Andre Beer, ex-presidente da (Anfavea) e ex-vice-presidente da General Motors (GM), participou de projeto do primeiro utilitário brasileiro (a Veraneio)

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Ex-vice da GM

 

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O último Senhor da indústria automotiva

 

Executivo, que também foi presidente da Anfavea, se aposentou da montadora nos anos 1990

Andre Beer (Santo André, em 6 de janeiro de 1932 – São Caetano, 9 de novembro de 2019), ex-presidente da Anfavea e ex-vice-presidente da General Motors. Executivo que teve trajetória de destaque no setor automotivo brasileiro, onde atuou por pelo menos 48 anos.

Ele se aposentou na GM em 1999, mas continuou atuando como consultor.

André Beer, cujo nome se confunde com a General Motors do Brasil — e trabalhou na GM 48 anos, dos quais muitos como vice-presidente. Era o último grande capitão da indústria automobilística vivo.
André tinha um sonho que sabia não poder ser realizado, ser presidente da GM do Brasil: esse cargo até pouco tempo era reservado a americanos

Ele era o comandante da GMB: praticamente todas as áreas — Engenharia, Vendas, Marketing, Compras, Produção, Recursos Humanos, Pós-vendas — estavam sob sua batuta. Mas em 1999, o presidente Frederick Henderson, americano, que havia chegado em maio de 1997, tirou-lhe o poder, e isso o abalou muito. O cargo foi mantido, mas teve as citadas áreas sob sua responsabilidade retiradas.

 

Sua visão de assistência técnica era ampla. Em 1998 criou o primeiro atendimento a clientes pela internet. Quando do lançamento do Tigra a área de vendas decidira que somente parte da rede Chevrolet comercializaria o carro e lhe mostrei o absurdo de tal estratégia. Deu a contraordem.

Executivo e ex-vice-presidente da GM (General Motors) André Beer, atuou por 48 anos na montadora, sendo 18 deles como vice-presidente, o que lhe rendeu o apelido de ‘senhor GM’. Ele também e ocupou o cargo de presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) entre 1983 e 1986.

Filho de imigrantes vindos da antiga Iugoslávia e que se conheceram no Brasil, Beer nasceu em Santo André, em janeiro de 1932. Em 1951, aos 19 anos, foi contratado como auxiliar de escritório na área de custos da GM, em São Caetano.

Quatro anos depois, se tornou analista financeiro na equipe que desenvolveu o projeto da primeira picape nacional (a Chevrolet Brasil). Mais tarde, Beer participou de projeto do primeiro utilitário brasileiro (a Veraneio), lançado em 1964, e da criação diferenciada do Opala, em 1968.
Beer chegou à vice-presidência executiva de operações da montadora norte-americana em 1985. Após se desligar da GM, abriu a consultoria Beer Consult & Associados, no bairro Santa Paula, em São Caetano, que prestava serviços a empresas em diversas áreas.
Andre Beer faleceu em 9 de novembro de 2019, aos 87 anos, em São Caetano, São Paulo.

“Lá se vai um grande homem”, disse Antônio Megale também ex-presidente da Anfavea. “Tinha uma grandeza rara, difícil de ser encontrada. Fará falta”, afirmou Luiz Moan, outro ex-presidente da entidade automobilística.

(Fonte: https://www.terra.com.br/economia – ECONOMIA / De São Paulo – 9 NOV 2019)
(Fonte: https://www.dgabc.com.br/Noticia – DIÁRIO DO GRANDE ABC / NOTÍCIA / Por Yara Ferraz / Do Diário do Grande ABC – 10/11/2019)
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 André Beer deixa GM no fim de 1999
A General Motors comunicou em 28 de junho de 1999 que André Beer, atual vice-presidente executivo da companhia no Brasil, deixará seu cargo ao final de 1999. A saída de Beer já era aguardada, o comunicado oficializou a informação.
Até 31 de dezembro, Beer permanecerá na função, cumprindo o que a empresa chama de “período de transição”. Ele continuará a trabalhar com o presidente da GM brasileira, Frederick Henderson.
O sucessor natural de André Beer, pelas regras da empresa, é José Carlos Pinheiro Neto, atual diretor de assuntos corporativos e de exportações da empresa e também presidente da Anfavea.
Caso Pinheiro Neto seja promovido a vice-presidente, deve assumir em seu lugar o diretor-adjunto da área, Luiz Moan. A GM não confirma essas alterações.
A saída de André Beer já deveria ter ocorrido há dois anos, quando ele completou 65 anos, idade-limite para um executivo, segundo o estatuto da empresa. A pedido da própria GM, que abriu uma exceção, ele permaneceu no cargo.
A partir do ano 2000, Beer se tornará consultor da GM e assessor especial da presidência, devendo permanecer nessa função por dois anos. Seria uma espécie de quarentena, para impedir que Beer seja contratado por concorrentes.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro – FOLHA DE S.PAULO / DINHEIRO / SUCESSÃO / MERCADO / da Reportagem Local – São Paulo, 29 de Junho de 1999)
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