Roberto Cardoso Alves, ex-deputado federal e ex-ministro da Indústria e Comércio

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Ex-deputado liderou Centrão

 

“CARDOSÃO” — Nos anos 80, o deputado federal Roberto Cardoso Alves, líder do chamado “Centrão”, dá entrevista no recinto da Fapi em Ourinhos. (Foto: UOL/ Divulgação)

 

Roberto Cardoso Alves (Aparecida, 24 de abril de 1927 — Santana de Parnaíba, 27 de janeiro de 1996), ex-deputado federal e ex-ministro da Indústria e Comércio. Ficou famoso por cunhar a frase “é dando que se recebe”, numa referência à troca de favores entre o Executivo e o Congresso Nacional.

O ex-deputado federal pelo PTB e ministro do governo José Sarney (85-90) Roberto Cardoso Alves, liderou o Centrão, grupo suprapartidário conservador.

O advogado e fazendeiro Roberto Cardoso Alves nasceu em Aparecida (SP) em 24 de abril de 1927. Em 58, foi eleito, pelo PDC (Partido Democrata Cristão), deputado estadual. Reeleito, ficou na Assembleia de São Paulo até 67.

Nesse ano, iniciou o primeiro mandato de deputado federal. Em 69, na Arena, que apoiava o regime militar, foi cassado por se opor à cassação de Márcio Moreira Alves, do MDB. Voltou à política em 77, como vereador em São Paulo pelo MDB. Em 1979, retornou à Câmara dos Deputados.

No Congresso constituinte, no PMDB, “Robertão” liderou o Centrão, grupo suprapartidário conservador, e fez a “releitura” de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe”, disse para explicar o apoio de deputados ao governo José Sarney (85-90), em especial ao mandato de cinco anos.

Em agosto de 88, deixou a Câmara para ocupar o cargo de ministro da Indústria e Comércio. No ano seguinte, assumiu o Ministério do Desenvolvimento Industrial, Ciência e Tecnologia.

Apesar de denúncias de irregularidades, ficou na pasta até o fim do governo. Em 90, entrou no PTB. Foi eleito deputado federal. Em 94, não conseguiu se reeleger.

Roberto Alves morreu no dia 27 de janeiro de 1996, aos 68 anos, vítima de um acidente de carro na Rodovia Castello Branco, em São Paulo, na região de Santana do Parnaíba (40 km a oeste São Paulo).

Cardoso Alves foi enterrado ontem às 17h50 no cemitério Santa Rita, em Aparecida (170 km a nordeste de São Paulo), sua cidade natal. O enterro foi acompanhado por cerca de cem pessoas.
O acidente aconteceu às 19h20 de anteontem. A caminhonete em que o ministro viajava perdeu o controle e caiu em uma ribanceira de cerca de 70 metros de altura.

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Cardoso Alves voltava da fazenda Santa Cecília, de sua propriedade, em Porto Feliz (SP). Segundo sua mulher, Olga Duarte Cardoso Alves, ele costumava ir todos os sábados à propriedade.

O ministro viajava na frente, ao lado do motorista José Barbosa, 29, que não sofreu ferimentos. Outras duas pessoas que estavam no banco traseiro ficaram feridas.

Alberto Whately Neto, 52, teve ferimentos graves e foi levado para o pronto-socorro de Barueri (SP). Maria Piedade Nogueira, 49, teve ferimentos leves.
O velório foi realizado anteontem na Assembleia Legislativa de São Paulo. No início da tarde, o corpo foi levado para Aparecida.

Olga disse que não sabe o motivo do acidente. Segundo a Polícia Rodoviária, pode ter sido o estouro de um dos pneus do carro.

O perito Edson Lemos dos Santos disse que não pode determinar se o ex-deputado usava cinto de segurança na hora do acidente.

“Quando eu cheguei no local, o corpo estava fora do carro”, afirmou. Segundo ele, Cardoso Alves teve um corte grande e profundo. O choque provocou a morte.

A mulher do ex-deputado afirmou que a família não vai pedir investigações à polícia. Segundo ela, a morte do marido foi um “desígnio de Deus”.

No enterro estavam presentes três filhos de Cardoso Alves -Roberto Duarte, Marcos e Eliana Duarte. As filhas do casal, Rute e Ângela, estão no México.

(Fonte: Veja, 7 de fevereiro de 1996 – Edição 1430 – Datas – Pág; 92)

(Fonte: Veja, 13 de setembro de 1989 – ANO 22 – N° 36 – Edição 1096 – Livros/ Márcio Chaer – Nos Porões do SNI/ Por Ayrton Baffa – Pág: 123/124)

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/1/29/brasil – FOLHA DE S.PAULO – BRASIL – DA REDAÇÃO – 29 de janeiro de 1996)

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