Erika Hilton se torna primeira mulher trans a presidir Comissão da Mulher
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar o cargo na história do colegiado.
A eleição ocorreu após votação entre os integrantes da comissão. Hilton recebeu 11 votos favoráveis, enquanto outros parlamentares optaram por registrar votos em branco.
Em seu discurso após a eleição, a parlamentar afirmou que pretende conduzir os trabalhos com diálogo e foco na ampliação de políticas públicas voltadas às mulheres. A comissão é responsável por discutir projetos relacionados a direitos, proteção e políticas públicas para mulheres no Brasil.
A escolha de Hilton foi considerada um marco simbólico para a representatividade no Legislativo brasileiro, especialmente para a população LGBTQIA+.
Repercussão e críticas
A eleição também gerou repercussão fora do Congresso. Durante seu programa no SBT, o apresentador Ratinho criticou a escolha da parlamentar para presidir a comissão.
Na transmissão ao vivo, ele afirmou que a deputada “não é mulher, é trans”, questionando o fato de ela comandar o colegiado responsável por pautas relacionadas às mulheres.
As declarações provocaram forte reação nas redes sociais e entre parlamentares e ativistas, que classificaram o comentário como transfóbico.
Após a fala, Erika Hilton informou que acionou o Ministério Público e apresentou representação contra o apresentador por crime de ódio e transfobia. Caso a investigação avance e haja condenação, a pena pode chegar a seis anos de prisão, conforme prevê a legislação brasileira que equipara a transfobia ao crime de racismo.
A polêmica ampliou o debate público sobre representação política e sobre os limites do discurso em relação a identidades de gênero no país.
(Direitos autorais reservados: https://revistaraca.com.br – Revista Raça/ Destaques, Notícias – março 12, 2026)
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