Idálio Sardenberg, militar eleito deputado constituinte pelo Paraná e a presidência da Petrobrás.

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Idálio Sardenberg (Rio Grande do Sul (RS), 1906 – Rio de Janeiro, 30 de maio de 1987), militar gaúcho que se elegeu deputado constituinte pelo Paraná em 1934 e que ocupou a presidência da Petrobrás (11 de dezembro de 1958 – 2 de fevereiro de 1961) durante o governo de Juscelino Kubitschek.

O general, cujo nome foi cogitado para o comando do I Exército na primeira metade de 1971, foi esquecido para o cargo depois que declarou não acreditar na ocorrência de atos de tortura nos quartéis militares.

Na época, Sardenberg dizia a quem quisesse ouvir que se as denúncias fossem verdadeiras seria fácil instaurar inquéritos e punir os culpados. Foi o único general de quatro estrelas do regime do AI-5 que passou para a reserva sem jamais ter feito propaganda dos atos de exceção.

Em 29 de setembro de 1971, foi alçado à chefia do Emfa, Estado-Maior das Forças Armadas, na qual permaneceu por apenas oito meses, até 2 de maio de 1972.

Em 1976, assumiu o cargo de diretor-presidente da Delfin Crédito Imobiliário, exercendo-o até 1983, quando da intervenção federal na empresa. Sardenberg faleceu no dia 30 de maio de 1987, de câncer, aos 81 anos, no Rio de Janeiro.

Em foto anexo o Presidente da República, Juscelino Kubitschek, e Presidente da Petrobras, Idálio Sardenberg, na inauguração da Refinaria Duque de Caxias em 1961.

(Fonte: Veja, 10 de junho de 1987 – Edição n° 979 – DATAS – Pág; 109)
(Fonte: www.biblioteca.presidencia.gov.br)

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