Pela primeira vez, há mais chineses do que americanos entre os 10% mais ricos do mundo

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Pela 1ª vez, há mais chineses ricos do que americanos

Estudo diz que China tem 1 milhão de adultos ricos a mais que os EUA.

 

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China é segundo país com mais milionários no mundo, atrás apenas dos EUA — (Foto: Unplash)

Chineses ultrapassam americanos e lideram grupo dos 10% mais ricos do mundo pela 1ª vez, diz Credit

 

Em 2019, parcela dos mais afortunados é composta por 100 milhões de adultos da China, contra 99 milhões dos EUA, mostra estudo.

Pela primeira vez, há mais chineses do que norte-americanos entre os 10% mais ricos do mundo, aponta relatório do banco Credit Suisse. Segundo o estudo, a China agora tem 100 milhões de pessoas no seleto grupo, contra 99 milhões dos Estados Unidos.

Para estar entre os 10% mais ricos, é preciso ter uma fortuna de US$ 109,43 mil em ativos líquidos (ou seja, que podem ser convertidos em dinheiro rapidamente). Para estar entre os 1% mais ricos, o valor é de US$ 936,43 mil.

Na média, porém, norte-americanos ainda são muito mais ricos que os chineses: cada adulto tem US$ 432,36 mil, contra US$ 65,9 mil. Já a riqueza média do brasileiro ficou em US$ 23,5 mil, segundo o estudo do Credit.

EUA têm mais milionários

Além disso, a quantidade americanos que têm mais de US$ 1 milhão ainda é quatro vezes maior do que a de chineses: 18,6 milhões (ou 40% do total de milionários do mundo, em primeiro lugar), contra 4,4 milhões (ou 10%, em segundo lugar).

Países com mais milionários no mundo em 2019

Chineses ultrapassam americanos e lideram grupo dos 10% mais ricos do mundo pela 1ª vez

De 2018 para 2019, o número de milionários no mundo cresceu de 45,64 milhões para 46,79 milhões (mais 1,14 milhão). O Brasil foi o sexto país que mais ganhou milionários: passou de 217 mil para 259 mil (mais 42 mil). Veja na tabela:

Pela 1ª vez, há mais chineses ricos do que americanos

Mundo trilhões mais rico

A riqueza do mundo cresceu 2,6% de 2018 para 2019, chegando a US$ 360,60 trilhões. “Isso representa uma melhoria em relação ao declínio visto de 2014 a 2015, mas ainda está abaixo do crescimento médio registrado desde a crise financeira em 2008”, destaca o Credit no estudo.

Comparando o total de ganhos e perdas entre as principais economias, os Estados Unidos foram o país que mais contribuiu para esse aumento, com US$ 3,8 trilhões. Em segundo lugar vem a China, com US$ 1,9 trilhão, seguida por Japão (US$ 930 bilhões), Índia (US$ 625 bilhões) e Brasil (USD 312 bilhões).

As maiores perdas ocorreram na Austrália (menos US$ 257 bilhões), Turquia (US$ 257 bilhões) e Paquistão (US$ 141 bilhões).

Desigualdade

O levantamento mostrou também que há uma desigualdade. A metade mais pobre da população, junta, detinha menos de 1% de toda a riqueza global até meados de 2019, enquanto os 10% mais ricos concentravam 82% da riqueza, e o 1% mais rico, 45%.

(Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/10/21- Economia / NOTÍCIA / Por Luísa Melo, G1 – 21/10/2019)
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