A primeira brasileira a participar de uma Olimpíada

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Maria Lenk (São Paulo, 15 de janeiro de 1915 – Rio de Janeiro, 16 de abril de 2007), nadadora brasileira, a primeira sul-americana a disputar uma Olimpíada. Em 1932, ela usou um maiô emprestado para disputar três provas dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Parou nas semifinais. Mas, na prova de peito das Olimpíadas de Berlim, em 1936, apresentou uma braçada inovadora, por fora da água.

Tornou-se, assim, a primeira mulher a nadar borboleta – que, pouco depois, viria a ser considerado um outro estilo de nado. Em 1939, bateu os recordes mundiais de 200 e 400 metros de nado peito. Em 1988, tornou-se a única atleta do Brasil a ganhar um lugar no Hall da Fama da Natação.

Parou de competir em 1942, mas nadou até o fim da vida. Sofreu um rompimento da aorta torácica enquanto estava na piscina do clube Flamengo, no Rio de Janeiro. Ainda são dela os recordes mundiais de 50, 100 e 200 metros peito na categoria de 90 a 94 anos. Maria morreu no dia 16 de abril de 2007, aos 92 anos, de parada cardíaca, no Rio de Janeiro.
(Fonte: Veja, 25 de abril, 2007 – ANO 40 – N° 16 – Edição n° 2005 – DATAS – Pág; 88)

Maria Emma Hulda Lenk Zigler

Do Tietê aos Jogos Olímpicos

Tudo começa com uma pneumonia dupla. Depois do susto, os pais acham que a natação faria bem à saúde da filha de 10 anos. Na ausência de piscinas, a paulistana Maria Lenk tem de dar suas primeiras braçadas no Rio Tietê. Em 1925, o rio não é o esgoto a céu aberto de hoje.

Aos 17 anos, Maria Lenk já é atleta de nível internacional. Torna-se a primeira sul-americana a competir em uma Olimpíada, a de 1932. A delegação brasileira de natação paga a viagem a Los Angeles com a venda do café que trouxe no navio. “O que valia era o conceito do amadorismo. Eu competi com um uniforme emprestado, que tive de devolver quando as provas acabaram”, lembra.

Em 1932, ela participa das provas dos 100 m livre, 100 m costas e chega às semifinais dos 200 m peito. Nessa modalidade, Maria Lenk obtém suas melhores marcas. Em 1939, ele bate os recordes mundiais dos 200 m e 400 m nado de peito. No auge de sua forma, é a mais séria candidata ao ouro olímpico em 1940. Mas a Segunda Guerra Mundial e suas bombas cancelam o evento.

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Outro fato marcante em sua carreira é a participação inovadora nas Olimpíadas de Berlim, em 1936. Na ocasião, destaca-se como precursora do nado borboleta entre as mulheres. Ela se utiliza da braçada deste estilo nos 200 m peito e, novamente, chega às semifinais da prova.

No início dos anos 40, é a única mulher da delegação de nadadores sul-americanos que excursiona pelos EUA. Maria Lenk quebra doze recordes norte-americanos e aproveita sua estadia para concluir o curso de Educação Física na Universidade de Springfield.

Em 1942, abandona a carreira e ajuda a fundar a Escola Nacional de Educação Física, da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Depois da aposentadoria, Maria Lenk retorna gloriosamente à raia das piscinas para competir na categoria Master.

Ela participa de competições até hoje, aos 85 anos. Em busca das melhores condições de treinamento, se exercita durante a metade do ano na piscina do Flamengo e, nos outros seis meses, em Albuquerque, Novo México (EUA).

No campeonato mundial da categoria 85-90 anos, realizado em agosto de 2000, ela voltou de Munique com cinco medalhas de ouro! Maria Lenk foi a campeã dos 100 m peito, 200 m livre, 200 m costas, 200 m medley e 400 m livre.

Nesse torneio, ela ganhou o apelido de Mark Spitz da terceira idade, uma referência às sete medalhas de ouro que o nadador norte-americano ganhou na Olimpíada de Munique, em 72.
(Fonte: http://www.educacional.com.br)

Em 16 de abril de 2007 – A nadadora Maria Lenk, primeira brasileira a participar de uma Olimpíada, morreu aos 92 anos, depois de sofrer uma parada cardíaca enquanto treinava.

(Fonte: http://www.guiadoscuriosos.com.br/fatos_dia – 16 de abril)

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