Julian Bond, ativista norte-americano de direitos civis, foi o primeiro presidente do SPLC, organização internacional dedicada aos direitos civis

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Ativista norte-americano de direitos civis

Ex-líder do Naacp atuou em defesa dos direitos da população negra.

 

 

Foto de arquivo de 1999 de Julian Bond, líder do NAACP (Foto: Reuters/Jeff Christensen)

 

 

Horace Julian Bond (Nashville, Tennessee, 14 de janeiro de 1940 – Fort Walton Beach, Flórida, 15 de agosto de 2015), ativista norte-americano dos direitos civis e ex-líder da Naacp (associação de defesa dos direitos da população negra), que surgiu como um dos estudantes ativistas mais proeminentes nos turbulentos anos 1960.

 

Bond foi o primeiro presidente do SPLC, organização internacional dedicada aos direitos civis, da qual Bond foi seu primeiro presidente entre 1971 e 1979, e depois membro vitalício da direção. Bond, que nasceu em Nashville, no Tennessee, em janeiro de 1940, foi um “visionário e incansável batalhador pelos direitos civis e humanos” e que defendeu “cada pessoa alvo de opressão e discriminação”.

 

Bond foi presidente do SPLC de 1971 a 1979. De 1998 a 2010, ele foi presidente da NAACP.

 

O ativista de direitos civis nos Estados Unidos Julian Bond foi presidente da principal associação do país para a defesa dos direitos dos afro-americanos, a NAACP.

 

Na época em que Bond surgia no cenário nacional durante o agitado verão de 1968, o então ativista negro de 28 anos já estava se juntando ao panteão dos grandes ativistas pelos direitos civis nos EUA.

 

Neto de escravo, ele chegou a Chicago naquele ano para a convenção do Partido Democrata na função de líder de um grupo de insurgentes políticos vindos da Geórgia.

 

Durante a convenção, os norte-americanos testemunharam as intensas imagens de protestos de rua, brutalidade policial e anarquia política em um país que já fervilhava com a Guerra do Vietnã, a discriminação racial e a disparidade econômica.

 

Nomeado para vice-presidente dos EUA

 

Bond foi o primeiro negro nomeado para a vice-presidência dos Estados Unidos por um grande partido político, mas teve que desistir da candidatura porque era sete anos mais jovem que o necessário para ocupar o segundo cargo mais alto da democracia norte-americana.

 

Mesmo antes da convenção dos democratas, Bond já havia acumulado feitos significativos. Quando estudava na Universidade de Morehouse em 1960, organizou um grupo que realizava manifestações pacíficas com o objetivo de poder frequentar salas de cinema, balcões de lanchonete e outros locais públicos em Atlanta.

 

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Na sequência, foi um dos fundadores do Comitê Não-Violento de Coordenação Estudantil, organizado por estudantes universitários negros que se manifestavam pacificamente em todo o Sul do país.

 

“Fui um dos muitos que agarrou a oportunidade que as manifestações dos anos 1960 ofereciam – que era combater a segregação do jeito mais simples: sentando”, disse Bond em entrevista à Reuters em 2006.

 

Vida política

 

Em 1965, Bond foi eleito pelo Partido Democrata para a Câmara dos Representantes da Geórgia. Mas membros daquela legislatura se recusaram a empossá-lo, citando sua oposição à Guerra do Vietnã, uma postura que eles consideravam “repugnante” e “inconsistente” diante do juramento que ele deveria fazer.

 

Para Bond, seus opositores tinham uma motivação muito maior do que sua opinião sobre a guerra.

 

“Suspeito fortemente que minha raça também foi um motivo. Eu era parte de um grupo de parlamentares negros eleitos para a Câmara pela primeira vez desde a Reconstrução (fim da Guerra Civil)”, disse Bond em 2006.

 

Antes que Bond fosse autorizado a ocupar a cadeira na Câmara da Geórgia um ano mais tarde, ele teve que vencer duas vezes uma reeleição para seu próprio assento vago, e a Suprema Corte norte-americana acabou decidindo por unanimidade que seus direitos haviam sido violados. Bond acabou servindo por 20 anos como deputado e depois senador pela Geórgia.

 

Em 1986, Bond se empenhou em uma mal sucedida campanha pela Câmara dos Representantes dos EUA em Washington, sendo derrotado por outro gigante dos direitos civis, John Lewis.

 

Bond também deu aula em diversas universidades e se tornou um aclamado escritor. Nos últimos anos, era comentarista regular no “The Today Show”, e chegou a apresentar o famoso programa de comédia da NBC “Saturday Night Live.”

 

Julian Bond faleceu em 15 de agosto de 2015, aos 75 anos. Bond morreu em Fort Walton Beach, na Flórida, de acordo com comunicado do SPLC (Southern Poverty Law Center).

“O país perdeu uma de seus mais apaixonadas e eloquentes vozes pela causa da justiça”, disse Morris Dees, fundador do Southern Poverty Law Center.

“Julian Bond foi um herói e, eu sou privilegiado em poder dizer isso, um amigo. Justiça e igualdade eram a missão que guiava sua vida”, disse o presidente norte-americano Barack Obama em comunicado. “Julian Bond ajudou a mudar esse país para melhor.”

Por sua vez Chad Griffin, presidente da Campanha de Direitos Humanos, uma das organizações mais importantes em defesa dos direitos do público gay, disse que Bond era o “guerreiro do bem”, que também apoiou os direitos da comunidade LGBT.

“Poucos em toda a história da humanidade encarnaram os ideais de honra, dignidade, coragem e amizade como Julian Bond”, disse Griffin.

(Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/mundo/estados-unidos – NOTÍCIAS / MUNDO / ESTADOS UNIDOS – 16 AGO 2015)

(Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08 – MUNDO / NOTÍCIA / Da Reuters – 16/08/2015)

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