Aureliano Chaves, último vice-presidente do regime militar (1964-1985), e governador de Minas Gerais

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O ex-vice-presidente e ex-governador de Minas Gerais Aureliano Chaves

 

 

 

Aureliano Chaves (Três Pontas, 13 de janeiro de 1929 – Belo Horizonte, 30 de abril de 2003), o último vice-presidente do regime militar (1964-1985), que também foi governador do Estado de Minas Gerais.

 

 

Nascido na cidade de Três Pontas (interior de MG), em janeiro de 1929, Aureliano foi vice-presidente entre 1979 e 1985.

 

 

Chaves exerceu o cargo de governador do Estado entre 1975 e 1978, quando deixou o posto para ser vice-presidente da República no governo do general João Batista Figueiredo.

 

 

Ele foi um dos fundadores do Partido da Frente Liberal (PFL) e também ministro das Minas e Energia, no governo de José Sarney. Em 1989, candidatou-se à Presidência, mas teve votação pouco expressiva.

 

 

Político, engenheiro e professor, Antônio Aureliano Chaves de Mendonça, nasceu em Três Pontas, Minas Gerais, em 13 de janeiro de 1929. Filho do dentista José Vieira de Mendonça e de Luzia Chaves de Mendonça, casou-se com Minervina Sanches de Mendonça, com quem teve três filhos.

 

 

Aureliano ingressou na política em 1958, elegendo-se suplente de deputado estadual pela UDN. Foi efetivado em 1961, na vaga de Gil Vilela, mas permaneceu no Legislativo por pouco tempo, renunciando ao mandato em outubro de 1962 para integrar a diretoria da Eletrobrás. Eleito deputado estadual na legislatura seguinte, integrou a linha ortodoxa do partido, conhecida como “Banda de Música”, ao lado de Carlos Lacerda, Afonso Arinos e Pedro Aleixo.

 

 

Em 1964, assumiu a secretaria de Educação de Minas no governo de José Magalhães Pinto e esteve entre os políticos que participaram do centro de articulação do movimento que depôs o Presidente Goulart, em 1964. Após a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2), em outubro de 1965, Aureliano se filiou à recém-criada Arena, pela qual se elegeu deputado federal em 1966. Dois anos depois, votou contra o pedido de licença de Governo para processar o deputado Márcio Moreira Alves (MDB-Guanabara), autor de um discurso considerado ofensivo às Forças Armadas.

 

 

Em 1970 reelegeu-se deputado federal e, em fins de 1974, foi nomeado governador de Minas Gerais pelo presidente Ernesto Geisel, provocando o afastamento de Magalhães Pinto, então senador.

 

 

Aureliano apoiou o presidente Geisel, em 1977, na crise provocada pelo então ministro do Exército, Sílvio Frota, demitido por tentar forçar sua própria candidatura à Presidência da República. No ano seguinte, foi escolhido vice-presidente do general João Baptista de Figueiredo.

 

 

O maior período em que ocupou a Presidência foi de 49 dias, em 1981, quando Figueiredo sofreu um infarto. Como interino, tomou decisões controvertidas, como na vez em que se recusou a assinar o ato de expulsão dos padres franceses Aristides Camio e François Gouriou, irritando a ala mais radical das Forças Armadas. Os padres defendiam a ocupação de terras pelos posseiros em São Geraldo do Araguaia, no Pará. Os padres não foram expulsos, mas tiveram que cumprir pena de dois anos.

 

 

Com a abertura política, filiou-se ao PDS. Em 1984, depois de ajudar a derrubar a emenda das Diretas-Já e ver fracassada a intenção de suceder o presidente João Figueiredo, compôs a Frente Liberal com o ex-presidente José Sarney e com Marco Maciel, caciques dissidentes do PDS. Esse movimento permitiu a formação da Aliança Democrática, que viabilizaria a eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral.

 

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Foi também um dos responsáveis pela divisão do PDS, em 1984, e formação da Frente Liberal que, posteriormente se transformou no PFL.

 

 

A divisão do PDS enfraqueceu a candidatura de Paulo Maluf à Presidência da República, na eleição indireta que levou Tancredo Neves (PMDB) ao cargo.

 

 

Aureliano concorreu à sucessão de José Sarney (1985-1990), vice de Tancredo, nas eleições presidenciais de 1989, a primeira votação direta após o regime militar (1964-1985), que teve Fernando Collor de Mello como vitorioso.

 

 

O apoio a Tancredo rendeu-lhe o cargo de ministro de Minas e Energia, onde permaneceu de 85 a 88. No ano seguinte, na primeira eleição direta para presidente da República, foi o candidato do PFL, fazendo uma das campanhas mais melancólicas daquele disputado pleito. O partido o abandonou e boa parte aderiu a Fernando Collor de Mello, que acabou sendo eleito.

 

 

Na campanha eleitoral de 2002, Aureliano apoiou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva ajudando na aproximação entre o petista e os militares.

 

 

Aureliano Chaves morreu em 30 de abril de 2003, aos 74 anos, no hospital Socor, em Belo Horizonte, por causa de uma infecção pulmonar.

Ele sofria de diabetes e apresentava nos últimos dias insuficiência cardíaca e renal.

No sábado (26), foi submetido a uma cirurgia para colocar uma ponte de safena, sendo transferido à UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

(Fonte: http://www.24horasnews.com.br/esportes – Folha Online – 30/04/2003)
(Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca – EDIÇÃO Nº 258 – BRASIL – GLOBO MINAS – 30/04/2003)

(Fonte: https://www.terra.com.br/istoegente/197/aconteceu – Edição 197 – ACONTECEU – TRIBUTO / por Dirceu Alves Jr. – 12/05/2003)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PP ressurge em abril e poderá apoiar Aureliano

O deputado federal Herbert Levy (PDS-SP) confirmou dia 23 de março de 1984 que a mobilização que coordena com o ex-prefeito de São Paulo Olavo Setúbal tem como objetivo o ressurgimento do antigo Partido Popular (PP) em abril.
A nova sigla seria uma alternativa para que o vice-presidente, Aureliano Chaves, possa disputar a presidência da República caso venha a ser preterido como candidato pelo PDS.
(Fonte: Zero Hora – ANO 50 – N° 17.696 – 24 de março de 1984/2014 – HÁ 30 ANOS EM ZH – Pág: 43)

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