Zora Seljan, ensaísta, dramaturga, romancista e escritora de ficção científica.

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Zora Seljan (Ouro Preto, – Tijuca, Rio de Janeiro em 25 de abril de 2006), ensaísta, dramaturga, romancista e escritora de ficção científica. Era filha do arqueólogo croata Stevo Seljan, que veio ao Brasil com seu irmão Mirko para explorar a Amazônia e ficou preso no país durante a Segunda Guerra Mundial.

Foi criadora do Teatro dos Orixás, tendo escrito nove peças, entre as quais As três mulheres de Xangô, Iansã, a guerreira, As águas de Oxalá e Exu, cavaleiro da encruzilhada.

Zora Seljan nasceu na cidade mineira de Ouro Preto, de pai croata, passou a infância na Europa. Na volta, dirigiu o jornal O Minas Gerais.

Do final dos anos trinta ao início dos anos cinqüenta, Zora foi casada com Rubem Braga (1913-1990), o famoso cronista e correspondente de guerra. Seu segundo marido foi Antonio Olinto, um distinto membro da Academia Brasileira de Letras. Com ele, Zora fundou em 1973 The Brazilian Gazette, um jornal baseado em Londres.

Foi após a publicação, por Gumercindo Rocha Dorea, do seu livro Três Mulheres de Xangô (1958), contendo três peças de teatro, que ela se tornou uma das autoras da Geração GRD – o grupo de escritores convidados por Dorea para escrever ficção científica na década de 1960.

Ela esteve na Antologia Brasileira de Ficção Científica, a primeira antologia de FC curta nacional, editada por Dorea em 1961. Mais uma história apareceu em Histórias do Acontecerá, outra antologia de 1961 editada por Dorea. A coletânea Contos do Amanhã, de Zora, foi publicada em 1978. Ela também escreveu para o público infantil.

Segundo Dorea, Zora era uma comunista arrependida, e a primeira jornalista brasileira a penetrar a Cortina de Ferro no pós-guerra, mas nunca escreveu uma linha sequer sobre a sua viagem, ainda que o que viu tenha mudado sua postura quanto à militância comunista. “Para não cuspir no prato em que comeu”, como teria dito uma vez a Dorea.

Ela foi uma de um punhado de escritoras pioneiras dentro da ficção científica, em atividade durante os anos sessenta e setenta. Além de escrever ficção científica, foi autora de vários livros sobre a cultura africana e de estudos afro-brasileiros e de peças com assuntos relacionados – um interesse partilhado por Olinto.

Ela foi a principal entrevistadora de figuras literárias publicadas no Jornal de Letras, e Olinto editou um livro com o melhor das mais de 90 entrevistas que ela produziu.

Zora faleceu no Rio de Janeiro em 25 de abril, de falência múltipla dos órgãos, no Hospital Israelita da Tijuca.

(Fonte: http://terramagazine.terra.com.br – Roberto de Sousa Causo, é autor do estudo Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil – 20 de maio de 2006)
(Fonte: http://www.academia.org.br/abl)

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