René Girard, eminente teórico conhecido como “o novo Darwin das ciências humanas”, influenciou o prêmio Nobel J.M. Coetzee e Milan Kundera

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Teórico era conhecido como ‘o novo Darwin das ciências humanas’.

Professor René Girard, em imagem de 1990 (Foto: Arquivo / AFP Photo)

Professor René Girard, em imagem de 1990 (Foto: Arquivo / AFP Photo)

Acadêmico franco-americano René Girard (Avignon, 25 de dezembro de 1923 – 4 de novembro de 2015), eminente teórico conhecido como “o novo Darwin das ciências humanas”, foi professor emérito, onde lecionou durante muitos anos na universidade de Stanford.

Considerado conservador, Girard tem uma obra que passeia por vários campos do conhecimento, como a filosofia, a antropologia, a crítica literária, a teologia, entre outros.

Seus livros traduzidos em todo o mundo ofereceram uma visão audaz e vasta da natureza, da história e do destino humano, influenciando escritores como o prêmio Nobel de Literatura J.M. Coetzee e o tcheco Milan Kundera.

René Girard iniciou sua carreira como teórico de literatura, fascinado por todas as ciências sociais: história, antropologia, sociologia, filosofia, religião, psicologia e teologia.

Nascido no Natal de 1923 em Avignon, Girard escreveu muito sobre a diversidade e a unidade das religiões.

Ele é autor de obras como “O Sacrifício” e “A Conversão da Arte”. Desde 2008, era membro da Academia Francesa – instituição criada por Luís XIV, na qual a Academia Brasileira de Letras foi inspirada.

René Girard é conhecido por ter criado a teoria do desejo mimético. Segundo esse conceito, os seres humanos tendem a imitar os desejos uns dos outros, o que seria uma fonte de tensão social. Tal violência em uma comunidade seria resolvida por um “bode expiatório”, sobre o qual a violência de uma sociedade é direcionada, antes que a agressividade de um grupo possa destruí-lo.

Por ser um defensor do cristianismo, costumava ser visto como um filósofo conservador. A hermenêutica bíblica, aliás, era uma de suas áreas de atuação.

Seu primeiro livro “Mentira Romântica e Verdade Romanesca”, foi publicado em 1961. Escreveu ao longo da vida quase vinte livros.

René Girard morreu em 4 de novembro de 2015, aos 91 anos, nos Estados Unidos.

(Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2015/11 – POP & ARTE – Da France Presse – 05/11/2015)

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/11/1702310- ILUSTRADA de São Paulo – (Folhapress) – 04/11/2015)

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