Stirling Moss, piloto britânico encantou nas pistas mas diferentes circunstâncias lhe impediram de alcançar a glória máxima na Fórmula 1

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Ex-piloto Stirling Moss, foi considerado pelos ingleses o “campeão mundial sem título” ao ser quatro vezes vice da F1

 

Stirling Moss, é até hoje considerado pelos ingleses o “campeão mundial sem título”

 

Com quatro vice-campeonatos e 16 vitórias nos anos 1950, britânico encantou nas pistas mas diferentes circunstâncias lhe impediram de alcançar a glória máxima na Fórmula 1

 

Sir Stirling Crawford Moss (Londres, 17 de setembro de 1929 – 12 de abril de 2020), tido como um dos grandes nomes da Fórmula 1 mesmo sem ter levantado a taça de campeão.

 

O inglês, que completou 90 anos em setembro de 2019, foi um dos maiores pilotos de todos os tempos que jamais tiveram o gosto de conquistar o título na principal categoria do automobilismo mundial.

 

A expressão “campeão mundial sem título” pode ter sido banalizada ao longo das décadas, mas no caso de Stirling Moss ela cabe. O inglês, foi um dos maiores pilotos de todos os tempos que jamais tiveram o gosto de conquistar o título na principal categoria do automobilismo mundial.

 

 

Susie e Stirling Moss em festival na Áustria, em 2015 — (Foto: Monika Fellner/Getty Images)

 

Moss conquistou quatro vice-campeonatos consecutivos, em 1955, 1956, 1957 e 1958, além de outros três terceiros lugares nos Mundiais de 1959, 1960 e 1961. Até 1991, Stirling foi o britânico com o maior número de vitórias na Fórmula 1, com 16 vitórias em apenas 66 largadas, um alto aproveitamento de 24%.

 

Stirling Moss conduz Mercedes durante o GP da Inglaterra de 1955 — (Foto: Getty Images)

 

 

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Depois de disputar corridas de Fórmula 1 isoladas entre 1951 e 1954, Stirling Moss se fixou definitivamente na categoria em 1955, na fortíssima Mercedes. Ali havia um problema que atendia pelo nome de Juan Manuel Frangio… Por mais que Moss fosse bom, o argentino era o maior expoente daquele período.

Com um quarto lugar, dois segundos e uma vitória em casa, no circuito de Aintree (Liverpool), Moss alcançou seu primeiro vice-campeonato de forma folgada, embora não tenha ameaçado o tri do argentino. Para 1956, com o fim da Mercedes, Moss se acertou com a Maserati.

Num campeonato bastante apertado com Fangio, Moss ficou com mais um vice-campeonato, apenas três pontos válidos atrás do argentino, que conquistou seu único título com a Ferrari. Aquele foi o último ano na história em que não houve nenhuma vitória de algum construtor inglês.

Isso porque a F1 começava a viver a revolução dos motores traseiros, e Moss se juntou à Vanwall depois de começar o campeonato de 1957 com uma Maserati.

Fangio ao lado de Moss durante a temporada de 1956 — (Foto: Getty Images)

Um momento muito especial de Moss na Fórmula 1 foi quando ele venceu em Aintree diante da torcida local com um carro britânico. Naquele mesmo ano, Stirling também venceu em Pescara após derrotar Fangio de forma contundente.

Mas não foi daquela vez que Moss venceria Fangio num campeonato, já que o argentino, no último ano de força da Maserati, conquistou seu quinto e último título mundial. Fangio se aposentou em 1958, o que dava boas perspectivas a Moss finalmente ser campeão.

Stirling Moss vence o GP da Inglaterra de 1957 com carro da Vanwall — (Foto: Getty Images)

No entanto, a grande oportunidade escapou: com alguns problemas de confiabilidade no carro da Vanwall, Moss viu o compatriota Mike Hawthorn se tornar o primeiro britânico campeão mundial graças à durabilidade da Ferrari. Apenas um ponto separou os pilotos ingleses, num resultado lamentado por muitos.
Numa temporada de 1959 irregular, Moss perdeu pontos preciosos no começo e reagiu tarde, vendo o título escapar para Jack Brabham. Em 1960, um grave acidente em Spa-Francorchamps impediu que ele pudesse tentar o campeonato.
Em 1961, Moss tentou o desafio de correr pela Lotus, mas as Ferraris com bico de tubarão eram praticamente imbatíveis nas mãos de Phil Hill e Wolfgang von Trips. Mesmo assim, conquistou duas vitórias antológicas, em Mônaco e em Nürburgring, onde as condições de pista permitiram ao inglês compensar a menor potência de seu carro.
Mas a carreira de Moss na Fórmula 1 estava destinada a terminar sem título, já que em abril de 1962 ele sofreu um violento acidente em Goodwood e ficou um mês em coma, além de ficar seis meses com o lado direito do corpo paralisado.

