Chadwick Boseman, astro de “Pantera Negra”, foi protagonista do 1° filme de super-herói de ascendência africana do cinema norte-americano e 1° longa do gênero indicado a Melhor Filme no Oscar

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Chadwick Boseman, ator e protagonista de ‘Pantera Negra’

 

O astro de ‘Pantera Negra’ representou personagens marcantes da cultura negra americana

 

Chadwick Boseman

”Pantera Negra” foi considerado um dos projetos mais ousados da Marvel

 

Chadwick Boseman se torna um ícone da valorização do negro e da luta contra o preconceito racial na arte e na vida

 

Chadwick Aaron Boseman (Anderson, 29 de novembro de 1976 — Los Angeles, 28 de agosto de 2020), ator americano, o astro de “Pantera Negra” no cinema, reverenciado como protagonista do primeiro filme de super-herói de ascendência africana do cinema norte-americano e primeiro longa do gênero indicado a Melhor Filme no Oscar.

 

Chadwick Boseman nasceu e foi criado na cidade de Anderson, na Carolina do Sul, e mais tarde estudou na Howard University, formando-se em 2000 com um Bacharelado de Belas Artes em Direção. Depois disso, fez cursos de teatro em Londres e conseguiu seu primeiro papel na TV em 2003, um episódio de “Third Watch”.

Ele passou a aparecer em séries como “Law & Order”, “CSI: NY” e “ER”, até conseguir seu primeiro papel recorrente em 2008, na série “Lincoln Heights”. No mesmo ano, foi escalado no primeiro filme, “No Limite – A História de Ernie Davis”.

A grande virada em sua carreira veio cinco anos depois, quando se tornou o protagonista de “42: A História de uma Lenda” (2013), cinebiografia do pioneiro do beisebol Jackie Robinson, o primeiro jogador negro a entrar na liga principal do esporte. O papel veio quando ele estava pensando em mudar de carreira e se tornar diretor, após assinar dois curta-metragens.

“42” adiou definitivamente os planos de passar para trás das câmeras, tornando Boseman um ator requisitado. Em seguida, ele integrou o elenco de outro drama esportivo, “A Grande Escolha” (2014) e encarou mais uma cinebiografia, “Get on Up: A História de James Brown” (2014), encarnando o pai do funk.
A mudança para as fantasias de ação com grandes orçamentos e muitos efeitos visuais se deu em “Deuses do Egito” (2016), filme que rendeu polêmica ao escalar atores brancos como egípcios. Ele não se esquivou da situação racista e foi incisivo durante as entrevistas de divulgação. “Quando me abordaram com o roteiro do filme, eu rezei para que essa polêmica acontecesse. E eu sou grato que aconteceu, porque, na verdade, eu concordo com ela”, disse na época à revista GQ, lamentando que Hollywood “não faz filmes de US$ 140 milhões estrelados por negros e pardos”.

A atitude demonstrada durante o caos de “Deuses do Egito” poderia prejudicar um ator como ele em outros tempos. Mas em 2016 ajudou a mudar o jogo, encerrando a tradição de embranquecimento cinematográfico de Hollywood. Logo em seguida, Boseman jogaria a pá de cal no preconceito contra protagonistas negros em produções milionárias.

Ele virou super-herói da Marvel em seu filme seguinte, “Capitão América: Guerra Civil” (2017), aparecendo pela primeira vez como T’Challa, príncipe de Wakanda, que se tornava rei e o lendário herói Pantera Negra. Mas foi só o aperitivo, num contrato para cinco produções, servindo de teaser para o filme solo do herói, “Pantera Negra”.

Mais que um blockbuster de enorme sucesso mundial, com bilheteria de US$ 1,3 bilhão, “Pantera Negra” representou um fenômeno cultural, criando o bordão “Wakanda Forever”, com tudo o que ele representa. Não só um país extremamente avançado, Wakanda foi encarado como uma ideia, afrofuturismo como o cinema jamais tinha ousado apresentar, que subvertia gerações de colonialismo cinematográfico e a representação da África como um continente miserável. A África de “Pantera Negra” era um lugar de dar orgulho por sua inovação e progresso.

