Saramae Endich, foi a soprano solista da Orquestra Sinfônica de Boston, seu repertório abrangia desde os clássicos leves de Victor Herbert, que gravou com Robert Shaw, e os mestres vienenses, que gravou com André Kostelanetz, até Poulenc e Mozart

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SARAMAE ENDICH, SOPRANA; ESTAVA ESCALADA PARA FUNDO DE ÓPERA NA ÓPERA DE SANTA FÉ

 

Saramae Endich (nasceu em 20 de novembro de 1923, em Steubenville, Ohio – faleceu em 12 de junho de 1969, em Nova Iorque, Nova York), soprano solista e professora de canto americana.

A Srta. Endich, solista frequente de importantes orquestras sinfônicas e grupos de oratório e ópera em todo o país, foi a soprano solista da Orquestra Sinfônica de Boston no “Requiem” de Mozart, na apresentação em memória do presidente John F. Kennedy, e no “Requiem” de Verdi, sob a regência de Leonard Bernstein, no funeral do senador Robert F. Kennedy.

Nascida em Steubenville, Ohio, ela começou a tocar piano ainda jovem. Frequentou a Universidade de Ohio e depois mudou-se para Nova York, onde trabalhou com Emmy Joseph e Winifred Cecil.

Seu repertório abrangia desde os clássicos leves de Victor Herbert, que gravou com Robert Shaw, e os mestres vienenses, que gravou com André Kostelanetz, até Poulenc e Mozart.

Em sua crítica de “Il Re Pastore”, de Mozart, apresentada há algumas temporadas no Philharmonic Hall, Raymond Ericson escreveu no The New York Times que “a voz da Srta.

Endich tinha o timbre mais caloroso”. “A ela caiu a conhecida ária ‘L’amero’ (ainda a melhor da ópera)”, continuou ele, “e ela desenvolveu a linha lírica com um tom exuberante que tinha um belo brilho nas notas mais agudas”.

Saramae Endich foi encontrada morta na quinta-feira 12 de junho de 1969 em seu apartamento no Hotel Clifton. Ela tinha 40 anos. Uma autópsia preliminar, aguardando análise química, apontou como causa da morte congestão visceral. A Srta. Endich deixou um bilhete, cujo conteúdo não foi divulgado.

A polícia informou que o superintendente do hotel encontrou a Srta. Endich deitada na cama, vestindo um pijama azul. A Srta. Endich deveria ter partido hoje para Santa Fé, Novo México, para cantar os papéis principais em “Così fan tutte”, de Mozart, e na estreia americana de “Help! Help! The Globolinks”, de Menotti.

Ela deixa o pai, Abraham Endich, e quatro irmãs: Ruth Schuyler, Marcia Martin, Leah Adelman e Edith Garson.

https://www.nytimes.com/1969/06/15/archives – New York Times/ New York Times/ Arquivos do The New York Times – 15 de junho de 1969)

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