Roberto Duailibi, fundador da agência de publicidade DPZ
Roberto Duailibi (Crédito da Fotografia: cortesia Iara Morselli/Estadão/ REPRODUÇÃO/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)
Roberto Duailibi (nasceu em 8 de outubro de 1935, em Campo Grande (MS) – faleceu em 18 de julho de 2025), foi publicitário e escritor, era um dos nomes mais importantes da história da publicidade no Brasil.
Era o “D” da agência DPZ, que fundou em 1968 ao lado dos sócios Francesc Petit (1934-2013) e José Zaragoza (1930-2017).
Ele era um dos principais profissionais do setor no Brasil, além de ser membro da Academia Paulista de Letras desde 2015.
Formado pela Escola de Propaganda de SP em 1956, começou a trajetória profissional ainda em 1952, na Colgate-Palmolive.
Filho de libanês e brasileira, Roberto Duailibi nasceu em 8 de outubro de 1935, em Campo Grande (MS). Mudou-se para São Paulo aos 12 anos para se tornar um dos mais importantes nomes da publicidade brasileira. Coincidentemente, seu trabalho com anunciantes começou em 1952, mesmo ano da chegada dos espanhóis Petit (nascido em Barcelona) e Zaragoza (nascido em Alicante) ao Brasil.
Duailibi iniciou sua carreira na Colgate-Palmolive e, antes de formar a DPZ, atuou nas agências CIN, McCann-Erickson, J. Walter Thompson e Standard.
Ao longo da carreira, atuou como redator em algumas das principais agências do país, como a JWT, McCann Erickson e Standard Propaganda — onde chegou ao cargo de vice-presidente de criação.
O embrião da DPZ foi o estúdio de design gráfico Metro3, que Zaragoza e Petit fundaram em 1962 com o produtor gráfico Ronald Persichetti. Duailibi já colaborava para o estúdio como freelancer, enquanto gerenciava o escritório paulista da Standard, então a maior agência do País.
Os sócios da DPZ — incluindo Persichetti, que deixaria a sociedade cerca de quatro anos depois, segundo o site da agência — escolheram o dia 1º de julho de 1968 como o início oficial das atividades da agência. A DPZ começou a funcionar em uma casa na Alameda Casa Branca, em São Paulo, com 11 funcionários e dois clientes, Fotoptica e Borda do Campo (revendedora Ford).
Entre os feitos dos primeiros anos da agência, está a conquista do primeiro Leão de Ouro para o Brasil, em 1975. “Numa época em que não se falava em etarismo e ganhar Ouro no Festival da Sawa em Cannes (atual Cannes Lions) era papo restrito a europeus e norte-americanos, a DPZ conseguiu fazer história”, destaca, em seu site. “A agência mudou o referencial geográfico de Cannes. O prêmio é do filme Homem com mais de 40 anos, criado para o Conselho Nacional de Propaganda, sobre a importância de contratar pessoas acima de 40 anos.”
Em meados de 1978, a agência criou o Garoto Bombril, lançado e imortalizado por Carlos Moreno, com uma campanha que entrou para o Guinness Book, em 1994, por ter o garoto-propaganda, que ficou mais tempo no ar (com o mesmo ator) na história da publicidade mundial.
Além da atuação nas agências, Duailibi teve uma forte presença no meio acadêmico e institucional. Foi professor e diretor de cursos da ESPM de São Paulo, além de dar aulas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Também presidiu por duas gestões a Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP) e ocupou cargos em conselhos de entidades como a Fundação Bienal de São Paulo e o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.
Duailibi também se destacou como escritor e palestrante. Publicou diversos livros como “Criatividade & Marketing”, escrito em parceria com Harry Simonsen Jr., em que apresentou o conceito da “régua heurística”, voltado à estimulação da criatividade dentro das empresas.
Também é autor de “Cartas a um Jovem Publicitário”, lançado em 2005, e da coleção “Ideias Poderosas”, em parceria com Marina Pechlivanis.
Roberto Duailibi morreu na sexta-feira, 18.
O velório ocorreu n0 sábado, 19, no Cemitério do Morumbi, das 9h às 16h.
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