 

Como T’Challa, Boseman reinou sobre essa visão, que empoderava não apenas homens negros, mas também mulheres negras, apresentadas como guerreiras imbatíveis e cientistas inigualáveis.

 

O diretor Ryan Coogler pretendia continuar a explorar esse mundo numa continuação, anunciada para 2022, mas o ator vai ficar devendo o filme. Ele realizou quatro dos longas de seu contrato, aparecendo ainda na dobradinha “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, maior bilheteria do cinema em todos os tempos.

 

Entre as aparições como Pantera Negra, Boseman ainda estrelou “Marshall: Igualdade e Justiça” (2017), outra cinebiografia, desta vez de Thurgood Marshall, o advogado que se tornaria o primeiro juiz afro-americano da Suprema Corte dos EUA.

 

Ele ainda voltou a se reunir com os diretores de “Vingadores: Ultimato”, desta vez como produtores, no thriller de ação “Crime sem Saída” (2019), mas seus últimos trabalhos foram com cineastas negros. Neste ano, ele posou novamente como um herói lendário no filme “Destacamento Blood”, de Spike Lee. E chegou a terminar sua participação em “Ma Rainey’s Black Bottom”, como um trumpetista ambicioso da banda da rainha do blues Ma Raney. Baseado numa peça de August Wilson (“Fences”), o filme do diretor George C. Wolfe é coestrelado por Viola Davis.

 

Enquanto negros eram alvos preferenciais da violência urbana e vítimas da brutalidade de alguns policiais, Boseman aproveitava o status e a tranquilidade de quem venceu em Hollywood. Ganhou fama, sucesso, dinheiro e glamour. Mais importante: conquistou respeito.

 

Glória imensurável a um homem preto da Carolina do Sul, um estado com terrível histórico de segregação racial e onde hoje há crescente movimento de supremacistas brancos. Foi de uma pequena cidade daquela área, com apenas 30% de negros na população, que o filho de uma enfermeira e um operário de fábrica saiu para se tornar — anos depois e após árdua batalha — o inspirador rei de Wakanda nas telonas.

“Eu sei o que é ser um menino xingado de ‘crioulo’ por outras crianças”, contou o astro com ancestralidade em Serra LeoaNigéria Guiné-Bissau. Ao invés de se deixar dominar por abatimento e revolta, ele transformou a dor em força. Investiu em sua formação artística para ter as credenciais necessárias a fim de realizar o sonho de viver da atuação. Triunfou.

 

Com militância coerente e agregadora, fez de sua carreira bem-sucedida, construída à base de dedicação e crença pessoal, um exemplo e um legado. Viveu menos do que gostaria, porém, teve uma vida grandiosa e inesquecível a quem aprendeu a admirá-lo. “Podemos não ter escolhido a hora, mas o momento nos escolheu”, disse o lendário ativista negro pelos direitos civis John Lewis, morto em julho. Chadwick Boseman foi, sem dúvida, um escolhido para fazer a diferença no mundo.

 

Carisma, força, gentileza, Chadwick Boseman teve uma carreira curta, mas sempre brilhou. Antes de seu papel mais conhecido, em “Pantera Negra”, ele representou no cinema vários pioneiros entre os negros americanos.

Começou com o primeiro jogador de beisebol negro, Jackie Robinson, no filme “42, a história de uma lenda”. Boseman foi uma revelação. Quase sempre em silêncio, ele passa a força do personagem.
Ele também representou o cantor James Brown, no filme de mesmo nome, e Thurgood Marshall, o primeiro juiz negro na Suprema Corte, em “Marshall: Igualdade e Justiça”.

Mais conhecido por protagonizar os filmes do ‘Pantera Negra’, da Marvel Studios, Boseman também interpretou o músico James Brown e o jogador de beisebol Jackie Robinson no cinema.

 

Nascido na Carolina do Sul, filho de uma enfermeira e de um empresário da indústria de tapeçaria, Boseman tinha raízes em Serra Leoa, na África ocidental.

