Formou uma das primeiras duplas caipiras a gravar discos

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Formou uma das primeiras duplas caipiras a gravar discos

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Caçulinha (Rubens Antônio da Silva)
1940 São Paulo, SP
Acordeonista. Compositor. Filho do violeiro Mariano e sobrinho do também violeiro Caçula com quem o pai formou uma das primeiras duplas caipiras a gravar discos. Ganhou o apelido de Caçulinha como homenagem do pai ao irmão Caçula. Começou a tocar sanfona com oito anos de idade, sempre com incentivo do pai. Em 1950, quando tinha quinze anos de idade passou a fazer dupla com o pai, Mariano. Apresentou-se com o pai em bailes, boates e em circos com os quais chegaram a viajar. Com mais de quarenta anos de carreira artística, tornou conhecido nacionalmente do grande público a partir de 1989 quando passou a fazer parte do programa “Domingão do Faustão” da TV Globo como responsável pela programação músical o qual anima com seu regional a frente do qual completou 17 anos em 2006, sempre com grande sucesso na programação dominical.
DADOS ARTÍSTICOS
Iniciou a carreira artística em 1948, com apenas oito anos de idade apresentando-se no programa “Clube do Papai Noel”, na Rádio Tupi de São Paulo tocando, segundo suas palavras, “uma sanfoninha”. Na década de 1950 formou com o pai a dupla Mariano e Caçulinha. Como acordeonista, tocou e gravou com inúmeras duplas como Tonico e Tinoco, Pedro Bento e Zé da Estrada, e Moreno e Moreninho, entre outros. Tocou em uma série de músicas consideradas clássicas da música sertaneja. Estreou em disco solo em 1959, pela Todamérica quando gravou ao acordeom a polca “Corochere”, de sua autoria e Francisco dos Santos, e a guarânia “Triste juriti”, de Mário Vieira e Armando Castro. No mesmo ano, gravou o choro “Pelé”, parceria sua com Amasílio Pasquin, e a valsa “Noiva do sargento”, de autor desconhecido com arranjos seus. Em 1960, gravou pelo selo Califórnia o tango “Noite cheia de estrelas”, clássico de Cândido das Neves, e o fox “Se um dia o mundo parasse”, de Mário Albanese e Ricardo Macedo. Em 1961, pelo selo Caboclo, lançou o arrasta-pé “Arrasta-pé na Tuia”, de sua autoria e Lourival dos Santos, e o “Chorinho do Biluca”, de sua autoria. Em 1962, gravou com seu conjunto pela Chantecler a valsa “Primeiro amor”, de Patápio Silva, e o choro “Sabido”, de Luiz Gonzaga. No ano seguinte, gravou com sua bandinha pela Sertanejo o rasqueado “Sentimento paraguaio”, de Santana, e o maxixe “Chora negrinha”, com adaptação sua. Participou como contratado exclusivo do programa “O fino da bossa” comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues na TV Record a partir de 1965. Ainda na década de 1960, acompanhou com seu regional as gravações de discos de inúmeros artistas, entre os quais, Cyro Monteiro, Miltinho, Doris Monteiro, Elizeth Cardoso, Roberto Silva, e Roberto Carlos, entre outros. Na mesma época, acompanhou Elizeth Cardoso, Caetano Veloso e Elis Regina, entre outros artistas em especiais musicais da TV Record. Ainda na televisão, atuou nos programas “Esta noite se improvisa” e “Bossaudade”, da TV Record. Tocou piano e teclado em boates paulistas. Na década de 1970, contratado pela gravadora Copacabana, lançou vários LPs, entre os quais, “Caçulinha aponta o sucesso”, de 1970 e “Caçulinha na onda do sucesso”, de 1972. Na década de 1980, passou a se apresentar esporadicamente à frente de seu regional e a fazer shows com o apresentador Fausto Silva nos quais tocava acordeom e o apresentador contava piadas. Ainda na década de 1980, atuou com Fausto Silva no programa “Perdidos na noite” apresentado na TV Bandeirantes. Em 1989, particpou de show de Nelson Gonçalves e Raphael Rabello tocando acordeom na música “Três lágrimas”, de Ary Barroso. Nesse ano, passou a atuar no “Programa do Faustão”, na TV Globo. Em 2002, foi lançado o disco “Nelson Gonçalves e Raphael Rabello” no qual teve participação especial na faixa “Três lágrimas”, de Ary Barroso. Em 2004, participou ao lado de nomes como Dominguinhos, Renato Borghetti, Dino Rocha, e Toninho Ferragutti no SESC Pompéia, em São Paulo do o show de lançamento dos dois CDs do projeto “O Brasil da Sanfona”, gravados ao vivo no mês de março do mesmo ano. Em 2005, por sugestão de João Gilberto, que lhe perguntou por que não lançar um disco com músicas da bossa nova ao acordeom, gravou o CD “Caçulinha na bossa nova”, com produção de Ricardo Leão. O disco contou com as participações especiais de Roberto Menescal, João Donato, Rildo Hora, Paulinho Braga, Paulinho Trompete, Lula Galvão, João Lyra, Marcelo Martins, Bocato, Zé Canuto, Marcos Valle e Ricardo Leão. Desse disco fazem parte clássicos da bossa nova como “O barquinho”, e “Garota de Ipanema”, além de composições menos celebradas do universo da bossa nova como “Estate”, de Bruno Martino e Bruno Brighetti, “Velas içadas”, de Ivan Lins e Vitor Martins, “Sem você”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e “Olhar de mulher”, de Ricardo Leão e Abel Silva. O disco se encerra com um grupo de instrumentistas interpretando a música “Tudo é possível”, de sua autoria. Após a gravação desse disco, gravou um outro, em parceria com o humorista Pedro Bismarque, conhecido pelo personagem Nerso da Capitinga, dedicado ao repertório junino intitulado “Caçulinha no Arraiá”, no qual toca sanfona enquanto o ator Pedro Bismarque faz a narração da quadrilha. Ao longo de sua vasta carreira já gravou um total de 31discos, sendo cerca de 25 LPs, numa trajetória única na música popular que passa do sertanejo à bossa nova.
OBRA
Arrasta-pé na Tuia (c/ Lourival dos Santos) • Chorinho do Biluca • Corochere (c/ Francisco dos Santos) • Pelé (c/ Amasílio Pasquin) • Tudo é possível
DISCOGRAFIA
Corochere/Triste juriti (1959) Todamérica 78
Pelé/Noiva do sargento (1959) Todamérica 78
Noite cheia de estrelas/Se um dia o mundo parasse (1960) Califórnia 78
Arrasta-pé na Tuia/Chorinho do Biluca (1961) Caboclo 78
Primeiro amor/Sabido (1962) Chantecler 78
Sentimento paraguaio/Chora negrinha (1963) Sertanejo 78
Caçulinha aponta o sucesso (1970) Copacabana LP
Caçulinha na onda do sucesso (1972) Copacabana LP
Caçulinha na bossa nova (2005) CD

(Fonte:www.dicionariompb.com.Br)

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