Na Antiguidade, a medicina é vista como manifestação de um poder divino de cura. É exercida por sacerdotes e associada a rituais religiosos e de magia. Paralelamente aos tratamentos místicos, a medicina empírica continua a se desenvolver na Mesopotâmia, Egito e no vale do rio Indo (atual região do Paquistão).
Estudos na Mesopotâmia – A medicina desenvolvida na Mesopotâmia é talvez a mais antiga. Ali surgem as primeiras descrições do corpo humano. O coração é considerado sede da inteligência; e o fígado, o centro da circulação. Para os povos da Mesopotâmia (atual região do Iraque), a interpretação dos sonhos é tida como importante atribuição dos médicos.
Regulamentação da profissão – Surge pela primeira vez em 1950 a.C. no código de Hamurabi que, nos assuntos referentes a saúde, legisla sobre aborto, honorários e penalidades profissionais de médicose veterinários.
Ayurveda – É o mais importante tratado de medicina hindu da Antiguidade. Surge por volta de 800 a.C. e reúne rituais mágicos e indicações de plantas terapêuticas. A doença, segundo o Ayurveda, é resultado de um desequilíbrio no corpo. A prática cirúrgica ayurvédica, uma das mais avançadas da Antiguidade, inclui enxertos de pele e cauterizações.
Culto a Asclépio – Na Grécia Antiga, a medicina é praticada nos templos consagrados a Asclépio (Esculápio, para os romanos), deus da medicina. Os doentes são induzidos ao sono profundo e, nos sonhos, Asclépio cura e indica remédios. Nos templos, os oráculos revelam também as entidades Panacéia (deusa da cura, hoje significa remédio para todos os males) e Higéia (deusa da saúde, origem do termo higiene), filhas de Asclépio.
Mito de Asclépio – Namitologia grega, Asclépio é filho de Coronis e Apolo. Por ciúme, Apolo mata Coronis ainda grávida. Arrependido, faz a criança nascer e encarrega o centauro Quiron de sua criação. Com o centauro, Asclépio aprende a curar e torna-se um médico reconhecido e obcecado por vencer a morte. Passa a ter fama de ressuscitar mortos. Zeus fica enfurecido com essa subversão da ordem natural e mata o médico com um raio. Depois de sua morte, Asclépio é recebido como um deus e forma a constelação de Sagitário.
Caduceu – É desde 2.000 a.C. associado à medicina. A figura da serpente enrolada em um bastão tem inúmeras interpretações. O bastão pode simbolizar o reinado do espírito sobre o corpo ou a árvore da vida em volta da qual se enrola a serpente (vaidade ou morte), domada e submissa seu veneno transforma-se em remédio. Na Babilônia, a serpente do caduceu representa a renovação (pela troca de peles) e a longevidade. O símbolo da medicina é muitas vezes confundido com o caduceu de Hermes ou de Mercúrio (com duas serpentes entrelaçadas), símbolo de que o portador é uma pessoa sagrada, importante.
MEDICINA SACERDOTAL
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