Pietro Maria Bardi, diretor e criador do Museu de Arte de São Paulo, o MASP

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O CRIADOR DO MASP

Bardi: busca ousada para compor o acervo do Masp

Ernesto Sábato, Luiza Rotbart, Pietro Maria Bardi. Masp, 1994 (saudeeprogresso.org)

Ernesto Sábato, Luiza Rotbart, Pietro Maria Bardi. Masp, 1994 (saudeeprogresso.org)

Pietro Maria Bardi (La Spezia, Itália, 21 de fevereiro de 1900 – São Paulo, 1.º de outubro de 1999), diretor e criador do Museu de Arte de São Paulo, o MASP. “O meu museu.” Era assim que Pietro Maria Bardi costumava referir-se ao Museu de Arte de São Paulo. E ninguém reclamava. Afinal, o maior e mais importante acervo de quadros e esculturas da América Latina dificilmente teria tomado forma sem a obstinação e o olho aguçado desse professor de origem italiana, que o dirigiu até 1990. Foi na condição de marchand que ele visitou o Brasil pela primeira vez, em 1945. Conheceu então o magnata da imprensa Assis Chateaubriand, que acalentava o desejo de fundar um grande museu e o chamou para a empreitada.

Bardi aceitou e mudou-se acompanhado da mulher, a arquiteta Lina Bo. Ele fez a coleção crescer rapidamente nos primeiros anos. Realizou compras importantes na Europa, às vezes de maneira audaz, confiando em seu faro diante de obras de autoria duvidosa. O primeiro endereço do Masp foi na Rua Sete de Abril. Em 1968, Bardi comandou a mudança da sede para sua localização atual, na Avenida Paulista. O projeto do prédio coube a sua mulher e permanece como um dos marcos da arquitetura modernista no Brasil. Dela também é a vanguardista Casa de Vidro, onde o polêmico, irreverente e ousado Bardi terminou seus dias. Bardi morreu no dia 1º de outubro de 1999, vítima de acidente vascular cerebral. Tinha 99 anos e será lembrado como personagem fundamental da cultura brasileira no século XX.

(Fonte: Veja, 6 de outubro de 1999 – ANO 32 -– N.°40 – Edição 1618 –- DATAS/LUPA – Pág; 130/131)

Quando chegou ao Brasil em 1946 para formar – a pedido do então poderoso comandante dos Diários Associados, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello – a coleção de um novo museu, que seria o Museu de Arte de São Paulo, o crítico e galerista Pietro Maria Bardi, italiano de Liguria, já trazia no porão do navio, em dois enormes containers, uma seleção de pintura europeia que formava a sua coleção particular.

Bardi gostava de afrescos do século XIII, de pintura barroca de Veneza, de telas com um toque de exotismo e isto não fazia parte das ambições de um grande museu nos anos 40/50.

(Fonte: Veja, 6 de março de 1985 – Edição 861 – ARTE – Pág: 104/105)

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