João Gilberto, foi um dos nomes mais importantes da música brasileira, pai da bossa nova e lenda da música brasileira

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Cantor e compositor João Gilberto, um dos músicos mais importantes da cultura nacional, foi pai da bossa nova e lenda da música brasileira

 

 

 

Um dos músicos mais importantes da cultura nacional, João Gilberto. (Foto: Leonardo Aversa / Agência Globo)

 

 

Artista baiano redefiniu a música brasileira com seu modo de cantar e a batida revolucionária de seu violão

 

 

João Gilberto Pereira de Oliveira (Juazeiro, Bahia, 10 de junho de 1931 – 6 de julho de 2019), cantor e compositor, considerado um dos pais da bossa nova.

Um dos ícones da bossa nova, responsável por revolucionar a maneira de cantar e tocar violão, João Gilberto estreou em 1959, com o disco Chega de Saudade, que, junto aos álbuns seguintes, O Amor, o Sorriso e a Flor (1960) e João Gilberto (1961), ajudaram a criar, popularizar a internacionalizar a bossa nova.

João Gilberto Prado Pereira de Oliveira, nascido em Juazeiro, Bahia, em junho de 1931, revolucionou a música brasileira. Contribuiu decisivamente para tornar a bossa nova um estilo musical reconhecido em todo o mundo.

 

João Gilberto lançou discos clássicos como Chega de Saudade (1958), O Amor, o Sorriso e a Flor (1962) e Getz/Gilberto (1964), que revolucionaram a maneira de tocar violão e influenciaram gerações de artistas.

 

 

 

Trajetória

 

 

João Gilberto nasceu em Juazeiro, no sertão baiano, em 1931. Com 18 anos mudou-se para Salvador, onde se tornou crooner da Rádio Sociedade da Bahia. Em 1950 foi para o Rio de Janeiro e fez parte de alguns conjuntos musicais, mas foi expulso por indisciplina.

 

Em 1958, fez participação como violonista no disco de Elizete Cardoso, com canções de Tom Jobim e Vinícius de Morais. Em março de 1959, lançou Chega de Saudade, considerado por muitos o marco inicial da bossa nova. No disco, João abriu um novo caminho para um novo estilo de tocar violão, com uma batida e uma harmonia diferentes e o canto doce que influenciou, como disse Tom Jobim, “toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores”.

 

Dois anos depois, lançou “O Amor, o Sorriso e a Flor”, da faixa “Samba de Uma Nota Só”. Em 1962, dividiu o palco com Vinícius de Morais, Tom Jobim e o grupo vocal Os Cariocas. Apresentou-se no Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall de Nova York, onde fixou residência e lançou vários discos de sucesso, como a parceria com Stan Getz, Getz/Gilberto, de Garota de Ipanema, pelo qual recebeu um Grammy de melhor álbum em 1965.

 

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Apresentou-se em festivais e grandes casas de espetáculo, da Europa ao Japão, e fez parcerias ao redor do mundo. Em 1980, voltou a residir no Rio de Janeiro. Os últimos discos de João Gilberto foram João, Voz e Violão (2000), que recebeu o Grammy na categoria best world music album, e o João Gilberto in Tokyo (2004).

 

 

Depois de longo período fora dos palcos, em 2008 apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, celebrando 50 anos da bossa nova.

 

João foi casado com as cantoras Astrud Gilberto e Miúcha –irmã de Chico Buarque, que morreu em dezembro de 2018, aos 81 anos– e com Cláudia Faissol, sua empresária.

 

 

 

Pai da bossa nova

 

 

João Gilberto concluiu em 1961 a trilogia de álbuns fundamentais que apresentaram a bossa nova ao mundo: “Chega de saudade” (1959), “O amor, o sorriso e a flor” (1960) e “João Gilberto” de 1961.

O álbum que marcou o início do gênero em 1959, “Chega de saudade”, traz a música de mesmo nome composta por Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980).

A canção havia sido apresentada em um LP em abril de 1958 por Elizeth Cardoso (1920-1990), mas a versão mais conhecida, com a voz de João, foi lançada em agosto do mesmo ano.

Depois de alguns anos morando em Aracaju (SE), onde passou a tocar na banda escolar, voltou à sua cidade-natal e, aos 14 anos, ganhou o primeiro violão do pai.

Depois da consagração, lançou criações próprias e seguiu com shows e discos que se tornaram obras de arte, como é o caso de “Amoroso”, álbum gravado nos Estados Unidos entre 1976 e 1977 sob o selo Warner Music.

O álbum foi relançado no Brasil em formato longo durante os festejos dos 60 anos da Bossa Nova. O álbum celebra o encontro harmonioso do artista brasileiro com o maestro alemão Claus Ogerman (1930 – 2016).

 

A produção de João foi objeto de uma disputa judicial em 2018. A defesa do cantor pedia uma revisão no valor de uma indenização da gravadora EMI Records, hoje controlada pela Universal Music. Em 2015, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a empresa de vender os discos do artista sem seu consentimento. A Universal não comenta o caso.

 

Começo de carreira

Por volta dos 16 anos de idade, abandonou os estudos para se dedicar à música após se mudar para Salvador (BA). Anos depois vai para o Rio de Janeiro, ao ser convidado para fazer parte do grupo Garotos da Lua.

Ao deixar o grupo, chegou a gravar alguns singles, ainda antes de criar a batida característica da bossa nova, mas não conseguiu sucesso.

Depois de algum tempo dedicado ao estudo de harmonia na música, percebe que ao cantar mais baixo e manter a batida poderia adiantar ou atrasar o canto. Esse novo tempo criado foi o responsável por encantar o compositor Roberto Menescal, que o apresentou a pessoas como o produtor musical Ronaldo Bôscoli.

Tom Jobim viu neste novo estilo uma forma de modernizar o samba ao simplificar seu ritmo, e resolveu apresentar o João uma música que tinha escrito com Vinicius de Moraes mas que estava encostada, “Chega de Saudade”.

 

Era um gênio lembrado também pelo temperamento difícil, que tinha como exemplo mais contundente sua preferência pelo isolamento em seu apartamento na zona sul do Rio de Janeiro.

 

Nos últimos anos, a vida de João Gilberto passou a ser relacionada a problemas financeiros, desavenças familiares e questões relacionadas a direitos autorais de sua obra.

 

Uma sequência de problemas que abalaram o artista, cada vez mais distante de todos, e com saúde cada vez mais frágil.

 

O que permanecerá, no entanto, é seu legado musical. Com “Chega de Saudade”, disco lançado no fim da década de 50, ele deu o tom da bossa nova e abriu espaço para a geração de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque.

(Fonte: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/07/06 –  ENTRETÊ / MÚSICA / Do UOL, em São Paulo – 06/07/2019)

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2019/07/06 – POP & ARTE / MÚSICA / NOTÍCIA / Por G1 – 06/07/2019)

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