Stirling Moss, vencedor do 100º GP da Fórmula 1, em 1961 — (Foto: Reprodução)

Mesmo depois de parar de correr sem ter alcançado nenhum título mundial, Stirling Moss sempre foi muito reconhecido em seu país graças às suas brilhantes vitórias e recebeu a alcunha de “campeão mundial sem título”.
Quando as transmissões de televisão começaram a se tornar mais populares, na década de 1970, Moss usou seu prestígio para se tornar um repórter/comentarista de peso, numa função que ocupou por muitos anos.

Stirling Moss entrevista Jacques Laffite no pódio do GP da Áustria de 1976 — (Foto: Getty Images)

Paralelamente a isso, Moss seguiu como um grande embaixador da Fórmula 1 no Reino Unido e participou constantemente de exibições com carros antigos, seja nos fins de semana do GP da Inglaterra ou no Festival de Goodwood.
Numa das suas últimas exibições, Moss participou de uma ação da Mercedes com Lewis Hamilton, quando este foi contratado pela equipe, ainda em 2013. Mesmo com mais de 80 anos, Stirling guiou a velha Mercedes W196 de suas primeiras vitórias.
Em 2013, a Mercedes produziu um encontro de gerações entre Moss e o campeão Lewis Hamilton, no circuito de Silverstone.

 

 

Stirling Moss e Lewis Hamilton em Silverstone, em 2013 — (Foto: Getty Images)

 

 

Em 2015, a escuderia alemã reeditou o encontro, mas dessa vez em Monza, quando ambos guiaram carros da marca nas curvas históricas do antigo traçado italiano.

O último registro do ex-piloto com um carro de Fórmula 1 se deu em Goodwood, em 2016. Depois, com o aparecimento de problemas de saúde em 2018, o inglês finalmente tirou o pé das aparições públicas.

Indicado ao Hall da Fama do automobilismo mundial, Moss, ou melhor, Sir Stirling Moss, já que ele recebeu a honraria de Cavaleiro do Império Britânico, vivia reservadamente na Inglaterra.

Sir Stirling Moss morreu em 12 de abril de 2020, domingo de Páscoa aos 90 anos, na sua casa de Londres.

Mundo do automobilismo presta homenagem a Sir Moss.

Lewis Hamilton, hexacampeão de F1

– Hoje nos despedimos de Sir Stirling Moss, lenda do automobilismo. Eu certamente sentirei falta das nossas conversas. Sou muito grato por ter tido esses momentos especiais com ele. Estou orando e com os pensamentos na família. Que ele possa descansar em paz.

Martin Brundle, ex-piloto de F1 e comentarista da Sky Sports

– Descanse em paz, Sir Stirling Moss. Um corajoso piloto e um cavalheiro. Homem memorável. Sobreviveu a era mais perigosa do automobilismo e morreu hoje aos 90. Ele teve vitórias incríveis para contar e foi um privilégio conhecê-lo.

Valtteri Bottas, piloto da Mercedes

– Descanse em paz, Sir.

George Russel, piloto da Williams

– Descanse em paz, sir Stirling Moss. Tive de o encontrar apenas rapidamente em duas oportunidades, mas só isso já foi o bastante para entender por que ele era tão respeitado. Meus pensamentos estão com a família.

Mercedes

– Hoje, o mundo dos esportes perdeu não apenas um ícone, mas um cavalheiro. A equipe e a família Mercedes perdeu um grande amigo. Nós sentiremos sua falta, Sir Stirling.

McLaren

– Todos na McLaren sentem a perda de uma lenda do nosso esporte, Sir Stirling Moss. Um competidor prodígio, piloto talentoso e grande cavalheiro, ele deixa uma incrível marca de grandeza na história do automobilismo internacional. Condolências para a família.

(Fonte: https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/blogs/f1-memoria/post/2019/09/17 – MOTOR / FÓRMULA 1 / F1 MEMÓRIA / Por Fred Sabino – Rio de Janeiro – 17/09/2019)
(Fonte: https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia – MOTOR / FÓRMULA 1 / NOTÍCIA / Por GloboEsporte.com – 12/04/2020)
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