Joseph Shaplen, foi correspondente estrangeiro, editor de jornalismo, autor, linguista, tradutor — em cada uma dessas áreas, ele era talentoso, mas preferia ser conhecido simplesmente como jornalista, foi repórter veterano do The New York Times e especialista em trabalho

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JOSEPH SHAPLEN, REPÓRTER VETERANO;

Escritor trabalhista do The Times por muitos anos — antes correspondente na Rússia

Repórter especializado em assuntos trabalhistas do The Times por muitos anos — ex-correspondente na Rússia.

 

 

Joseph Shaplen (nasceu em Kishineff, Rússia, em 27 de dezembro de 1893 — faleceu em 4 de junho de 1946), foi repórter veterano do The New York Times e especialista em trabalho.

O Sr. Shaplen nasceu em Kishineff, Rússia, em 27 de dezembro de 1893, filho de Frank e Sarah Shaplen. Ele foi educado nas escolas primárias russas e veio para este país com seus pais aos 13 anos. Ele frequentou escolas na Filadélfia e conseguiu trabalho em uma linha mercantil lá, mas depois de um curto período se cansou disso e entrou para o jornalismo como repórter júnior para o The Philadelphia Press.

Mais tarde, transferiu-se para o The Philadelphia Public Ledger e lá trabalhou até ser enviado à Rússia pela The United Press em 1917. Joe Shaplen não era um trabalhador comum no ramo jornalístico. Correspondente estrangeiro, editor de jornalismo, autor, linguista, tradutor — em cada uma dessas áreas, ele era talentoso, mas preferia ser conhecido simplesmente como jornalista.

Versátil como repórter

Ele era reconhecido como um bom sujeito. Por quase três décadas, seguiu sua vocação, reportando e escrevendo, aqui e no exterior. Embora suas atribuições tratassem principalmente de assuntos que se tornaram sua especialidade – Rússia e relações exteriores em geral –, sua versatilidade lhe permitiu cobrir todo tipo de história. O conhecimento do Sr. Shaplen sobre a Rússia, seu povo e sua política era de primeira mão.

Quando jovem, foi correspondente naquele país, cobrindo a revolução de 1917 para a The United Press. A intensidade de seus sentimentos o levou a participar ativamente da política russa após a queda do Czar, e foi relatado que ele se tornou secretário de Alexander Kerensky (1881 — 1970), presidente provisório da breve república que precedeu a chegada dos bolcheviques e a organização dos sovietes.

Daí sua franca antipatia pelo regime soviético e por Stalin. Vinte anos depois, o Sr. Shaplen, em carta ao The Times, respondeu a um ataque contra si mesmo, por parte de um grupo de escritores americanos, que os caracterizava como “ladrões trotskistas da caneta”. O ataque, ele disse, foi feito pela Literaturnaya Gazetta de Stalin.”

O Sr. Shaplen se declarou “culpado” por ter desagradado Stalin “por uma franca aversão ao regime de terror e expurgos de sangue instituído por Lenin e Trotsky e levado à sua fruição lógica e inevitável sob Stalin.” “Confesso, também”, escreveu ele, “uma fé inabalável na capacidade suprema do povo russo de se livrar da pessoa que agora o governa, assim como se livrou de Nicolau II.”

Em Berlim para o The Tribune

O Sr. Shaplen foi correspondente em Berlim para o The New York Tribune em 1924, escrevendo principalmente sobre a ainda incipiente experiência soviética de governo. Enviou despachos sobre assuntos europeus após a Primeira Guerra Mundial de Roma, Genebra e outras capitais. Retornando a este país, juntou-se à equipe do The Times em 1929, contribuindo com resenhas para a seção Sunday Book Review e cobrindo o julgamento de dezesseis grevistas acusados do assassinato do chefe de polícia de Gastonia na sangrenta explosão de greves do novo Sul industrial.

No mesmo ano, o Sr. Shaplen reportou para seu jornal o décimo terceiro Congresso Internacional de Fisiologia realizado na Escola Médica de Harvard e, em 1930, escreveu a matéria principal para o The Times sobre a primeira travessia aérea sem escalas do Atlântico para o oeste, realizada pelo Capitão Dieudonné Coste (1892 — 1973) e Maurice Bellonte (1896 – 1983), aviadores franceses.

Fez a tradução do livro de Savinkov

Em 1931, o Sr. Shaplen escreveu a tradução, o prefácio e o epílogo de “Memórias de um Terrorista”, de Boris Savinkov (1879 – 1925). Simeon Strunsky (1879 – 1948), em uma resenha no The Times, descreveu o livro como a história emocionante de uma guerra de seis anos travada pela Organização de Combate do Partido Socialista-Revolucionário Russo contra o sistema czarista.

Em 1934, o Sr. Shaplen, com David Shub, editou “Socialismo, Fascismo, Comunismo”, publicado pela Liga Americana pelo Socialismo Democrático. Ao escrever “O Socialismo Americano na Encruzilhada”, o Sr. Shaplen descobriu que a fraqueza fundamental do movimento socialista nos Estados Unidos era que ele nunca havia se tornado americano.

Ele precisava, disse ele, se libertar de fórmulas estrangeiras, alemãs ou russas, e acrescentou: “Até que se torne americano, nunca alcançará qualquer influência política importante neste país.” Como especialista em trabalho, o Sr. Shaplen cobriu, nos últimos anos, convenções nacionais da Federação Americana do Trabalho e do Congresso de Organizações Industriais, bem como conclaves nacionais, estaduais e locais dos grandes sindicatos filiados, incluindo o United Mine Workers, o United Automobile Workers, o International Ladies Garment Workers e o Amalgamated Clothing Workers. Ele cobriu as disputas e greves nas minas durante os anos de guerra, além de muitas reuniões trabalhistas e comunistas. Em abril de 1939, na formação do Overseas Press Club, foi eleito seu tesoureiro.

Joseph Shaplen morreu de ataque cardíaco às 20h45 da noite de 4 de junho de 1946 em seu apartamento na Rua Treze Oeste, 8. Ele estava doente desde setembro.

Ele deixa uma viúva, Sonia, um filho, Robert, chefe do Escritório de Xangai da Newsweek; um irmão, Ernest, e duas irmãs, Sra. Sabina Keyser e Sra. David Rice.

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1946/06/05/archives – New York Times/ Arquivos/ por Arquivos do New York Times – 5 de junho de 1946)

Sobre o Arquivo
Esta é uma versão digitalizada de um artigo do arquivo impresso do The Times, antes do início da publicação online em 1996. Para preservar esses artigos como apareceram originalmente, o The Times não os altera, edita ou atualiza.
Ocasionalmente, o processo de digitalização introduz erros de transcrição ou outros problemas; continuamos trabalhando para melhorar essas versões arquivadas.
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