Pesquisador ‘pai’ do feijão Carioquinha
O pesquisador foi o responsável pelo lançamento da variedade mais consumida no Brasil

Feijão Carioquinha — Foto: Cortesia de Arina Krasnikova
Luiz D’Artagnan de Almeida chefiou o lançamento da variedade na década de 60. Produto é o tipo mais consumido no Brasil.

Luiz D’Artagnan de Almeida, pai do feijão Carioquinha — Foto: Divulgação/
Foto: Cortesia Instituto Agronômico (IAC)/Divulgação
Luiz D’Artagnan de Almeida, pesquisador é considerado o “pai” do feijão Carioquinha. Cientista liderou a difusão do feijão carioca e marcou a agricultura brasileira. D’Artagnan é o responsável pelo feijão carioca que, é o tipo preferido pelos brasileiros e representa 66% do consumo nacional.
Ele foi um dos principais responsáveis pela avaliação, difusão e consolidação do feijão-carioca, variedade que transformou os hábitos alimentares e o mercado do grão no Brasil.
Pela contribuição científica e pelo impacto duradouro de seu trabalho, D’Artagnan de Almeida recebeu diversas homenagens ao longo da carreira e ficou carinhosamente conhecido como o “pai do Carioquinha”.
D’Artagnan ingressou no Instituto Agronômico (IAC) em 1967. Na instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, ele construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, dedicando-se à pesquisa agronômica e à melhoria genética do feijoeiro.
Em 1966, grãos listrados de feijão enviados pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da CATI, foram analisados por D’Artagnan em conjunto com os pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. O grupo realizou as primeiras avaliações agronômicas e culinárias do material, que viria a se tornar conhecido como feijão carioca.
A variedade foi oficialmente lançada em 1969, sob responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporada ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o carioca consolidou-se como a variedade mais consumida do País, alcançando cerca de 66% do consumo nacional e promovendo avanços significativos em qualidade e produtividade.
O “pai” do feijão Carioquinha, como ficou conhecido o pesquisador juntamente aos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho, foi o responsável pelas primeiras avaliações agronômicas e culinárias do feijão Carioca.
D’Artagnan, juntamente aos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho, foi o responsável pelas primeiras avaliações agronômicas e culinárias do feijão Carioca.
O material foi apresentado em 1966 pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes.
A variedade foi oficialmente lançada em 1969, sob responsabilidade de D’Artagnan. Por isso, ele ganhou o apelido de “pai do Carioquinha”.
O feijão carioca é o tipo preferido pelos brasileiros, representando 66% do consumo nacional.
Resultado das pesquisas na alimentação dos brasileiros
O engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes apresentou o material em 1966.
A variedade do feijão foi oficialmente lançada em 1969, sob a responsabilidade de D’Artagnan. Por este motivo ele ganhou o apelido de “pai do Carioquinha”.
O feijão carioca é o tipo preferido pelos brasileiros e representa 66% do consumo nacional.
Avanço acadêmico
Em 1972, Luiz D’Artagnan defendeu a tese de doutorado “Danificações mecânicas em sementes de feijoeiro”, na Esalq/USP, em Piracicaba.
Na mesma década, teve início o Programa de Melhoramento Genético do Feijão, que impulsionou a qualidade e a produtividade da cultura no país.
O pesquisador ingressou no IAC em 1967, atuando na antiga Seção de Leguminosas, e se aposentou em 2002, deixando um legado reconhecido pela comunidade científica e pelo setor agrícola.
Por que ‘Carioca’?
O nome da variedade mais popular de feijão do Brasil surgiu devido a sua semelhança com uma raça de porco, há quase 50 anos, em uma fazenda no interior de São Paulo.
A característica marrom-rajada do grão foi associado a coloração de uma raça de porco criada na região conhecida como “Carioca” — que também tem uma pelagem marrom clara e manchas escuras.
Desde a descoberta do feijão carioca, já foram desenvolvidas 42 variações de feijão do mesmo tipo, segundo o Instituto.
(Direitos autorais reservados: https://campinas.ig.com.br/2026-01-06 – CAMPINAS/ Por Thayna Gemin – 06/01/2026)
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