 

 

Aos 40 anos, Chadwick Boseman viu sua carreira deslanchar após o sucesso estrondoso de ‘Pantera Negra’ (2018). O ator elogiado como o icônico super-herói da Marvel, personagem que apareceu também em ‘Capitão América: Guerra Civil’ (2016), ‘Vingadores: Guerra Infinita’ (2018) e ‘Vingadores: Ultimato’ (2019).

 

O astro teve vários papéis marcantes no cinema antes dos filmes da Marvel.

 

O astro interpretou o super-herói e estrelou ‘Marshall: Igualdade e Justiça’, ‘Destacamento Blood’ e ‘Ma Rainey’s Black Bottom’ (este ainda inédito), além de outros filmes, durante intervalos entre as inúmeras cirurgias e sessões de quimioterapia. ⁣’Foi a honra de sua carreira dar vida ao Rei T’Challa’, disse comunicado no perfil do artista nas redes sociais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Em 2016, Boseman foi diagnosticado com câncer de cólon no estágio 3, uma das fases mais avançadas. E foi aí, em meio a internações para cirurgias e quimioterapia, que a carreira dele decolou.

Foi quando a Marvel o escolheu para o papel de Pantera Negra no filme “Capitão América: Guerra Civil”.

Em 2018, o personagem ganhou seu próprio filme, “Pantera Negra”, um grande sucesso no mundo todo, que faturou mais de US$ 1 bilhão. Boseman é T’challa o rei de Wakanda, um país fictício na África.

Com roteirista, diretor e quase todos no elenco e na produção negros, o filme recebeu sete indicações ao Oscar, inclusive melhor filme. A crítica o considera o melhor entre os filmes de super-heróis e um marco na cultura negra.

Em entrevista à correspondente Sandra Coutinho, em 2018, o ator falou sobre o sotaque original que ele inventou para o personagem: “Para mim, esse foi o toque que trouxe a sensação de ancestralidade, de que ele não é um herói americano, europeu, é um herói africano. E foi ótimo ver a ideia se espalhar pelo resto do elenco”.

Chadwick Boseman faleceu em 28 de agosto de 2020, aos 43 anos, em sua casa, na região de Los Angeles, ao lado da mulher e outros familiares. Ele completaria 44 anos em 29 de novembro.

 

Quando a morte foi anunciada, o ator Denzel Washington, um incentivador da carreira de Boseman, escreveu: “Ele era uma alma gentil e um artista brilhante que vai ficar conosco pela eternidade através de suas atuações marcantes em uma carreira curta, mas ilustre”.

O ator Lázaro Ramos disse: “Obrigado por nos ajudar a sonhar mais um pouco e por sermos um pouco mais orgulhosos de quem somos”.

O advogado, filósofo e professor Silvio Almeida escreveu: “que sua vontade imensa de permanecer vivo em suas obras nos oriente”.

O ex-presidente Barack Obama lembrou a visita de Boseman à Casa Branca: “Ele era abençoado. Ser jovem, talentoso e negro, e usar esse poder para dar às crianças heróis para servir de modelo, e fazer isso em meio a tanta dor”.

Oprah Winfrey elogiou a grandeza do ator em meio a tantas cirurgias e quimioterapia: “Que coragem, que força, que poder. Isso é que é dignidade”.

Boseman deixa a saudação com os braços cruzados no peito que ele criou para o Pantera Negra: “Wakanda para sempre”.

 

(Fonte: https://www.terra.com.br/diversao/gente – DIVERSÃO / GENTE / BLOG SALA DE TV / Por Jeff Benício – 29 AGO 2020)

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(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/cinema/noticias – ENTRETENIMENTO / CINEMA / Por  Stars Insider – 29/08/2020)

(Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/08/29 – JORNAL NACIONAL / NOTÍCIA – 29/08/2020)

(Fonte: https://www.terra.com.br/diversao/gente – DIVERSÃO / GENTE / FAMOSOS / por Pipoca Moderna – 29 AGO 2020)

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