Tadeu Ricci é um jogador marcante na história do Grêmio. Ele compara sua chegada, em 77, com a entrada de Ronaldo no Corinthians. Acha que fez subir a autoestima do grupo todo. Tadeu é um ídolo tricolor. Jogador fundamental na quebra da hegemonia colorada. Tadeu Ricci concorda com a afirmação que ele pensava e Yúra e Vítor Hugo corriam. Mário Tadeu Ricci nasceu em 9/4/47. Casado com Marta, pai de Cristiano e Natália. Tem uma carreira curiosa. Iniciou na várzea, depois foi para o infanto do Comercial de Ribeirão Preto, Batatais, voltou para o Comercial; na sequência, oito anos de América do Rio, Flamengo, Grêmio e quase o fim. Ficou vinculado ao Grêmio, mas não queria mais jogar. Casou em 77 e pretendia curtir a família. Foi para Ribeirão Preto e teve que quebrar o galho duas vezes do Comercial: em 79 e 82. Foi cedido de graça pelo Grêmio. Tadeu diz que aquela equipe de 77 é um divisor de águas na história do clube, que em seguida fez o Olímpico Monumental. Lembra até hoje da arrancada num Gre-Nal vencido por 3 a 0, dois gols dele e um do Alcindo Bugre. Sacudiu com os meninos e ajudou na recuperação do Tricolor. A referência máxima que era o Inter valorizou aquela histórica conquista. O dinheiro do futebol ele investiu no agronegócio. Até hoje trabalha na distribuição de adubo na Grande Ribeirão. Ainda 77, recorda com detalhes cada momento, desde a saída para jogar 40 dias na América na pré-temporada, a perda do 1º turno, a volta por cima e a quebra da hegemonia vermelha. Tadeu é um homem religioso e nunca perde a chance de ajudar alguém. Adora o Grêmio.
(Fonte: Correio do Povo – Por Onde Anda)

