Lester A. Walton, foi ex-ministro na Libéria e que posteriormente atuou na Comissão de Direitos Humanos da cidade de Nova York, desempenhou diversos papéis, como editor de teatro no jornal negro The New York Age, redator de reportagens, publicitário, produtor teatral, diplomata, defensor dos direitos humanos e funcionário público

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LESTERA WALTON, EX-ENVIADO

Incansável pelos Direitos dos Negros. 

Membro do Conselho Municipal.

 

Lester A. Walton (nasceu em 20 de abril de 1882 – faleceu em 16 de outubro de 1965), foi ex-ministro na Libéria e que posteriormente atuou na Comissão de Direitos Humanos da cidade de Nova York até sua aposentadoria em 1964.

Em sua longa carreira, o Sr. Walton desempenhou diversos papéis, como editor de teatro no jornal negro The New York Age, redator de reportagens, publicitário, produtor teatral, diplomata, defensor dos direitos humanos e funcionário público.

De voz suave, o Sr. Walton transitava entre diferentes carreiras com destreza e facilidade. Seu único objetivo, contudo, permaneceu o mesmo: a igualdade para os negros.

Incansável escritor de cartas, ele foi fundamental para a eliminação do uso de “negro” em minúsculas, mesmo na imprensa negra. Ao se aposentar em 1963, o Sr. Walton, que estava debilitado pela artrite, sentou-se em uma cadeira de rodas cercado por amigos e colegas na Prefeitura.

Wagner elogia ações

O Sr. Walton recebeu o título de membro emérito da Comissão e o prefeito Wagner entregou-lhe um Certificado de Apreciação.

O certificado dizia, em parte: “Um diplomata e jornalista que, durante 60 anos, travou uma luta constante pelos direitos humanos; sempre no centro da questão, com a intuição de um jornalista e a destreza de um diplomata.

Um dos homens mais ilustres da cidade de Nova York, sempre empenhado em promover a compreensão e a tolerância.”

O Sr. Walton, por sua vez, olhou para o grupo reunido e disse, simplesmente: “Amo todos vocês.”

O Sr. Walton nasceu em St. Louis e foi repórter e colunista de golfe no jornal The St. Louis Star-Sayings de 1902 a 1906.

Em seguida, viajou para Nova York com a intenção de escrever letras para produções teatrais.

Retornou ao trabalho jornalístico como editor-chefe e editor de teatro do The New York Age. Trabalhou nesse jornal de 1908 a 1914 e de 1917 a 1919.

Trabalhou para os principais jornais.

De 1922 a 1931, foi redator de reportagens especiais no The New York World e, em seguida, trabalhou brevemente para o The New York Herald Tribune.

Em 1931, cuidou das relações públicas para a celebração do 50º aniversário do Instituto Tuskegee.

De 1931 a 1935, retornou ao The New York Age como editor associado. De 1935 a 1946, o Sr. Walton foi Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário na Libéria.

Na época em que o Senado confirmou a nomeação do Sr. Walton, o The New York Times escreveu em um editorial: “Como jornalista excepcional, ele possui um longo e profundo conhecimento dos movimentos educacionais, sociais e econômicos na América e conhece em primeira mão o povo, os recursos e as possibilidades da Libéria.”

Em sua função diplomática, o Sr. Walton negociou tratados de extradição, convenções consulares, aviação e navegação com a Libéria. Em 1941, obteve um acordo para a instalação de bases aéreas dos Estados Unidos naquele país.

Delegação liberiana auxiliada

Ao retornar aos Estados Unidos, o Sr. Walton atuou como conselheiro da delegação liberiana nas Nações Unidas. Durante a década de 1950, participou das negociações entre o Sindicato dos Jornalistas de Nova York e o jornal The Amsterdam News.

Em 1955, o Sr. Walton foi nomeado membro da Comissão Municipal de Relações Intergrupais (atualmente a unidade de Direitos Humanos). Ao longo de sua carreira, o Sr. Walton trabalhou como relações-públicas no Comitê Nacional Democrata.

Foi fundador e membro do conselho da Associação de Atores Negros e presidente do Comitê Coordenador para Artistas Negros. Em seus discursos e cartas para jornais, o Sr. Walton abordou principalmente a luta dos negros pelos direitos civis.

Em certo momento, ele contestou um artigo que insinuava que “Harlem” e “favelas” eram sinônimos.

Defendeu a maior parte do Harlem

“Existem favelas no Harlem – isso é fato”, escreveu ele. “Há espaço para melhorias. Mas é preciso enfatizar que o Harlem não é predominantemente uma área de favelas; e que a maioria de sua população é composta por cidadãos bem-vestidos, que se respeitam e cumprem a lei.”

O Sr. Walton foi agraciado com a mais antiga e prestigiosa condecoração da Libéria, a Grande Ordem Humanitária da Redenção Africana.

Ele recebeu títulos honorários de Mestre em Artes e Doutor em Direito pela Universidade Lincoln e pela Universidade Wilberforce, respectivamente.

Lester A. Walton faleceu no sábado 16 de outubro de 1965 no Hospital Sydenham. Ele tinha 84 anos.

Ele deixa sua viúva, Gladys Moore Walton; duas filhas, Sra. Marjorie Walton Rochester e Sra. Gladys Walton Edwards; e um neto. O funeral será realizado ao meio-dia de quinta-feira na Igreja Episcopal de São Filipe, localizada na Rua 133 Oeste, número 214.

https://www.nytimes.com/1965/10/19/archives – New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times – 19 de outubro de 1965)

Sobre o Arquivo
Esta é uma versão digitalizada de um artigo do arquivo impresso do The Times, anterior ao início da publicação online em 1996. Para preservar esses artigos como foram originalmente publicados, o The Times não os altera, edita ou atualiza.
Ocasionalmente, o processo de digitalização introduz erros de transcrição ou outros problemas; continuamos a trabalhar para melhorar estas versões arquivadas.
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