Augustinho Záccaro, maestro paulistano, foi um símbolo da influência italiana na cultura paulistana

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O italianíssimo maestro Zaccaro

 

Augustinho Záccaro

O italianíssimo maestro Zaccaro

 

Augustinho Záccaro (São Paulo, 1° de janeiro de 1948 – São Paulo, 2 de fevereiro de 2003), maestro paulistano que ficou famoso na década de 80 com o programa de tevê Italianíssimo, que ia ao ar pela Rede Bandeirantes. Na mesma época, comprou um teatro e batizou com seu nome. A atração passou por diferentes emissoras e foi exibida no Canal 21 até junho de 2002, quando Zaccaro começou a ter problemas de saúde.

Záccaro ficou conhecido pelo grande público após apresentar durante mais de uma década os programas Záccaro e Italianíssimo, nas redes Bandeirantes, Record e CNT de televisão.

Os programas eram gravados no Teatro Záccaro, espaço alugado por ele de 1981 a meados da década de 90, que serviu de palco também para artistas como Fausto Silva (que lá gravava seu Perdidos na Noite), Dercy Gonçalves e Chico Anysio. Paulistano nascido numa casa na avenida Paulista, neto de italianos, Záccaro começou cedo na música, aos 4 anos. Tocava acordeão – a professora ia dar aulas a seu irmão e ele observava, arriscando-se sozinho no instrumento. Com 7, iniciou suas aulas de piano e, aos 13, formava-se professor. Dividido entre a carreira de concertista e de músico de conjunto, formou banda e trabalhou animando bailes.

 

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Vinil / Lp – Augustinho Záccaro – Para Sempre (Foto: Mercado Livre / DIREITOS RESERVADOS)

 

 

“Foram os bailes que me ajudaram a manter uma vida profissional e que patrocinaram todos os meus empreendimentos”, disse certa vez em uma entrevista. Considerava-se um romântico, “100%, sem desconto e abatimento” e, como maestro, reconhecia como principais influências a música italiana, napolitana, “popularesca”. Trabalhou como pianista ao lado de Flávio Cavalcanti, acompanhando cantores da MPB, experiência que mais projetou seu nome em todo o Brasil. Em 1981, começava seu programa na Rede Bandeirantes.

Ficou 13 anos no ar durante as tardes de sábado até que, em 94, perdeu o horário por causa de alterações na programação da emissora que, numa tacada só, também tirou do ar o Clube do Bolinha e o programa Crítica e Autocrítica. Na ocasião, confessou abertamente – uma de suas marcas ao longo da vida – que ficara magoado com a emissora a quem emprestou o teatro em diversas ocasiões: Chacrinha, Fausto Silva e Marília Gabriela foram alguns dos artistas a gravar seus programas no palco do Teatro Záccaro. Fora do ar ou nas telas de televisão de todo o Brasil, Záccaro participou ativamente da vida musical da cidade, tornando-se, ao longo dos anos, um símbolo da influência italiana na cultura paulistana.

O maestro Augustinho Záccaro morreu em 2 de fevereiro de 2003, aos 55 anos. Ele estava internado no Hospital do Rim e Hipertensão e entrou em coma induzido após uma cirurgia, a sétima desde que sofreu um transplante de rim em agosto do ano passado. Seu corpo foi velado no Cemitério da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo.

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