Randal Juliano, foi apresentador do famoso programa “Astros do Disco”, da TV Record, por 14 anos

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Randal Juliano Mattosinho (Barra Bonita, 20 de abril de 1925 – São Paulo, 10 de julho de 2006), ator, jornalista e radialista, foi apresentador do famoso programa “Astros do Disco”, da TV Record, por 14 anos. Foi um dos apresentadores dos festivais de MPB da Record no final da década de 60 e comandou programas da Rádio Jovem Pan, onde permaneceu até 1986.

Randal apresentou os programas Show da Manhã e São Paulo Agora, da Rádio Jovem Pan. Na década de 1990, apresentou os jornais da Rádio USP e foi professor de comunicação das Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM) e da Universidade São Judas Tadeu. A relação de Randal com o rádio começou em 1944, na Rádio Panamericana de São Paulo, e terminou em 1995, na Rádio USP.

Dividido entre a apresentação dos musicais e a locução de esportivos, Randal permaneceu no cast da Rádio Jovem Pan até 1986, quando resolveu se dedicar apenas às gravações da TV Cultura, onde começou a trabalhar em 1982, como animador do “Vestibular da Canção”, uma competição musical disputada por colégios da capital.

Em 1990 Randal foi para a Gazeta, primeiro como âncora do “Jornal da Gazeta”, depois como diretor de jornalismo. “Assisti à maior demissão em cadeia da televisão brasileira”, recorda. Randal só deixou a telinha para frequentar a Faculdade de Filosofia da USP, que concluiu em 1995.

“Percebi que estava ultrapassado, então resolvi enfrentar as apostilas de cursinho”, conta. O veterano homem de rádio e TV deixou a profissão em 1991, sentindo-se ultrapassado. Foi para a faculdade, formou-se em Filosofia. Passagem polêmica. No final da década de 1960, Randal Juliano comandava um quadro do programa Guerra é Guerra, da TV Record, e apresentava Astros do Disco, que contava com a participação de cantores da Jovem Guarda e do Tropicalismo.

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Na ocasião, em 1968, logo após a edição do AI-5, Randal leu e comentou uma nota de jornal que noticiava que Caetano e Gil haviam provocado baderna na casa noturna Sucata, do Rio de Janeiro, e cantando o Hino Nacional com uma letra obscena.

Em 1992, Caetano Veloso declarou em entrevista ao Caderno 2 do Estado de S. Paulo que o comentário de Randal havia precipitado sua prisão e a de Gilberto Gil – e o posterior exílio de ambos em Londres. “Minha intenção foi esculhambar um cara que desrespeitou o Hino Nacional, coisa que repetiria hoje”, disse Randal ao Estadão no mesmo ano.

Dias depois, ele foi entrevistado por Jô Soares no programa Jô Soares Onze e Meia, do SBT. “Se eu adivinhasse, se eu intuísse, se eu percebesse, se eu tivesse uma premonição qualquer, ou um aviso vindo de qualquer lugar desse mundo, de outro mundo, que os fatos aconteceriam da maneira como aconteceram, eu não teria feito aquele comentário”, disse Randal. “Depois, descobri que aquilo havia sido plantado”, comentou.

Randal Juliano faleceu em São Paulo, em 10 de julho de 2006, aos 81 anos.

(Fonte: http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral – NOTICIAS – GERAL – CULTURA – 10 JULHO 2006)

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