William Jennings Bryan, advogado, político e militante religioso dos EUA, foi um dos oradores mais populares da América, perdeu as eleições presidenciais para os candidatos republicanos William McKinley em 1896 e 1900 e William Howard Taft em 1908

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Foi um dos oradores mais populares da América

 

 

William Jennings Bryan (nasceu em Salem, em 19 de março de 1860 – faleceu em Dayton, Tennessee, em 26 de julho de 1925), advogado, político e militante religioso dos Estados Unidos, foi um dos oradores mais populares da América. Um orador populista habilidoso, ele articulava as esperanças de seus eleitores e atuou na política por mais de 30 anos.

Em 1890, foi eleito para o primeiro de dois mandatos na Câmara dos Representantes como congressista por Lincoln, Nebraska. Em 1894, perdeu a eleição para o Senado dos Estados Unidos.

Em 1896, ele conquistou a indicação democrata à presidência. O Sr. Bryan representava os interesses agrários que defendiam um padrão monetário baseado na prata, em oposição ao padrão-ouro dos ricos industriais.

Em seu famoso discurso da “Cruz de Ouro”, ele advertiu os interesses dos ricos com a declaração: “Vocês não crucificarão a humanidade em uma cruz de ouro.”

O Sr. Bryan perdeu as eleições presidenciais para os candidatos republicanos William McKinley em 1896 e 1900 e William Howard Taft em 1908. Ele foi um importante apoiador de Woodrow Wilson e serviu como Secretário de Estado do Presidente Wilson de 1913 a 1915. Desempenhou um papel fundamental no estabelecimento do Sistema da Reserva Federal e apoiou a eleição popular de senadores, a criação do imposto de renda federal e a promulgação da Lei Seca.

No final da vida, William Jennings Bryan foi um dos promotores no julgamento de Scopes, no qual John Thomas Scopes, um professor, foi processado por violar uma lei do Tennessee que proibia o ensino da teoria da evolução de Darwin. Um momento memorável do julgamento foi o interrogatório de Bryan pelo advogado de defesa Clarence Darrow. A condenação de Scopes foi anulada pela Suprema Corte do Tennessee. William Jennings Bryan faleceu em 26 de julho de 1925, em Dayton, Tennessee, cinco dias após o término do julgamento.

Foi Secretário de Estado dos Estados Unidos da América. Membro do Partido Democrata, foi candidato à presidência dos Estados Unidos em três ocasiões: nas eleições de 1896, de 1900 e de 1908.

Em todas foi derrotado pelos candidatos do Partido Republicano, primeiro por William McKinley e depois por William Howard Taft.

Em 1925, o professor americano John T. Scopes foi levado a julgamento por violar a lei que proibia o ensino da teoria da evolução no estado americano do Tennessee. O caso, conhecido como “o julgamento do macaco”, promoveu o embate entre o militante religioso William Jennings Bryan, que concorreu três vezes à Presidência dos Estados Unidos (e perdeu todas), e o advogado de defesa, Clarence Darrow.

Scopes foi condenado ao pagamento de uma multa de 100 dólares, mais tarde revogada.

O Vento Será Tua Herança é uma dramatização desse julgamento histórico – ainda que os nomes dos personagens tenham sido trocados.

O Vento Será Tua Herança (Foto: Divulgação)

O Vento Será Tua Herança (Foto: Divulgação)

Dirigido por Stanley Kramer, o filme conta com as atuações magistrais de Frederic March, na pele do advogado de defesa – a disputa final da dupla é de tirar o fôlego.

Gene Kelly interpreta o repórter E.K. Hornbeck (inspirado em H.L. Mencken, uma das penas mais viperinas da imprensa americana).

Eis um clássico, graças à pressão religiosa sobre o ensino de ciências nos Estados Unidos.

O Serviço Postal dos Estados Unidos emitiu um selo em homenagem a William Jennings Bryan em maio de 1986. O selo, no valor de US$ 2, foi uma adição tardia à série Grandes Americanos e lançado com pouco aviso prévio. O primeiro dia de emissão foi 19 de março, na cidade natal do Sr. Bryan, Salem, Illinois.

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1986/04/06/arts – New York Times/ Arquivos / Arquivos do The New York Times/ ARTES/ Por John F. Dunn – 6 de abril de 1986)

Sobre o Arquivo
Esta é uma versão digitalizada de um artigo do arquivo impresso do The Times, anterior ao início da publicação online em 1996. Para preservar esses artigos como foram originalmente publicados, o The Times não os altera, edita ou atualiza.
Ocasionalmente, o processo de digitalização introduz erros de transcrição ou outros problemas; continuamos a trabalhar para melhorar estas versões arquivadas.

(Fonte: Revista Veja, 29 de setembro de 2010 – ANO 43 – N º 39 – Edição 2184 – Veja Recomenda – Pág: 164/165)

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