HARRY W. LAIDLER, ECONOMISTA
Harry Wellington Laidler (nascido em 18 de fevereiro de 1884, no Brooklyn, Nova Iorque, Nova York — falecido em 14 de julho de 1970 no Brooklyn), foi autor, economista e fundador da Liga para a Democracia Industrial.
O Dr. Laidler escreveu ou editou 50 livros e panfletos sobre problemas sociais e econômicos.
Como líder do movimento socialista, concorreu a cargos públicos diversas vezes e, em 1936, buscou o governo de Nova York. Sua única candidatura bem-sucedida foi para o Conselho Municipal, em 1939.
Com Upton Sinclair, Jack London e outros, o Dr. Laidler fundou a liga — conhecida então como Sociedade Socialista Intercolegial — em 1905. O Dr. Laidler liderou a organização até 1957.
O Culto Marxista foi rejeitado
Há vários anos, o Dr. Laidler lembrou que a liga “nunca havia promovido o culto marxista. Concebíamos a sociedade socialista como uma economia mista, uma economia com propriedade pública, cooperativa e privada, cujo objetivo final era a real igualdade de oportunidades para todos os homens e mulheres, para que pudessem alcançar a realização de suas potencialidades”.
A organização inspirou gerações de radicais universitários e envolveu muitos líderes americanos da atualidade. Para a história da liga, que ele estava escrevendo quando morreu, o Dr. Laidler compilou uma lista desses líderes. Ela inclui o senador Paul H. Douglas, democrata de Illinois; o Dr. Everett H. Clinchy, fundador da Conferência Nacional de Cristãos e Judeus; Babette Deutsch (1895 – 1982); o poeta Walter Lippmann (1889 – 1974), colunista; e o Dr. Sidney Hook (1902 — 1989), filósofo, da Universidade de Nova York.
Homenageado pelos colegas
No aniversário de 80 anos do Dr. Laidler, em 1964, muitas dessas pessoas se reuniram no antigo Astor Hotel para prestar homenagem ao ainda saudável e vigoroso líder socialista.
Entre outras coisas, eles lembraram que antes da Segunda Guerra Mundial, o Dr. Laidler havia alertado que o Hitlerismo não poderia ser detido apenas pelas armas e apelou para ações econômicas e sociais para erradicar “os males que provavelmente gerariam descontentamento com as instituições democráticas”.
Num discurso de 1940, ele ofereceu um programa de quatro pontos de “resistência ao fascismo”.
Este programa compreendia a cooperação de trabalhadores e agricultores para evitar que a Declaração de Direitos se tornasse um “pedaço de papel” e para elevar os padrões de vida das massas; a erradicação do desemprego e da insegurança econômica; o fomento de cooperativas de consumo e sindicatos, e a introdução do “planejamento social democrático” no sistema industrial nacional.
Padre na Igreja Beecher
Um homem esguio, de maneiras gentis e cabelos ruivos, o Dr. Laidler nasceu no Brooklyn, na High Street, perto da Igreja de Plymouth de Henry Ward Beecher, onde seu pai era um líder leigo.
Ele foi criado por um tio, Theodore Atworth, ex-presidente da União dos Fotógrafos, que era socialista. Sob a influência do tio, frequentou o American Socialist College em Wichita, Kansas, e depois ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade Wesleyan em Middletown, Connecticut, onde se formou em 1907.
Ele trabalhou como repórter do The Brooklyn Daily Eagle enquanto cursava a faculdade de direito do Brooklyn e depois obteve um doutorado em economia pela Universidade de Columbia.
Entre os muitos livros do Sr. Laidler está “Movimentos Sócio-Econômicos”, que foi traduzido para vários idiomas. Sua última obra concluída, “A História do Socialismo”, foi publicada em 1968.
Harry W. Laidler faleceu em 14 de julho de 1970 no Hospital Adelhpi após uma curta doença. Ele tinha 86 anos e morava em Garfield Place, 292, Brooklyn.
Os sobreviventes incluem seu filho, John; uma filha, Rosamond, e quatro netos.
O funeral será realizado no Frank E. Campbell’s, na Madison Avenue e 81st Street, às 10h da manhã de sexta-feira.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1970/07/15/archives – New York Times/ Arquivos/ Arquivos do New York Times – 15 de julho de 1970)
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