John Langdon Heaton, foi membro vitalício do conselho consultivo da Escola de Jornalismo Pulitzer e editorialista do The New York World por trinta e dois anos

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J. L. Heaton; redator editorial

Atuou no The New York World por 32 anos – sua influência foi ampla.

 

 

John Langdon Heaton (nasceu em 29 de janeiro de 1860, em Canton, Nova Iorque – faleceu em 21 de fevereiro de 1935, no Brooklyn), foi membro vitalício do conselho consultivo da Escola de Jornalismo Pulitzer e editorialista do The New York World por trinta e dois anos, de 1899 a 1931.

John Langdon Heaton nasceu em 29 de janeiro de 1860, em Canton, Nova Iorque. Após se formar na Universidade de St. Lawrence, lecionou por um ano na Escola Primária do Rutgers College, em New Brunswick, Nova Jersey.

Em 1881, ingressou na equipe editorial do The Brooklyn Times e, posteriormente, saiu para fundar o The Providence News, em Rhode Island. De volta a Nova Iorque, trabalhou no The Recorder até o jornal deixar de ser publicado.

Em seguida, foi para o The World, onde logo foi promovido a editorialista. Permaneceu nessa função por um longo período. Na equipe, estavam W. H. Merrill, George Cary Eggleston (1839 – 1911), David Graham Phillips (1867 – 1911), Count Dillon e E. W. Osborn.

De sua casa na Filadélfia, Rebecca Harding Davis (1831 – 1910) enviava artigos ocasionalmente. Mais tarde, trabalhou com Frank I. Cobb, Sam Moffett e J. W. Clarke, e permaneceu até o fim com Lippmann, Nevins, Merz, Scroggs e Paulin, e com H. S. Pollard, Claude Bowers e Ernest Howard na equipe do The Evening World.

“O Sr. Heaton não poderia servir a um jornal tão poderoso por tanto tempo sem, por vezes, contribuir para a história. Houve o episódio de Billy Sheehan, o ‘Homem de Olhos Azuis’, que aspirava ao Senado. Os dissidentes legislativos pediram a Edward M. Shepard que se juntasse a Sheehan na disputa.

O Sr. Shepard buscou e seguiu o conselho do Sr. Heaton, que lhe disse: ‘Você pode enriquecer sua respeitável carreira no serviço público bloqueando a candidatura do Sr. Sheehan.’ Um dos líderes legislativos dos dissidentes nessa luta vitoriosa foi um jovem recém-chegado à política em Nova York, Franklin D. Roosevelt.”

Hughes e o Inquérito sobre Seguros.

“Houve um momento crítico na carreira do Juiz Presidente Hughes. O Sr. Hughes havia feito um bom trabalho como consultor do comitê legislativo sobre os problemas do gás. Uma investigação maior, para a qual uma Assembleia Legislativa relutante foi impulsionada pelo jornal The World, estava em andamento: a famosa investigação sobre seguros. O Senador Estadual Armstrong e um ou dois associados do comitê procuraram o Sr. Merrill, principal editorialista, e o Sr. Heaton para perguntar se eles recomendariam um advogado para o cargo de consultor jurídico principal. Eles recusaram.”

“‘Como Charles E. Hughes lhe serviria?’, perguntou o Sr. Armstrong. ‘Ele seria perfeitamente satisfatório’, foi a resposta. Tudo o que o jornal The World queria era um esforço honesto para apurar os fatos como base para a legislação necessária.”

 

“Em ‘The Story of a Page’, o Sr. Heaton escreveu o relato de trinta anos de luta e conquistas da página editorial do jornal The World sob a direção de Joseph Pulitzer. Mais tarde, ele compilou em ‘Cobb of the World’ alguns dos editoriais mais famosos de Frank I. Cobb (1869 – 1923), além de um ou dois de seus raros discursos públicos e artigos para revistas.”

Seu trabalho para a Escola Pulitzer.

A Escola de Jornalismo Pulitzer da Universidade Columbia, fundada e dotada com US$ 2.000.000 pelo Sr. Pulitzer, foi pioneira em sua área. O Sr. Heaton foi incumbido pelo Sr. Pulitzer de realizar um estudo preliminar e apresentar um relatório. Quando a escola foi finalmente organizada, o Sr. Heaton foi designado membro vitalício do conselho consultivo, representando o jornal The World.

O conselho original incluía Charles R. Miller, do The Times, E. P. Mitchell, do The Sun, Whitelaw Reid, St. Clair McKelway (1905 – 1980), do The Brooklyn Eagle, Victor Lawson (1850 – 1925), do Chicago, e Samuel Bowles, do The Springfield Republican. Com a valiosa ajuda do Dr. McKelway, o Sr. Heaton foi fundamental para a contratação de Talcott Williams, uma escolha ideal, para atuar como o primeiro diretor da escola.

“O Sr. Heaton atuou como principal redator de editoriais durante a ausência ou doença do Sr. Merrill ou, posteriormente, do Sr. Cobb. Durante anos, ele trabalhou no turno de domingo, responsável pela redação dos editoriais da edição de segunda-feira, e, como homens eminentes costumam falecer aos domingos, ele se tornou, por necessidade, uma espécie de especialista em fazer comentários finais sobre carreiras notáveis. Foi assim que ele escreveu o editorial do The World sobre a carreira de William J. Bryan (1860 – 1925) e sobre o próprio Joseph Pulitzer, já que este faleceu em um domingo, e de forma bastante inesperada.”

“Em 1882, o Sr. Heaton casou-se com Eliza Osborn Putnam Heaton (1860-1919), de Danvers, Massachusetts, que se tornou uma escritora brilhante e diretora de jornal e agência de notícias, pioneira entre as muitas mulheres que hoje atuam no jornalismo em Nova York e outras cidades.

Sua saúde debilitou-se após anos de trabalho árduo e ela faleceu em 1919. Seu livro sobre ‘Caminhos Secundários na Sicília’ foi bem recebido. 

John Langdon Heaton faleceu em 21 de fevereiro de 1935 à tarde em sua casa, no número 131 da Westminster Road, no Brooklyn, aos 75 anos. Nos últimos três anos, ele sofria de uma doença neurodegenerativa crônica conhecida como doença de Parkinson.

Um filho, o único fruto do casamento, faleceu em 1926. Ele deixa uma irmã, Dra. Lucia E. Heaton, uma nora, Sra. James P. Heaton, um neto, John L. Heaton II, de Winchester, Massachusetts, e um sobrinho, Louis H. Pink.”

Há alguns meses, o Sr. Heaton escreveu seu próprio obituário.

O funeral foi realizado na residência em Brooklyn.

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1935/02/22/archives – New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times – 22 de fevereiro de 1935)

Sobre o Arquivo
Esta é uma versão digitalizada de um artigo do arquivo impresso do The Times, anterior ao início da publicação online em 1996. Para preservar esses artigos como foram originalmente publicados, o The Times não os altera, edita ou atualiza.
Ocasionalmente, o processo de digitalização introduz erros de transcrição ou outros problemas; continuamos a trabalhar para melhorar estas versões arquivadas.

©  1999 The New York Times Company

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