 2010). Este conceito foi melhor exemplificado numa ilustração conhecida como ‘a Pirâmide de William Glasser’.

A Pirâmide de Aprendizagem de William Glasser (Foto: Sucesso em Vendas/Divulgação)

A Pirâmide de Aprendizagem de William Glasser (Foto: Sucesso em Vendas/Divulgação)

Segundo o psiquiatra, aprendemos 95% no momento de ensinar algo a alguém, 65% melhor do que quando ouvimos sobre algo e 85% a mais do que quando lemos. Isto porque durante uma explicação precisamos ter internalizado o conhecimento repassado, já que é necessário criar linhas de raciocínio coesas. Também porque no processo de transmissão é preciso pesquisar profundamente sobre o assunto, para sanar eventuais dúvidas do interlocutor e as nossas próprias. Logo, o contato mais íntimo com um conhecimento é dominá-lo a ponto de ter a capacidade de ensinar sobre ele. Afinal, ensinar é, antes de tudo, aprender.

Nessa perspectiva, como o seu escritório de advocacia aproveita o conhecimento dos colaboradores e a própria experiência prática do escritório? Nós já escrevemos aqui sobre como reter e organizar este conhecimento nas práticas do dia a dia e até usando ferramentas. Mas vamos além: qual a melhor forma de compartilhá-lo? Não esqueça que, segundo a pirâmide de William Glasser, é possível aprender 70% quando discutimos com os outros sobre um assunto. 65% a mais do que apenas ler ou ouvir, que é o que acontece quando o documento está armazenado mas não “vivo”.

 

Por isso, uma boa dica para seu escritório é promover um evento de pequenas conferências entre os colaboradores, que ao mesmo tempo serão o público e os apresentadores. Separe um dia por mês ou bimestre na agenda de trabalho da empresa, reúna os colaboradores numa sala, prepare um café especial e dê início às apresentações. Dê a chance de cada colaborador escolher um tema no qual ele(a) seja especialista e que, se possível, impacte no dia a dia de trabalho de todos. Algumas sugestões de tema podem ser:

  • boas práticas do dia a dia: sugestões de língua portuguesa, criação de e-mails mais humanos, economia de luz, economia de papel, exercitar a empatia;
  • questões técnicas: detalhes sobre o Novo CPC, especificidades do estudo do Direito, revisão de leis, opiniões sobre o mercado jurídico e curiosidades sobre alguma área do Direito, discussão sobre softwares e ferramentas;
  • inspiração: novos conceitos criativos e de organização, exercícios de relaxamento e de produtividade, propor assistir alguma outra palestra (como esta da Chimamanda Adichie, sobre o perigo de uma única história);
  • estudo de caso: permitir que um profissional demonstre como ele resolveu o processo X e qual foi lógica aplicada na demanda em questão, para que outros colaboradores possam dar suas opiniões e sugestões para próximos casos.

 

William Glasser faleceu em Los Angeles, Califórnia, aos 88 anos, em 23 de agosto de 2013.

(Fonte: http://www.projuris.com.br)

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