EXPRESSIONISMO ALEMÃO

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Na década de 20, a recusa da representação objetiva da realidade disseminada nas artes plásticas influencia os cineastas alemães. Devastada pela guerra, a Alemanha revela ao mundo uma concepção cinematográfica sombria e pessimista. Os filmes refletem esse clima por meio de cenários tortuosos e violentos contrastes de luz e sombra. A realidade deforma-se para poder expressar os conflitos interiores das personagens. O gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene, marca o aparecimento dessa escola, em 1919.
As experiências formais de Friedrick Murnau (Nosferatu), Georg Pabst (Lulu) e Fritz Lang (Metrópolis) traduzem, em clima onírico ou simbólico, as angústias e frustrações do país, derrotado e em crise econômica e social.
Friedrich Murnau (1889-1931) é considerado, ao lado de Fritz Lang, o maior nome do cinema mudo alemão. Formado em história da arte, estuda também literatu, música e filosofia. Estréia no cinema em 1919, com O menino azul. Seus filmes mais importantes abrem, dentro do expressionismo, a escola do “kammerspiel” (cinema de câmera), de caráter psicológico e intimista, retratando a crise social dos anos pré-nazistas: Nosferatu (1922), A última gargalhada (1924), Tartufo (1925), Fausto (1926) e Aurora (1927).
Fritz Lang (1890-1976) nasce em Viena, de ascendência judaica. Filho de arquiteto, estuda pintura em Munique e Paris. Luta na 1a Guerra e, ferido, começa a escrever roteiros. Estréia na direção em 1919 e se consagra como uma das figuras mais importantes do expressionismo, em 1926, com Metrópolis. Perseguido pelos nazistas, emigra em 1934 para os Estados Unidos, chegando a filmar também em Paris. Entre suas melhores realizações estão Dr. Marbuse, O jogador (1922), Os Nibelungos (1923) e M, o vampiro de Dusseldorf (1931), um dos primeiros grandes filmes do cinema falado.

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