VOLTA AO MUNDO

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Volta ao mundo em um motor home. Família de franceses abandona tudo e
realiza sonho de conhecer países e as diferentes culturas. Uma família
francesa percorre o mundo para conhecer lugares e personagens interessantes.
O trajeto começou no povoado de Rigney, próximo à fronteira com a Suíça, e
atingiu ontem a praia de Capão da Canoa. Philippe Jacquerot, 51 anos, poupou
dinheiro ao longo de 15 anos para realizar um sonho: viajar com a família em
um motor home, ou “casa rodante”, como define sua mulher, a enfermeira
Nassera Metchat, 39.
Para que o sonho fosse possível, ele vendeu uma empresa de manutenção de
sistemas de ar condicionado e calefação e alugou a casa e outros cinco
apartamentos que possui. A viagem começou em outubro de 2006 no porto Le
Havre, na França, de onde Jacquerot e o filho Lucas, 9, partiram de barco
com o motor home, em um percurso que levou 26 dias. A mulher e outro filho
do casal, Orian, 4, viajaram de avião até Buenos Aires, onde ocorreu o
reencontro. Na Argentina, foram oito meses de descobertas, desde a capital
até a região da Patagônia. Na seqüência, foram quatro meses no Chile, um na
Bolívia e um no Uruguai. A chegada ao Brasil ocorreu no domingo. “Serão seis
meses no Brasil, um país grande e de gente muito simpática”, resumiu
Nassera.
Depois, a família segue para outros países da América do Sul até os Estados
Unidos. A previsão é de encerrar a viagem em 2009.
Além das diferenças culturais, Nassera se surpreendeu com a hospitalidade
brasileira logo na chegada, quando a família passou pelo balneário Atlântida
Sul, em Osório. “Perguntamos a um morador onde havia um lugar seguro para
dormir. Ele abriu o portão, cedendo o pátio para a gente estacionar.
Isso nunca aconteceria na França”, garantiu. Por mês, o gasto com
combustível e alimentação é estimado em 1,5 mil euros (R$ 3,8 mil). Do
povoado de apenas 400 habitantes para a América do Sul, a família guarda
fotos, presentes e lembranças das pessoas e dos lugares que encontrou pelo
caminho. Lucas, o único em idade escolar, realiza as lições no motor home.
“Sou mãe e professora dele. Temos que enviar a cada três meses as lições
para que a escola examine”, explicou.
(Fonte: Correio do Povo – ANO 113 – Nº 122 – VERÃO – quarta-feira, 30 de
janeiro de 2008 – Pág; 16)

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