Marília Kranz, artista plástica carioca, ficou conhecida pela postura libertária com que enxergava a sexualidade

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ARTISTA PLÁSTICA MARÍLIA KRANZ; ‘REFINADA E PROVOCADORA’

 

Obra de Marília Kranz (Marília Kranz/Divulgação)

 

Carioca também ficou conhecida pela postura libertária com que enxergava a sexualidade

 

A artista plástica teve participação intensa no circuito das artes do Rio de Janeiro

 

A artista plástica Marília Kranz teve participação intensa no circuito das artes do Rio de Janeiro (Reprodução/André Coelho/Twitter)

 

Marília Kranz (Rio de Janeiro, RJ, 1937 – Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2017), pintora, desenhista, gravadora e escultora.

Carioca, nascida em 1937, Marilia Kranz era pintora, desenhista, gravadora e escultora, formada em 1956 pela então Escola Nacional de Belas Artes, hoje Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em 1968, fez sua primeira exposição na Galeria Oca. Até 2004, foram outras 17 individuais e dezenas de coletivas, em galerias de arte e museus do Brasil e de vários países.

A artista plástica carioca teve participação intensa tanto no circuito das artes quanto na vida social da cidade, Marília era conhecida por sua personalidade forte e atuante. Millôr Fernandes (1923-2012), certa vez a definiu como “refinada e provocadora”. Com o pseudônimo de Madame K, era personagem frequente nas colunas do crítico gastronômico carioca Roberto Marinho de Azevedo, o Apicius, no “Jornal do Brasil”.

Em 1956, Marília cursou a Escola Nacional de Belas Artes e, dez anos depois, participou de sua primeira exposição coletiva. Em 1968, fez a sua inaugural exposição solo, na galeria Oca. Em 1989, foi convidada para produzir um painel para o Rockfeller Plaza de Nova York.

Além da militância no mundo das artes, Marília se destacou no campo dos costumes. Ainda jovem, ficou conhecida pela postura libertária com que enxergava a sexualidade. Em entrevista ao GLOBO em 2003, disse:

— A trajetória da mulher do meu tempo é completamente revolucionária. Nós fizemos a grande revolução do século passado, que foi a liberação sexual. Eu, por exemplo, nunca dei para um homem, eles é que deram para mim.

Sobre suas obras, o crítico de arte Miguel Jorge escreveu: “O equilíbrio delicado da pintura de Marília, com o saber da individualidade, impõe-se pela dualidade de: espaço x sonhos que podem ser ampliados através da visão pluralista das situações propostas por ela, como um caleidoscópio: volumes de cores, luz, transparências, efeitos visuais, sem truques, como o desabrochar das flores num ritual erótico… A mente de Marília capta, com agilidade, os corpos em floração das plantas, projetando-os com êxtase.”

Liderança também na política, chegou a ser presa durante a ditadura e e foi uma das fundadoras do Partido Verde (PV).

Marília Kranz se formou na Escola Nacional de Belas Artes e ganhou projeção internacional. Os especialistas sempre exaltaram a capacidade rara que ela tinha de equilibrar delicadeza e exuberância visual.

Marília Kranz morreu em 20 de dezembro de 2017, aos 80 anos, no Rio de Janeiro.

(Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais – CULTURA – ARTES VISUAIS / POR O GLOBO – 20/12/2017)

(Fonte: https://casaclaudia.abril.com.br/arte – ARTE / Por Da Redação – 21 dez 2017)

(Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia – RIO DE JANEIRO – NOTÍCIA / Por Nicolás Satriano, G1 Rio – 20/12/2017)

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